14/09/2026

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Rússia acusa EUA de militarizarem Ásia-Pacífico para conter China

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, acusou neste domingo (13) os EUA de tentarem militarizar a região da Ásia-Pacífico como forma de conter a influência da China e limitar os interesses de Moscou. “Os EUA e seus aliados, como a Otan, querem conquistar a região”, disse o decano diplomata.

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Lavrov falava a repórteres no aeroporto de Phnom Penh, capital do Camboja, onde esteve para participar como convidado de um encontro da Asean, a Associação dos Países do Sudeste Asiático. China e EUA disputam influência econômica e militar na região, e representantes dos dois países também estiveram presentes no encontro.

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Dali, muitos dos líderes dirigem-se para Bali, na Indonésia, onde ocorre a reunião do G20. O presidente americano, Joe Biden, e o líder chinês, Xi Jinping, têm um encontro paralelo marcado para esta segunda-feira (14), o primeiro desde que o democrata assumiu a Casa Branca.

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Biden voltou a falar neste domingo sobre a disputa com a China. A líderes do Sudeste Asiático, afirmou que os EUA seguirão denunciando violações de direitos humanos cometidas por Pequim, mas também pediu que haja paz em Taiwan, a ilha que a China considera uma província rebelde, e garantia de navegação no Mar do Sul da China.

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“Os EUA vão competir de maneira vigorosa [com a China] , mas mantendo linhas de comunicação abertas e garantindo que a concorrência não se transforme em um conflito”, disse a Casa Branca.
Outros recados a Pequim vieram do premiê do Japão, Fuimio Kishida, que também compareceu ao encontro da Asean. De acordo com a chancelaria japonesa, ele disse aos presentes que ações recentes de Pequim violam a soberania de seu país.

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“Houve contínuas e crescentes ações de Pequim no Mar da China Oriental que violam nossa soberania, e a China continua colocando em prática medidas que aumentam a tensão regional no Mar do Sul da China”, afirmou Kishida, segundo o comunicado da diplomacia.

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Ele também teria salientado preocupação com a minoria muçulmana uigur, majoritariamente concentrada na região chinesa de Xinjiang, na porção oeste do país. Recente relatório da ONU apontou que a China poderia estar cometendo crimes contra a humanidade com os uigures.
Denúncias internacionais dão conta de que o regime comunista de partido único encarcera massivamente uigures e busca suprimir seus hábitos e sua cultura. Pequim, no entanto, nega as acusações, que dificilmente são levadas a fóruns internacionais devido à influência chinesa e de aliados, como os russos.

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A despeito das acusações de Kishida, o primeiro-ministro teve um encontro paralelo com seu homólogo chinês, Li Keqiang, no Camboja. Li teria dito que a China está comprometida a fortalecer laços políticos, econômicos e comerciais com o Japão, segundo o jornal honconguês South China Morning Post.

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Outro tema que permeou as discussões na capital cambojana foram os recentes lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte. Em mensagens para Pequim, EUA, Coreia do Sul e Japão buscaram mobilizar os interesses de segurança nacional da China para que a potência asiática busque conter a escalada promovida pelo ditador Kim Jong-un.