(FOLHAPRESS) – O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa enviou uma série de vídeos à campanha do PT nos quais critica o presidente Jair Bolsonaro (PL), defende a segurança do processo eleitoral e declara voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O gesto de Barbosa foi obtido em meio a um esforço da equipe de Lula para conseguir apoios estratégicos, de nomes não alinhados ao PT, na tentativa de atrair indecisos e o voto útil de eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) ainda dispostos a trocar de candidato.
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O ministro aposentado foi indicado à cadeira na corte pelo próprio ex-presidente, mas depois tornou-se algoz do PT. Barbosa presidiu o STF e foi relator do mensalão, processo que atingiu em cheio o governo Lula.
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No total, o ex-presidente da Supremo enviou 12 vídeos sequenciais à campanha petista na qual aborda alguns temas.
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Neles, Barbosa lembra que foi integrante do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que, por ter composto a corte, assegura a segurança e transparência das eleições, além da capacidade de acompanhamento do processo, que não pode ser questionada.
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O ministro ainda diz que Bolsonaro representa um risco à democracia e conclui dizendo que Lula é o único que pode derrotar o atual presidente, justificando o voto como forma de proteger a democracia.
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As peças foram enviadas à equipe de comunicação do PT, que serão exploradas pela campanha.
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Barbosa já havia sido consultado por aliados de Lula havia cerca de três meses sobre a possibilidade de declarar apoio ao petista. O contato foi retomado no final da semana passada, porém, e teve como principal articulador o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB).
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Coube a Alckmin telefonar para Barbosa, na sexta-feira (23) e pedir o apoio do ex-presidente do STF.
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Em julho, Barbosa já havia criticado as declarações do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, sobre a segurança das urnas eletrônicas.
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“Disse o general: ‘As Forças Armadas estavam quietinhas em seu canto e foram convidadas pelo TSE…’. Ora, general, as Forças Armadas devem permanecer quietinhas em seu canto, pois não há espaço para elas na direção do processo eleitoral brasileiro. Ponto”, afirmou Barbosa.
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Depois, em agosto, o ex-presidente do STF assinou a “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”.
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Barbosa havia se filiado ao PSB em abril de 2018 e recebeu apelos do partido para disputar a eleição. Por motivos pessoais, porém, o ex-ministro optou por não concorrer à vaga. Neste ano, desfiliou-se também do PSB.
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Na última semana, Lula viu uma série de figuras públicas anunciar apoio à candidatura do petista logo no primeiro turno.
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Entre eles o ex-ministro Henrique Meirelles e o ex-senador Cristovam Buarque, que participaram de ato com Lula na segunda (19), e o advogado e professor Miguel Reale Jr., autor do pedido de impeachment que resultou na cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
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Personalidades ligadas ao PSDB também declararam apoio a Lula.
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Na quarta (21), o diretor-geral da Fundação Henrique Cardoso, o cientista político Sergio Fausto, afirmou ao Painel que irá votar no ex-presidente.
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No mesmo dia, o vice de Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), ex-tucano, recebeu apoio de uma ala do PSDB de Goiás. Alckmin cumpriu agenda em Goiânia.

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