26/06/2026

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Bitcoin lidera carteiras em junho, mas HYPE rouba a cena



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Bitcoin/ Foto: Pexels

O bitcoin encerrou maio no vermelho, com recuo de 3,41%, devolvendo parte dos ganhos acumulados em abril. Mesmo assim, a maior criptomoeda do mundo segue como a principal aposta dos analistas para junho: seis das sete casas consultadas pelo InvestNews mantiveram o ativo entre suas recomendações para o mês.

O bitcoin segue como principal referência do mercado e continua sendo o maior indicador de fluxo institucional. Dessa forma, segundo especialistas, a criptomoeda se consolida como uma reserva de valor relevante entre investidores institucionais, incluindo companhias de tecnologia, fundos de investimento e até governos.

Hyperliquid conquista espaço nas carteiras

A grande novidade das recomendações de junho ficou por conta do HYPE, token nativo da exchange descentralizada Hyperliquid. O ativo apareceu em cinco das carteiras analisadas, superando nomes já estabelecidos do mercado cripto.

De acordo com analistas, o projeto chama atenção pela capacidade de desenvolver soluções inovadoras para o mercado de contratos perpétuos e negociação de futuros.

Um contrato perpétuo sintético é um derivativo que permite apostar na alta ou na queda de um ativo sem precisar detê-lo diretamente.

O projeto começa a competir diretamente com soluções do mercado tradicional, permitindo a negociação de ativos e índices alavancados 24 horas por dia, sete dias por semana, com custos muito inferiores aos praticados em plataformas convencionais.

No fim de maio, a Hyperliquid lançou um contrato perpétuo sintético atrelado ao Ibovespa, o principal índice acionário brasileiro. O produto permite que investidores negociem exposição ao índice a qualquer hora, inclusive nos finais de semana.

Ethereum e Solana seguem no radar dos analistas

Apesar de perderem terreno para o HYPE nas recomendações deste mês, ethereum (ETH) e solana (SOL) continuam presentes em diversas carteiras. Em suma, o ethereum mantém uma posição estratégica no ecossistema de ativos digitais.

Quanto à solana, dois fatores que podem impulsionar o ativo nos próximos meses. O primeiro é o teste de uma atualização de rede voltada para aumentar a eficiência e a velocidade das transações. O segundo é o crescente interesse de empresas listadas em bolsa que vêm acumulando SOL em suas tesourarias.

Part destaca ainda que, no dia 29 de junho, a Forward Industries, companhia com cerca de US$ 588 milhões em solana em seu caixa, passará a integrar os índices Russell 2000 e 3000. A entrada obriga fundos indexados a comprarem exposição ao ativo, o que pode gerar pressão compradora sobre o preço.

Regulação e novidades do setor

O debate regulatório segue em pauta no mercado cripto brasileiro. A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) avalia positivamente as novas regras do Banco Central e da Receita Federal, mas alerta que parte das exigências pode pesar sobre empresas menores, encarecendo custos e dificultando a concorrência com grandes players.

No campo da tokenização, a Vórtx QR Tokenizadora recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emitir CRIs e CRAs tokenizados, mantendo a isenção de Imposto de Renda e IOF. O ponto de atenção: esses ativos não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que ressarce investidores em situações de inadimplência.

No cenário europeu, Isabel Schnabel, diretora do Banco Central Europeu (BCE), expressou preocupação com a expansão das stablecoins. Segundo ela, o crescimento desses ativos pode ameaçar a estabilidade financeira e ampliar ainda mais a dominância do dólar no sistema monetário global, dado que os principais tokens do segmento, como USDT e USDC, são atrelados à moeda norte-americana.

Fonte: BPMoney.