24/02/2026

Bocudo Caldas

Magazine Digital

Meme do dia: A arte de estacionar



Você já teve aquele dia em que simplesmente não achou uma vaga de jeito nenhum? Aquele desespero de dar voltas e voltas no quarteirão, olhando cada centímetro de calçada? Agora imagina se, nessa situação, você estivesse pilotando não um carro compacto, mas um tanque de guerra de 50 toneladas. Aí a coisa muda de figura, né? A “arte de estacionar” ganha um significado completamente novo, e é exatamente essa cena surreal que a nossa foto meme de hoje capturou: um tanque, pacífico e desengonçado, ocupando o lugar de um simples Fiat Uno na calçada de uma rua residencial.

Tanque de guerra estacionado em uma calçada residencial

Pois é, meu caro. Enquanto a gente sofre com multas e cavaletes, em alguns lugares do mundo — e aqui a gente tá falando principalmente dos Estados Unidos — a coisa é bem diferente. Lá, depois de um longo período de serviço, muitos equipamentos militares, incluindo veículos blindados, são colocados à venda para o público em geral. É o famoso “leilão de excedentes do governo”. A lógica é vender esses tratores de guerra para recuperar uma grana, em vez de deixá-los enferrujar em algum depósito secreto. O resultado? Cidadãos comuns podem, teoricamente, se tornar os orgulhosos proprietários de um pedaço da história militar.

Do campo de batalha para a padaria da esquina

E não pense que isso é só teoria. Já mostrei aqui histórias de gente que levou a coisa a sério. Teve o maluco que adaptou um tanque para ser o carro da família, usando o bichão para ir ao supermercado. Imagina a cena: a esposa fazendo a lista, os filhos no banco de trás (que na verdade é o compartimento da munição) e o pai, feliz da vida, dirigindo 5 km por hora até o estacionamento, causando um caos total. O pior é que, dependendo do estado americano e de como o veículo é registrado (muitos são reclassificados como “tratores” ou “veículos históricos”), isso pode ser perfeitamente legal. Loucura total.

Mas a história mais insana de todas, sem dúvida, foi a do cidadão que comprou um tanque usado e, ao fuçar nos compartimentos, encontrou barras de OURO escondidas. Sério, não tô inventando. O cara comprou o ferro-velho pensando em restaurar, e acabou encontrando um tesouro de guerra. Deve ter sido a melhor compra da vida dele, tipo achar um ingresso de dólar no bolso de uma calça velha, só que multiplicado por um milhão.

Mas calma, não é só chegar e dirigir

Agora, antes que você comece a sonhar em fazer um test drive no seu futuro M41 Walker Bulldog, é bom dar uma segurada. A burocracia é pesada. Nos EUA, o Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF) regula a parte das armas. Se o canhão principal do tanque ainda for operacional, isso já o classifica como uma “arma de fogo destrutiva”, e aí você precisa de uma licença federal especialíssima (e cara). A maioria dos civis opta por “desativar” a peça principal, soldando o cano ou removendo mecanismos cruciais. Sem contar que dirigir um tanque na rua exige uma paciência de santo — a velocidade máxima de muitos não passa de 70 km/h na estrada, e o consumo de combustível é medido em litros *por quilômetro*, e não o contrário. É o verdadeiro “beberrão”.

E o que se faz com um tanque, além de assustar os vizinhos e estacionar em cima do canteiro? Bom, tem uma galera que restaura essas relíquias para eventos históricos, exibições em museus privados ou até para alugar para filmagens. Outros simplesmente colecionam, pelo puro fator “uau”. É um hobby que exige muito espaço, muito dinheiro e uma certa dose de excentricidade, convenhamos.

Olhando para essa foto, fico pensando na trajetória absurda daquela máquina. Ela foi projetada para dominar territórios, para resistir a explosões e ataques. Passou décadas sendo operada por soldados em treinamentos rigorosos ou, quem sabe, em conflitos reais. E agora, aposentada, seu maior desafio é não quebrar a calçada do cidadão enquanto espera o dono voltar do mercado com o pão de forma. A vida prega umas peças bem engraçadas, não acha?

É isso aí. A próxima vez que reclamar do trânsito, lembre-se: poderia ser pior. Você poderia estar guiando um blindado de 12 metros de comprimento, tentando fazer uma baliza. Muito louco isso né?

Fonte

Fonte: Mundo Gump.