FÁBIO ZANINI, JULIANA BRAGA E GUILHERME SETO
BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ordem no núcleo de redes sociais da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição é estimular um clima de festa para o 7 de setembro.
n
n
Apesar da tônica mais agressiva usada na campanha digital e das falas com cunho golpista do próprio presidente, esses auxiliares esperam que a data comemorativa seja usada para criar um clima de bem-estar e se contrapor à estratégia petista. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta conquistar votos argumentando que o brasileiro era mais feliz em suas gestões.
n
Por isso, as postagens nas redes devem celebrar a data, na qual é comemorado o Bicentenário da Independência, e ter um cunho mais alegre. Os auxiliares de Bolsonaro enxergam no 7 de Setembro a possibilidade de criar o maior comício eleitoral desta campanha.
n
Há uma expectativa da presença de 5 milhões de pessoas nas ruas em todo o país. A conta é que se cada uma delas enviar mensagens ou fotos para amigos e familiares em clima festivo, há um potencial alto de o presidente furar a própria bolha com a estratégia.
n
Um dos objetivos é colocar mais gente na rua do que no ano passado. Como Bolsonaro quer dar uma demonstração de força política, um público menor que o de 2021 pode indicar perda de adesão entre os eleitores.
n
A chamada ala pragmática da campanha já vem defendendo uma atitude mais sóbria de Bolsonaro nos desfiles previstos para a data. Ele deve participar dos eventos em Brasília e na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Veja também
BC aprova mudança para liberar compras com cartão Visa no WhatsApp
Dell lança processadores de 4.ª geração (e mais sustentáveis)
Koo se beneficia de crise do Twitter e causa frisson no Brasil