12/09/2026

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ONU rejeita proposta da Rússia de voto secreto em discussões sobre Guerra da Ucrânia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Assembleia-Geral da ONU barrou, nesta segunda-feira (10), a proposta da Rússia de tornar secretos os votos referentes a resoluções sobre a Guerra da Ucrânia. Ainda nesta semana, os membros das Nações Unidas votarão um texto que condena a anexação de quatro regiões ucranianas por Moscou.

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Na discussão desta segunda, 107 países votaram contra os russos e 13 a favor -outros 39 se abstiveram. A composição é semelhante a de votações anteriores sobre o assunto, postas em análise entre março e abril. Até a publicação deste texto, a posição do Brasil era incerta.

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A resolução desta semana criticará os “chamados referendos” da Rússia e a “tentativa de anexação ilegal” por marte de Moscou. O texto também pede para que nenhum Estado reconheça essas anexações e exige a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia. Segundo a agência de notícias Reuters, a votação deve ocorrer na quarta (12).

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A Rússia argumentou que uma votação secreta seria necessária devido ao que chamou de lobby ocidental. Segundo o Kremlin, o movimento associado aos Estados Unidos e à Europa “torna muito difícil que as posições sejam expressas publicamente”.

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Moscou também afirmou que as resoluções “não têm nada a ver com a defesa do direito internacional”. “Eles buscam seus próprios objetivos geopolíticos”, escreveu o embaixador russo na ONU, Vasili Nebenzia.

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A delegação americana, por outro lado, retrucou os russos e disse que a proposta do Kremlin sugere desespero, segundo a agência AFP. Votações secretas na Assembleia-Geral são raras e, geralmente, acontecem apenas para as eleições dos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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Antes da votação, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, pressionou a comunidade internacional a votar contra a Rússia. “Agora é a hora de falar em apoio à Ucrânia; não é hora de abstenções, palavras apaziguadoras ou equívocos sob alegações de neutralidade. Os princípios fundamentais da Carta da ONU estão em jogo”, disse em comunicado.

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Palavras semelhantes foram ditas pelo embaixador da União Europeia no órgão. Segundo Olof Skoog, a falta de ação da Assembleia Geral daria “carta branca para outros países fazerem o mesmo, ou reconhecer o que a Rússia fez”.

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Mais cedo, a ONU criticou o bombardeio de forças russas, nesta segunda, contra várias cidades ucranianas, inclusive Kiev -ações semelhantes não aconteciam há meses. Os ataques são uma resposta do Kremlin aos recentes avanços dos ucranianos no leste e no sul do país e à explosão de uma ponte na Crimeia, região anexada pela Rússia ainda em 2014, no sábado (8).

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Por meio de seu porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, denunciou “uma nova escalada inaceitável da guerra”, na qual os civis “estão pagando o preço mais alto”.