SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Lula (PT) criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quarta (12) e o acusou de tentar tirar proveito eleitoral de eventos religiosos.
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Em ato de campanha em Salvador, ele mencionou a ida de Bolsonaro ao Círio de Nazaré, na semana passada, em Belém, e a Aparecida (SP), nesta quarta-feira.
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Disse que respeita todas as religiões e citou a Lei de Liberdade Religiosa, que entrou em vigor no início de seu governo.
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“Esse cidadão inclusive usa o nome de Deus em vão. E nesta semana ele foi escorraçado lá do Círio de Nazaré, tentou fazer política na procissão onde não foi convidado.”
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No Pará, no último fim de semana, Bolsonaro foi recebido com um recado crítico da Arquidiocese, que disse em nota que não convidou nenhuma autoridade municipal, estadual ou federal para a festa e que não permitiria “qualquer utilização de caráter político ou partidário”.
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Em seu discurso na Bahia, Lula disse também: “Hoje arrumou briga em Aparecida do Norte, onde também foi sem ser convidado, tentando tirar proveito de religião.”
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O petista afirmou que cada um pode professar a religião que quiser e que “Deus está olhando para todos em igualdade de condições”.
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O ex-presidente falou ainda em seu discurso sobre a fome, especialmente das crianças, e disse: “Quantas crianças vão dormir sem poder tomar um copo de leite? Isso não é normal. Isso não é falta de dinheiro, é falta de vergonha na cara da elite brasileira.”
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Em cima de uma camionete, Lula percorreu um trecho de cerca de 2,5 quilômetros entre o Morro do Gato e o Farol da Barra, em clima de Carnaval.
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Ele desfilou ao lado de Jerônimo Rodrigues (PT) que disputa o segundo turno na Bahia contra o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).
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Os organizadores estimaram que ao menos 100 mil pessoas participaram do ato, ocupando a avenida Oceânica, ruas laterais e até mesmo a faixa de areia da praia.
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Mais cedo, também nesta quarta-feira, o ex-presidente participou de caminhada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde prometeu avanços na economia para a população mais pobre.

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