O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva não veta e nem apoia o economista Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), disse à CNN Celso Amorim, ex-ministro de Relações Exteriores e integrante da transição.
n
“Lula não veta e nem apoia nenhum nome. Não é papel dele neste momento tomar uma posição, porque ainda não assumiu”, disse Amorim. Ele ressaltou que o desejo é vença o candidato ou candidata que melhor atenda os interesses latino-americanos.
n
A eleição para a presidência do BID acontece neste domingo. Ex-presidente do Banco Central, Goldfajn é o candidato brasileiro e foi indicado pelo governo Jair Bolsonaro. Seu perfil, no entanto, é técnico e não alinhado ao bolsonarismo.
nn
n
Em Washington, o posicionamento de Lula de não vetar foi recebido como um apoio velado. É importante para os países, principalmente os Estados Unidos, que não existam atritos entre o candidato brasileiro e o novo governo. Nas últimas semanas, pessoas próximas ao vice-presidente Geraldo Alckmin trabalharam para vencer as resistências ao nome de Goldfajn dentro do Partido dos Trabalhadores.
n
Na semana passada, o ex-ministro Guido Mantega havia enviado um e-mail à secretaria do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, pedindo o adiamento das eleições no BID para que Lula pudesse indicar um candidato depois de tomar posse. Mantega renunciou ontem ao seu cargo na equipe de transição.
n
Fontes próximas ao PT dizem que Goldfajn tem um perfil “monetarista” e não “desenvolvimentista”, o que, na visão deles, seria melhor para o BID, que é um banco de infraestrutura. Se ele perder a disputa para a presidência, o governo eleito, provavelmente, vai conseguir indicar um dos seus quadros para as diretorias do banco.
n
Este conteúdo foi originalmente publicado em Lula não veta e nem apoia candidato do Brasil no BID, diz Amorim no site CNN Brasil.
n

Veja também
Terei relação harmônica com todos os governos, inclusive do Brasil, diz Goldfajn sobre presidência do BID
Correios podem crescer mais rápido e se modernizar, diz Ricardo Barros sobre privatização
Morre na Argentina líder do movimento ‘Mães da Praça de Maio’