
O grande Ulysses Guimarães dizia que política é igual a nuvem, que cada vez que você olha vê uma coisa diferente. Pensamento sábio que “justificaria” a impensável aliança entre a vice-prefeita de Luziânia, Ana Lúcia (PSDB), o deputado Cristóvão Tormin (PRD), o vereador Waltinho (PP) e Eliel Junior (SD). Junção inimaginável até bem pouco tempo devido ao fato de pertencerem a grupos opostos e serem grandes adversários políticos.
Fato é que a “união”, principalmente entre a Ana e Tormin, causou muita polêmica e os dois parecem estar trabalhando nos bastidores para evitar que a pré-candidata à prefeitura de Luziânia perca votos pelo fato de ter se aliado a alguém que é investigado pela Polícia Federal por supostos desvios de dinheiro público e responde a processo por assédio sexual contra servidoras no Tribunal de Justiça de Goiás.
Nenhum dos dois se pronunciaram sobre uma possível ruptura, mesmo após as duras críticas que Ana recebeu de seus eleitores.
CASOS DE POLÍCIA
Além da aliança com Tormin, Ana Lúcia também “aninhou-se” no tucanato que tem o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), presidente da legenda, que foi preso em 2018 na Operação Cash Delivery, que investigava pagamento de propina em campanhas eleitorais.
E não para por aí, a própria vice-prefeita também está sendo investigada em participação de esquema de corrupção onde a Polícia Civil investiga supostos desvios de dinheiro de um programa habitacional do governo estadual quando ainda era vereadora. Na ocasião a PC, com mandado da justiça, fez operação na casa dela e apreendeu seu celular e computador.
Um experiente político de Luziânia usou o termo “Um gambá cheira o outro” para descrever as alianças políticas que Ana Lúcia vem fazendo. Talvez não seja o caso concreto nesta situação, mas que são alianças no mínimo estranhas, isso são.

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