26/06/2026

Bocudo Caldas

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Duplo Terremoto na Venezuela: O Que se Sabe Sobre a Tragédia



Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela no fim da tarde e início da noite de 24 de junho de 2026, causando grande destruição e perdas humanas. Os tremores, que ocorreram com uma diferença de menos de um minuto, estão sendo considerados os mais graves e fortes da história recente do país.

Os Abalos e Suas Causas

O primeiro tremor, com magnitude de 7,2, aconteceu por volta das 18h04, no horário local. Apenas 38 segundos depois, um segundo terremoto, ainda mais forte e medindo 7,5 de magnitude, atingiu a mesma região. Após os eventos principais, foram registradas mais de 20 a 30 réplicas (tremores secundários menores).

Os epicentros foram localizados no norte do país, nos estados de Yaracuy e Carabobo, a uma profundidade relativamente rasa de cerca de 10 a 20 quilômetros, o que aumentou consideravelmente o poder de destruição na superfície.

O que causou os abalos? Os tremores foram gerados pela movimentação brusca de uma falha geológica. Em termos simples, isso ocorre quando gigantescos blocos de terra acumulam muita pressão ao longo do tempo e, de repente, deslizam de forma horizontal uns contra os outros, liberando uma imensa quantidade de energia.

Áreas Atingidas e Reflexos em Outros Países

A destruição se espalhou por várias partes do país, mas os danos foram muito mais severos na região centro-norte.

Venezuela: A capital, Caracas, sofreu danos extremos, com o desabamento de dezenas de edifícios, especialmente nos bairros de Altamira e Los Palos Grandes. O estado de La Guaira, no litoral, foi declarado como zona de desastre, com relatos da ONU indicando que mais de 100 prédios desabaram na região. O principal aeroporto venezuelano, o Aeroporto Internacional Simón Bolívar (em Maiquetía), teve sua estrutura muito danificada e fechou para todos os voos. Outros estados, como Aragua, Miranda e Trujillo, também relataram prédios caídos.

Colômbia: O balanço da terra cruzou a fronteira oeste e pôde ser sentido fortemente na Colômbia. Cidades como Bogotá e Bucaramanga precisaram realizar a evacuação preventiva de prédios comerciais e residenciais.

Brasil: O norte brasileiro também sentiu os reflexos dos tremores. Moradores de Manaus (AM), Belém (PA) e Macapá (AP) relataram o chão tremendo, o que também levou ao esvaziamento de edifícios por precaução. Em Caracas, a Embaixada do Brasil sofreu danos estruturais, mas felizmente não houve feridos no local.

Logo após os sismos, um alerta de tsunami chegou a ser emitido para Porto Rico e Ilhas Virgens, mas foi cancelado pelas autoridades pouco tempo depois.

Mortos, Feridos e a População Mais Afetada

Até o dia 25 de junho, o balanço oficial confirmava pelo menos 164 mortes e 971 feridos. Contudo, essas são apenas as vítimas iniciais, e os números devem aumentar conforme os escombros são removidos.

A população urbana costeira e da capital foi a mais castigada pelo desastre. Em Caracas, moradores de prédios residenciais altos foram pegos de surpresa, sem tempo para sair à rua antes que as estruturas cedessem. Em La Guaira, o desespero tomou conta das ruas, e moradores relataram que perderam tudo, aguardando notícias de entes queridos presos sob as ruínas. A situação ficou ainda mais dramática com a queda brusca da internet e das redes de comunicação, dificultando o contato entre famílias e o trabalho dos socorristas.

Projeções e Cenário Futuro

O cenário previsto pelos especialistas para as próximas semanas é crítico:

Projeção de Vítimas Fatais: O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima, devido à escala maciça de destruição e à vulnerabilidade das estruturas, que o número total de mortes possa saltar para algo entre 10 mil e 100 mil pessoas.

Desaparecidos: O desespero fez com que sites independentes fossem criados para rastrear vítimas. Na manhã seguinte à tragédia, mais de 10.000 nomes já constavam em listas de pessoas não localizadas. Relatos de fontes internacionais estimam que o número de desaparecidos possa passar de 36.000 em todo o país.

Ajuda Internacional: O governo venezuelano decretou estado de emergência e pediu união nacional. Equipes de resgate especializadas e certificadas pela ONU já estão a caminho para ajudar no árduo trabalho de localizar sobreviventes. Países vizinhos e a comunidade internacional também se ofereceram para enviar suprimentos e assistência.