12/09/2026

Bocudo Caldas

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17 de maio de 1990: OMS decide que ser gay não é mais doença

Pode até parecer estranho no mundo de 2021, mas a tal de “cura gay” podia oficialmente existir até há pouquinho mais de 30 anos. “Cura”, sim, porque até então homossexualismo, como era chamado, era doença com registro na famosa CID, a Classificação Internacional de Doenças, mantida pela Organização Mundial da Saúde, a OMS.

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O “estatuto social dos relações entre mesmo sexo” evoluiu muito nas civilizações. Em nossas sociedades ocidentais, há forte influência da religião cristã. E os que preocupam a igreja em primeiro plano são os homens. Por isso, o interesse do Vaticano para as lésbicos é muito menor.

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Os que realmente atraíram a ira da Santa Sé – e do Arcebispo de Canterbury, o chefe espiritual dos anglicanos – eram os homens em suas “conjunções carnais”. Num conjunto de dogmas onde o sexo é apenas tolerado quando ele é destinado à sua função reprodutora, dois rapazes numa mesma cama só podiam ser a horrenda expressão da luxúria e do vício, devidamente condenados. Até a masturbação era objeto de tratamentos, quando não de castigos espirituais e corporais.

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A medicina, que nos países católicos era em sua maior parte dependente das benesses do poder político, este por sua vez muito ligado ao espiritual, não pretendia afrontar os poderosos prelados. E a convenção era que esses “desvios de conduta” eram frutos de mentes perdidos, mesmo que em corpos aparentemente sãs.

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Neste 17 de maio de 2021, os Cabeças da Notícia voltam no tempo para mostrar que LGBT não foi sempre sinônimo de discriminação >

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