11/09/2026

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Primeira-ministra da Suécia reconhece vitória da direita e renuncia

SÃO APULO, SP (FOLHAPRESS) – A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, no cargo havia menos de um ano, anunciou sua renúncia nesta quarta-feira (14), abrindo caminho para a formação de um novo governo após reconhecer a vitória eleitoral do bloco de oposição -que, entre seus membros, possui representantes da ultradireita.

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Os resultados finais do pleito ainda não foram divulgados, e a expectativa é de que sejam tornados públicos até o fim de semana, mas a social-democrata Andersson disse a jornalistas que a apuração inicial já confirma a vitória do bloco direitista.

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Os últimos números divulgados no país após as eleições de domingo (11) mostram que uma eventual aliança formada por Moderados, Democratas Suecos, Democratas Cristãos e Liberais obterá 176 assentos no Parlamento de 349 cadeiras. Já a centro-esquerda, tradicional no governo do país, ficará com 173.

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O resultado representou uma virada na bússola de poder local. Os Democratas Suecos, com forte discurso antimigração, se consolidaram como o maior partido à direita, com 20,6% dos votos, e o segundo maior do país, atrás dos Social-Democratas (30,4%).

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“Quando houver um novo governo, vou liderar a social-democracia na oposição”, afirmou a primeira-ministra demissionária, em entrevista coletiva, segundo relato da emissora pública SVT. “Nós estamos dispostos a cooperar com quem quiser fazer parte da solução dos problemas que nosso país enfrenta.”

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A vantagem da direita no Parlamento tende a ser pequena -de duas a três cadeiras-, e as siglas ainda não confirmaram se pretendem governar juntas, mas Ulf Kristersson, líder dos Moderados cotado para premiê, disse que deu início à tarefa para formar um novo governo.

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“Há uma grande frustração na sociedade”, afirmou, prometendo um governo “para toda a Suécia e para todos os cidadãos”.

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Entre outros desafios, o futuro premiê terá de comandar negociações sobre a entrada do país na Otan, a aliança militar ocidental liderada pelos EUA, pleiteada em meio à Guerra da Ucrânia.

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Analistas afirmam que este pleito teve a singularidade de, pela primeira vez, partidos tradicionais manifestarem a possibilidade de trabalhar com os Democratas Suecos, até aqui marginalizados pelo sistema político. O peso adquirido pela sigla, fundada em 1988 e que admite ter raízes na ideologia nazista, forçou a abertura da ala política.

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Ainda assim, é provável que Kristersson tente formar um governo apenas com os Democratas Cristãos, ainda que dependa dos votos dos Democratas Suecos e dos Liberais nos Parlamento -estas duas siglas divergem em muitos temas e se recusam a integrar a mesma coalizão.

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A questão principal colocada na mesa, uma vez que seja formado um governo, é se a ultradireita terá força para desmantelar pilares de um Estado de bem-estar social forjado ao longo de décadas, por acordos firmados entre esquerda e direita, independentemente de divergências.

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Ainda nesta quarta, Magdalena Andersson se disse preocupada com a vitória eleitoral dos Democratas Suecos. A legenda defende, por exemplo, que o país adote a lei que seria a mais rígida da União Europeia em relação a imigrantes e filtre refugiados com base em religião e orientação sexual.

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Segundo seus filiados e apoiadores, a criminalidade na Suécia está atrelada ao que chamam de imigração excessiva.
Andersson foi a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra na história da Suécia, em novembro passado, quando passou a liderar um governo minoritário após um colapso na coalizão governista levar à renúncia de seu antecessor, Stefan Löfven.

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Em um início conturbado, Andersson foi eleita pelo Parlamento por duas vezes em um intervalo de uma semana. Na primeira ocasião, ela renunciou pouco após ser escolhida devido a disputas relacionadas ao Orçamento. Depois, foi alçada ao posto novamente.

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Ela deve formalizar o pedido de renúncia nesta quinta (15).