11/09/2026

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Celulares da Apple e Samsung enfrentam mesmice e reciclagem de recursos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Diferenciar smartphones é tarefa cada vez mais difícil. Não porque ficaram mais complexos ou porque o consumidor sabe menos, mas é que eles quase não mudam de um ano para outro.

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Apple e Samsung, principais marcas do mercado, lançaram neste ano modelos com poucas mudanças em relação a gerações anteriores.

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A americana lançou o iPhone 14, que começa a ser distribuído no Brasil nesta sexta-feira (14). A sul-coreana, o Galaxy S22 e os dobráveis Z Fold 4 e Z Flip 4, já disponíveis no mercado.

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Quando comparados a versões anteriores, os quatro modelos oferecem ou reciclagem de chips e recursos ou apenas melhorias pontuais. Nada de transformar o uso da tecnologia.

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Em testes feitos pela Folha de S.Paulo, o iPhone 14 e o Galaxy Z Flip 4 são, com qualidades próprias de cada marca, celulares que funcionam sem engasgos ou problemas. Enquanto o primeiro oferece tela, fotos e vídeos melhores, o segundo leva vantagem na bateria, portabilidade e integração com outros dispositivos.

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Eles cumprem com excelência o que se espera de um smartphone com preço acima de R$ 5 mil. Usar redes sociais, tirar fotos, jogar e assistir filmes são tarefas triviais para aparelhos como esses. Mas isso já ocorre há anos.

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Os dobráveis até funcionam como curiosidade da engenharia, mas não como definidores de tendência para os próximos anos. O Flip, que dobra na vertical, é cômodo. O Fold, que dobra na horizontal, vira um minitablet útil para produtividade.

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Já o iPhone 14 e o iPhone 14 Plus são quase idênticos aos iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max, do ano passado. Há melhorias pontuais de hardware e software, mas nada que explicite a diferença entre as duas gerações.

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Os quatro aparelhos têm câmeras de 12 MP e usam o mesmo processador, o A15 Bionic. A nova versão, A16, só aparece nos modelos iPhone 14 Pro e Pro Max.

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Esses celulares, os mais caros da linha, ainda têm câmeras de 48 MP e o Dynamic Island, forma que a Apple encontrou de aproveitar a parte da tela que é tampada pela câmera frontal. O recurso é uma solução criativa que integra bem aos apps nativos, e é provável que apareça na linha básica do próximo ano.

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Os defeitos de sempre da Apple também estão presentes, como a falta de conectores, a insistência no padrão de energia próprio e a personalização limitada, quesitos em que o Z Flip 4, da Samsung, é melhor.

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Por exemplo, agora o iPhone 14 Pro e Pro Max permitem que o usuário configure uma tela de repouso de baixa energia para o celular bloqueado, funcionalidade que Androids de menos de R$ 2 mil têm faz anos.

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No futuro, será difícil entender o que mudou desde o iPhone 11, de 2019. O iPhone 5s apresentou o leitor biométrico; o iPhone X eliminou o botão e adotou o reconhecimento facial; o 11 adotou as câmeras maiores e mais protuberantes -e o padrão está presente até hoje.

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As vantagens de um aparelho como o iPhone 14 é ser coeso é integrar o ecossistema da Apple, com o relógio, os fones de ouvido, os computadores e os tablets. É um celular que serve com eficiência a uma média de todos os públicos.

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Contudo, isso significa que também há opções melhores. Marcas concorrentes, que rodam Android, conseguem oferecer produtos para consumidores com necessidades específicas, já que não precisam se ater a um público médio e nem à força da marca.

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Para atletas profissionais de games como Free Fire, jogar pelo iPhone é impensável num mercado com aparelhos focados em processamento gráfico. Há também opções intensivas em bateria, portabilidade -como o Z Flip da Samsung- e até mesmo com lentes mais profissionais, ponto em que os iPhones naturalmente se destacam.

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Samsung ou Apple, comparar aparelhos dessas marcas com gerações anteriores mostra que reembalar versões anteriores com melhorias naturais é um bom negócio, ao menos por enquanto.

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Seja porque a pandemia afetou as cadeias globais de suprimento e a oferta de microchips, ou porque a Lei de Moore, que dizia que a cada dois anos o poder de um chip dobraria com custos menores, pode estar falhando, os celulares parecem ter chegado a um platô de inovação.