14/09/2026

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Grupos acionam TSE e acusam irregularidades na votação do 1º turno brasileiro nos EUA

(FOLHAPRESS) – Grupos brasileiros de esquerda nos Estados Unidos acionaram nesta quinta-feira (20) o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e consulados no país para denunciar irregularidades nos locais de votação do primeiro turno da eleição presidencial, no último dia 2.

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Foram elencados atos de violência verbal e física por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), ameaças, transporte irregular de eleitores, restrição de fiscais nas seções e a presença de carros de som nos colégios eleitorais, entre outros pontos.

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Além do TSE, o documento foi entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (que cuida da eleição no exterior), à Secretaria de Assuntos Consulares, Cooperação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores e aos cônsules do Brasil em Atlanta, Boston, Chicago, Hartford, Houston, Los Angeles, Miami, Nova York, San Francisco e Washington.

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A carta é assinada pelo comitê Defend Democracy in Brazil, pela US Network for Democracy in Brazil e por grupos locais de estados como Nova York, Texas, Califórnia e Flórida.

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Neste último, o grupo aponta que observou o transporte irregular de eleitores de Bolsonaro em ônibus e vans, que teria sido organizado e financiado por igrejas locais. Segundo os denunciantes, os passageiros estavam caracterizados com símbolos do presidente e hostilizavam apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O transporte de eleitores é proibido pela legislação eleitoral brasileira, a não ser que seja organizado pela Justiça, sob pena de quatro a seis anos de reclusão.

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Segundo a denúncia, houve também um episódio de agressão física em Orlando, registrado pela polícia local. Em Miami e Nova York foram registrados carros de som com propaganda favorável a Bolsonaro dentro do perímetro de votação. Carros de som e alto-falantes não são permitidos entre as 22h da véspera da votação até o fim do pleito.

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Segundo os grupos, em Nova York ainda houve registro de intimidação, inclusive com carros cobertos de adesivos de Bolsonaro acelerando de forma ameaçadora em direção a pedestres. Nesse caso, a polícia local precisou isolar a área. Na cidade, segundo o documento, também houve eleitores tirando fotos dentro da seção eleitoral.

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Em Los Angeles, os grupos denunciam ainda casos de boca de urna, outra prática vetada pela lei.

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Uma reclamação constante em diferentes cidades foi em relação ao tamanho das filas, que chegavam a durar horas sobretudo nos maiores colégios eleitorais, como Boston e Miami.

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“Solicitamos às autoridades responsáveis pelos locais de votação dos brasileiros no exterior, em especial nos Estados Unidos, que tomem todas as medidas ao seu alcance para assegurar o livre exercício do direito ao voto segundo o princípio democrático”, diz o documento.

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“É de responsabilidade de toda a rede consular assegurar eleições livres, justas, sem violência ou quaisquer outras formas de intimidação política.” O grupo afirma que ainda não teve resposta.

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Bolsonaro venceu Lula em todos os colégios eleitorais mais expressivos dos EUA. Em Miami, no maior deles, teve 74,3% dos votos, contra 16,2% do ex-presidente; Boston registrou 69,9% a 23%. Em Nova York, a diferença foi menor, mas ainda assim a favor do atual presidente, com 46,3%, contra 42,9% do petista.

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No primeiro turno, filas foram vistas também em muitas cidades brasileiras e colégios eleitorais no exterior –Londres, Milão, Berlim e Paris registraram filas de até três horas, e alguns locais precisaram prorrogar o horário de votação. Em Lisboa houve troca de provocações entre apoiadores de Lula e Bolsonaro e a impugnação de uma urna após um eleitor, identificado como bolsonarista, votar duas vezes.

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O consulado do Brasil na capital portuguesa informou que a estrutura para o segundo turno será reforçada. Nos EUA, as representações de Miami e Washington não preveem mudanças para a votação do próximo dia 30.