FÁBIO ZANINI E GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A médica Nise Yamaguchi disse ao Painel que não exercerá cargo em eventual governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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Após participar de encontro na terça (11) com ele no Hospital das Clínicas, em São Paulo, cresceu a especulação de que ela seria possível membro do governo do ex-ministro.
Nise tornou-se conhecida nacionalmente por sua defesa de medicamentos sem eficácia contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina, encampada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela foi indiciada por epidemia com resultado morte pela CPI da Covid.
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“O Tarcísio tem já uma equipe bem montada que tem sido bastante ativa. Apoiei bastante a candidatura dele, sou presente em termos de apoio, mas não acho que deva ser convidada”, afirma. “Quando isso vai acontecer, existem conversas prévias, o que não é o caso”, completa.
“Ele tem uma característica bastante técnica e está bem cercado de técnicos. Não vejo então essa possibilidade. Claro que, se vier um convite, considerarei a avaliação. Mas não vejo isso como algo tão presente, não tenho sido diretamente cogitada”, diz a médica.
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O mais cotado para assumir a secretaria de Saúde em eventual governo Tarcísio é o ex-deputado Eleuses Paiva, que Nise diz conhecer e apoiar. Ele foi presidente do Conselho Federal de Medicina e elaborou a parte de Saúde do programa de governo do ex-ministro.
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Nise concorreu ao cargo de deputada federal por São Paulo pelo Pros, mas não foi eleita. Ela recebeu 36.690 votos e tornou-se a primeira suplente de sua sigla.
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“Sou muito bem recebida pela população, tive votos em todo o estado. Meus votos provavelmente não se concentraram só nos conservadores. Me sinto muito acolhida. Taxistas, empregados, porteiros, farmacêuticos, enfermeiros e a moça da limpeza vieram dizer que estavam votando em mim. Me senti grata pelos votos que tive”, afirma.
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A médica afirma que agora se dedicará a projetos na área de cancerologia.

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