14/09/2026

Bocudo Caldas

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Brasil deve cortar gastos disfuncionais para investir no social, diz economista

Em entrevista ao Live CNN Brasil, o presidente do Insper Marcos Lisboa avaliou que, antes de discutir o furo no teto de gastos em nome dos problemas sociais do país, há uma questão mais urgente a ser tratada: a “disfuncionalidade” da dinâmica de gastos públicos.

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“Temos um problema anterior ao teto de gastos, que é a dinâmica disfuncional do gasto público no Brasil. Em geral, se tem um problema social encabeçando a discussão, e aí, ao aprovar o programa, vem na esteira uma série de recursos públicos destinados a setores privados que não estão relacionados com a questão social”, comentou ele nesta sexta-feira (18).

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“Uma vez que esse gasto acontece, ele fica permanente. O Brasil tem um Estado caro e uma carga tributária alta para um país emergente, ao mesmo tempo em que entrega serviços públicos de baixa qualidade.”

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Na visão do economista, a mal-alocação de recursos por parte do Estado faz com que a área social esteja sempre em déficit, criando um ciclo perene em que “uma parte importante do dinheiro não vai corretamente para os mais vulneráveis”.

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“O teto foi criado para que os gastos disfuncionais parassem. A discussão deveria ser a seguinte: ‘Quer aumentar o gasto social? Ótimo! O que vamos cortar?’ Só que nunca se corta nada, deixa tudo como está e aumenta ainda mais o gasto, mas há uma série de coisas que não funcionam, como benefícios tributários para setores privados, e por aí vai.”

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Confira a íntegra da entrevista no vídeo acima.

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Este conteúdo foi originalmente publicado em Brasil deve cortar gastos disfuncionais para investir no social, diz economista no site CNN Brasil.

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