
A ereção de um pênis humano é um processo muito simples: quando o cérebro recebe estímulos eróticos, ele ordena que os músculos lisos dos corpos cavernosos relaxem. Esses corpos são duas estruturas cilíndricas de tecido erétil esponjoso que correm ao longo da haste do pênis — uma vez relaxados, eles permitem que o sangue flua para dentro, tornando o pênis rígido.
Existem alguns compostos químicos envolvidos e também alguns fatores que podem interferir no processo (idade, problemas de saúde, uso de medicamentos e outras substâncias). Mas, no geral, é isso.
Em certos momentos, isso significa uma pressão interna comparável ou até superior à que circula em uma mangueira de jardim ligada, suficiente para manter o jato constante contra a gravidade. O efeito acontece porque o sangue entra rapidamente, mas sua saída é bloqueada, e a contração de músculos na base do pênis comprime ainda mais esse volume — um dos mecanismos de pressão mais intensos produzidos naturalmente pelo corpo humano.
Mas é claro que esses 130 mL não entram no pênis de uma vez só. Estudos de hemodinâmica peniana mostram que o pico de entrada de sangue durante a tumescência (inchaço devido a aumento de líquido, em geral) pode ficar em torno de 13 mL/min em média, embora esse valor varie bastante entre indivíduos e conforme o método de medição. Uma vez alcançada a ereção rígida, o fluxo para mantê-la cai bastante, geralmente para 5 mL/min ou menos.
Ou seja, no auge do enchimento, cerca de 0,22 mL de sangue entram no pênis a cada segundo. Isso é mais ou menos o volume de 4 a 6 gotas de um conta-gotas comum.

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