14/09/2026

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Bombardeio atinge área residencial e deixa 13 mortos em Zaporíjia

KIEV, UCRÂNIA (FOLHAPRESS) – Ao menos 13 pessoas morreram e outras 87 ficaram feridas, entre as quais dez crianças, durante um bombardeio que atingiu neste domingo (9) áreas residenciais em Zaporíjia, região no sul da Ucrânia que a Rússia diz ter anexado mesmo sem deter o controle total.

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O ataque aconteceu um dia depois de uma explosão destruir parte da ponte estratégica que conecta o território russo à península da Crimeia, ameaçando a linha de suprimento russa -a estrutura é considerada rota crucial de abastecimento para as tropas do Kremlin no país invadido.
O episódio da véspera desencadeou uma guerra de versões, embora nenhuma das partes tenha culpado o outro com todas as letras. Neste domingo (9), a Kiev acusou a Rússia pela ofensiva, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, prometeu que os envolvidos na ação serão responsabilizados.

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“Zaporíjia novamente. Ataques impiedosos contra pessoas pacíficas novamente. Em prédios residenciais, bem no meio da noite”, escreveu Zelenski nas redes sociais. “Mesquinharia absoluta. Mal absoluto. Selvagens e terroristas. Daquele que deu essa ordem a todos que a cumpriram. Eles vão assumir a responsabilidade diante da lei e das pessoas”.

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Oleksandr Starukh, governador da região de Zaporíjia, afirmou que pelo menos 12 mísseis foram disparados de aviões. Autoridades ucranianas relataram que o bombardeio danificou casas, blocos de apartamentos e centros educacionais. Um prédio de nove andares foi parcialmente destruído.

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Das 87 pessoas feridas, 60 tiveram de ser hospitalizadas. No prédio de nove andares, a operação de resgate foi dificultada por um incêndio que começou nos escombros, segundo Starukh. “Retiramos as pessoas rapidamente e já salvamos oito, mas quando o fogo começa, as pessoas [sob os escombros] praticamente não têm chance de sobreviver, pois não há oxigênio”.

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Equipes de emergência isolaram a área e cavam escombros numa tentativa de encontrar outros sobreviventes. No bloco do prédio que não desmoronou completamente, aparelhos eletrodomésticos ficaram expostos e pendurados na fachada. Carros próximos da área também ficaram destruídos.

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Foi o terceiro ataque em poucos dias à região considerada estratégica na Guerra da Ucrânia. Na quinta (6), um míssil destruiu um prédio residencial de cinco andares na cidade de Zaporíjia, matando ao menos três pessoas e deixando vários residentes presos sob os escombros. Antes, a Ucrânia chamou de “cínico” um ataque também atribuído à Rússia contra um comboio de carros civis, que deixou ao menos 30 mortos.

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A Rússia ainda não se manifestou sobre o bombardeio deste domingo em Zaporíjia, mas tem negado reiteradamente ter civis como alvos durante o que chama de “operação militar especial” no país vizinho.
A cidade de Zaporíjia, capital da região homônima, permanece sob controle ucraniano. O município considerado estratégico fica a 52 km da maior usina nuclear da Europa, ocupada por Moscou e que tem provocado temores devido ao potencial de catástrofe radioativa em decorrência do conflito.

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No mês passado, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) informou que combates na região violaram “a integridade física” da usina. Diante do aumento de tensão, Putin ordenou na quarta (5) que a instalação seja assumida pela estatal russa Rosatom.

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Também neste domingo, mergulhadores devem avaliar os danos causados pela explosão na ponte que liga a Rússia à Crimeia. Uma análise detalhada deve se concluída até o fim do dia.

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“A situação é administrável. É desagradável, mas não fatal”, disse o governador russo da Crimeia, Serguei Aksyonov. “É claro que as emoções foram desencadeadas e há um desejo saudável de se vingar.”
O Ministério dos Transportes da Rússia disse que trens de carga e de passageiros de longa distância estavam funcionando normalmente neste domingo. O tráfego rodoviário permanece limitado.