PAULO EDUARDO DIAS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três ações da Polícia Civil na última resultaram na prisão de sete suspeitos apontados como fornecedores de drogas para a cracolândia, no centro de São Paulo.
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Em um dos casos, policiais conseguiram localizar um homem apontado como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) suspeito de torturar um dependente químico na rua Helvétia. A vítima quebrou o braço e teve afundamento de crânio após sucessivas pauladas na cabeça.
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A mais recente das prisões aconteceu na manhã desta sexta-feira (11). Um homem foi preso e uma adolescente apreendida em um imóvel em Guarulhos, na Grande São Paulo. A Polícia Civil informou que a dupla era responsável por abastecer traficantes da região central.
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Segundo a polícia, eles foram detidos após trabalho de investigação e inteligência de agentes do 5° DP (Aclimação) e do 77° DP (Santa Cecília) no âmbito da Operação Caronte, que tem como objetivo prender traficantes que agem no fluxo, como é chamada a aglomeração de dependentes químicos.
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Conforme a Polícia Civil, os agentes foram recebidos a tiros. Uma pistola foi apreendida com o homem preso. Durante a troca de tiros, o detido foi baleado na canela, segundo o delegado Roberto Monteiro, titular da 1ª Delegacia Seccional Centro.
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Durante a busca, os investigadores encontraram no imóvel cocaína e crack. Até por volta das 18h, os policiais ainda pesavam as drogas apreendidas. Uma máquina usada para embalar os entorpecentes e um veículo também foram apreendidos.
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Para os responsáveis pela investigação, as drogas seriam distribuídas no entorno da cracolândia.
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Na quarta-feira (9), após dois meses de investigação, policiais civis localizaram um entreposto de comércio de crack na praça Marechal Deodoro, em Santa Cecília. O ponto fica a poucos metros da Helvétia e do 77° Distrito Policial.
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Conforme a investigação, as drogas ficavam escondidas dentro de barracas de camping, usualmente utilizadas como moradia por sem-teto, e dentro de uma caixa de luz e telefonia na calçada, onde uma grande pedra de crack foi localizada. Dentro de uma das barracas, os policiais encontraram balanças de precisão e quatro celulares.
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Cinco homens foram presos. De acordo com a Polícia Civil, um dos presos, identificado como Lucivaldo Pereira Santos, conhecido como Bahia, atuava como “disciplina”, denominação dada aos membros do PCC responsáveis por impor as ordens da facção criminosa.
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“Além de disciplina, ele era executor de decisões do tribunal do crime. Ele torturou um dependente químico que pegou droga para revender e não pagou”, disse para a reportagem o delegado Roberto Monteiro. A vítima, que foi conduzida para a Santa Casa de Misericórdia, está sob proteção da Justiça.
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Os agentes fizeram campana por dois meses na tentativa de pegar Bahia, que possui mandado de prisão preventiva expedida pelos crimes de tráfico e tortura. Foi em uma das ações que a polícia deteve o médico e palhaço Flávio Falcone, em 1° de setembro, durante uma apresentação para usuários de drogas sob o projeto Teto, Trampo e Tratamento, com foco na redução de danos.
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Os nomes dos responsáveis pela defesa de Santos não foram divulgados.
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Além das pedras de crack, um dos presos apresentou uma sacola contendo 105 pinos preenchidos com cocaína. Foram ainda apreendidos dinheiro, facas e um celular roubado.
Ainda na quarta-feira, a polícia prendeu uma mulher suspeita de realizar o transporte de drogas na região.
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Conforme o apurado, ela era responsável por fornecer drogas para os fluxos localizados nas ruas Vitória e Triunfo, na Santa Ifigênia. Após a abordagem, policiais encontraram uma bolsa, onde estavam dois pedaços de substância aparentando ser crack.
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Em depoimento, ainda de acordo com os policiais, a mulher admitiu que as substâncias eram crack e que realizava o transporte por R$ 700.

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