12/09/2026

Bocudo Caldas

Magazine Digital

Pitbull ataca assaltante e família de suspeito quer morte de cachorro

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A família de um suposto assaltante que foi atacado por um cachorro ao tentar invadir uma residência no México pediu publicamente que o animal, um pitbull chamado Max, seja sacrificado após o incidente. O cão quase arrancou o braço do suspeito, identificado como José Arbey, quando ele tentou invadir a residência de um casal em Chiapas.

n

n

O ataque ocorreu na comunidade de Copoya, em Tuxtla Gutiérrez, Chiapas, em 7 de outubro, segundo a mídia local. Os gritos do ladrão alertaram os proprietários, que estavam dentro da casa e ligaram para a emergência.

n

Vizinhos disseram que a tentativa de assalto acabou sendo frustrada pelo cão, pois o homem ficou “urrando de dor em meio a uma poça de sangue”, segundo declararam ao jornal El Espectador.

n

“O sujeito teve um descolamento parcial de um de seus braços, razão pela qual teve que ser transferido para um hospital de emergência”, informaram as autoridades de Chiapas.

n

Segundo a publicação, policiais se reuniram com familiares do suspeito, que exigiram que o cão seja sacrificado, por ser “um perigo para a profissão que Arbey exerce”.

n

Após o pedido da família, milhares de mexicanos postaram nas redes sociais críticas, pedidos e apelos às autoridades para que não sacrificassem o animal, já que ele estava apenas cumprindo a missão que lhe foi dada: cuidar da casa e de seus tutores.

n

Diante das manifestações, as autoridades de Copoya, em Chiapas, no México, decidiram hoje não sacrificar Max. Segundo a polícia, não haveria argumentos para punir o animal.

n

O diretor de Proteção contra Risco Sanitário Municipal, Alfredo Ruíz Coutiño, confirmou que o cão não seria sacrificado pelo trabalho de defesa que fez para cuidar de sua casa e de seus donos.

n

“Esta autarquia não contempla tal situação no seu procedimento, pois a agressão ocorreu dentro do domicílio de terceiros e a pessoa entrou sem autorização”, afirmou.

n

Ainda de acordo com o diretor, a instituição não encontrou argumentos para sacrificar o animal. “A única questão que nos preocupa é descartar a possibilidade de o cão ter raiva. Por regulamento, 10 dias após a agressão examinaremos o animal. Se ele estiver em condições ideais, não apresentar nenhum sintoma, característico do vírus da raiva, encerramos nosso processo”, concluiu.