11/09/2026

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Agência nuclear ucraniana acusa Rússia de bombardear central de Zaporíjia

“Na manhã de 20 de novembro de 2022 [hoje], como resultado de numerosos bombardeios russos, pelo menos 12 ataques foram registrados no local da central nuclear de Zaporizjia”, afirma a Energoatom, operadora estatal das centrais nucleares da Ucrânia, citada pela AFP.

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A Energoatom acusa os russos de “mais uma vez organizarem chantagem nuclear e colocarem o mundo inteiro em risco”.

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O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse hoje que “fortes explosões” ocorreram na área da central nuclear de Zaporijia.

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“A informação é extremamente perturbadora. As explosões ocorreram no local desta grande central nuclear, o que é totalmente inaceitável”, advertiu Rafael Grossi em comunicado.

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A Rússia acusou hoje as forças ucranianas de terem realizado novos bombardeios contra a central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, garantindo que o nível de radiação permanece “em conformidade com a norma”.

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“O regime de Kiev não para as provocações para criar a ameaça de um desastre na central nuclear de Zaporijia”, a maior da Europa e militarmente ocupada pela Rússia, afirmou o Ministério da Defesa russo em comunicado.

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Segundo o comunicado, as forças ucranianas dispararam, no sábado e hoje mais de duas dezenas de “projéteis de grande calibre” contra a central que explodiram entre os blocos energéticos número 4 e 5 e visaram o telhado de um “edifício especial” localizado perto destes blocos,.

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Este “edifício especial” abriga um depósito de combustível nuclear, disse, por seu lado, um funcionário do produtor russo de eletricidade nuclear Rosenergoatom, Renat Kartchaa, citado pela agência oficial TASS.

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A Rússia, que conduz uma ofensiva na Ucrânia desde 24 de fevereiro, ocupa militarmente o território da central e o Presidente russo, Vladimir Putin, reivindicou a responsabilidade pela sua anexação, bem como a de quatro regiões ucranianas.

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Durante vários meses, Moscou e Kiev acusaram-se mutuamente de bombardear o local, sob controlo russo, mas localizados não muito longe da linha da frente.

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