11/09/2026

Bocudo Caldas

Magazine Digital

Metaverso terá seu primeiro desfile criado por uma avatar brasileira

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em novembro, a Princesa Aiana, avatar do Metaverso, se tornará a primeira a assinar um desfile de moda no Brasil.

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Sua coleção estará no Brazil Immersive Fashion Week, a maior semana de moda na América Latina no metaverso, do dia 10 a 20. Para quem não tem acesso (ou intimidade) com o metaverso, ele também poderá ser assistido no State, espaço dedicado a inovações tecnológicas, em São Paulo.

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“Tanto em espaços físicos como virtuais, precisamos encontrar possibilidades de escolha estética alinhadas com o que acreditamos” conta Olivia Merquior, idealizadora da BRIFW. “A moda no metaverso acompanha essa busca para incorporar, na nossa imagem social, desejos e valores traduzidos em objetos vestíveis, criados de maneira analógica ou digital”.

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Aiana foi criada por Cairê Moreira, consultor 3D que utiliza tecnologia e realidade virtual para criar roupas digitais – tendência que já deve movimentar mais de US$ 50 bilhões só este ano. Sua empresa, a Genyz, também pesquisa sobre a utilização de “humanos digitais” como influenciadores nas redes sociais.

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Na vida real, a verdadeira “inspiração” de Aiana são os estilistas Raphael Pereira e Isadora Guimarães. Foram eles que criaram todos os visuais que serão apresentados no evento, cheios de referências atuais e atemporais de streetwear, com muitas outras peças também oversize.

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DO VIRTUAL PARA O GAME, DO GAME PARA O REAL

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As criações de Aiana serão disponibilizadas de forma gratuita pouco depois da apresentação. O segmento, porém, costuma cobrar – e cobrar caro – pelaroupa em forma de NFT (uma espécie de registro de autenticidade digital, que em teoria assegura haver apenas uma única versão daquele item).

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“Se você compra um NFT da nossa coleção, desbloqueia alguns benefícios. Um deles é você conseguir tirar uma foto com a Realidade Aumentada na câmera do seu celular com a peça de roupa que acabou de comprar”, explica Bianca Torquato, fundadora do e-commerce Vex, o primeiro marketplace de moda virtual em cripto no Brasil.

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Inspirada em empresas como RTFKT, Dressx e TheFabricant, Torquato pretende gerar mais experiências imersivas. Futuramente, a peça poderia ser utilizada pelo dono em um game, por exemplo; ou até mesmo gerar uma versão física simbólica, para ser vestida no mundo real.

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Fabio Roberto Mariano, gestor industrial e de negócios da moda, observa que o metaverso abre um mundo de possibilidades. Marcas já fazem parcerias com games mundiais, lançam coleções digitais, avatares e NFTs.

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Dessa maneira, as oportunidades vão desde a interação entre ambientes físicos e virtuais, tanto de lojas quanto de produtos, e a comercialização em ambas as realidades, simultaneamente ou não.

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Apesar da empolgação, o tamanho da indústria da moda ainda causa alguns entraves, como:

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– Maior competitividade de empresas e marcas por causa do acesso às novas tecnologias;
– Mão de obra escassa e em formação para atuar neste novo mercado digital;
– Boa parte da classe trabalhadora no setor ainda com baixo nível de instrução
– Alto nível de informalidade e competitividade
– A revolução 4.0 ainda está no começo em boa parte das empresas do setor.