12/09/2026

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Bolsonaro aposta em Michelle, campeões de voto e pastores no Nordeste

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PL) escalou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e campeões de votos nas eleições proporcionais para tentar reduzir a diferença para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste.

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O petista obteve 12,9 milhões de votos a mais que Bolsonaro na região, o que compensou as derrotas de Lula no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste.

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A ofensiva em busca do eleitorado nordestino envolve, além de Michelle e puxadores de voto, pastores. Na sexta-feira (14), a primeira-dama deu início a uma caravana com parlamentares mulheres no Nordeste. Pelo menos sete capitais devem ser visitadas pelo grupo: Teresina (PI), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE) e Maceió (AL).

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Michelle é acompanhada pela senadora eleita pelo Distrito Federal e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves (Republicanos), além da deputada Celina Leão (PP), vice-governadora eleita do Distrito Federal e líder da bancada feminina na Câmara.

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A ex-ministra da Agricultura e senadora eleita pelo Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP), e outras aliadas, como as deputadas Carla Zambelli (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF), devem se juntar ao grupo. A campanha de Bolsonaro alugou um jatinho para que Michelle percorra até quatro capitais em um só dia.

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Lideranças religiosas, comunitárias e políticas foram acionadas pela campanha para mobilizar a população nos eventos com a primeira-dama.

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A ideia é que o grupo liderado por Michelle auxilie o mandatário a reverter a baixa aceitação na região e também no eleitorado feminino. Na avaliação da campanha, essas aliadas do presidente também podem ter um papel decisivo para que seja ampliada a diferença de votos de Bolsonaro entre os evangélicos, que representam parcela expressiva da população brasileira

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Evangélica da Igreja Batista Atitude de Brasília, Michelle adotou discursos de tom religioso nas cidades do Norte, por onde a caravana já passou, e repetiu a fórmula em Teresina nesta sexta.

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“A mensagem que queremos passar é que as mulheres respeitam e reconhecem o trabalho do presidente Bolsonaro. Agora [no segundo turno] estamos mais livres, pois já fomos eleitas e podemos nos dedicar à campanha do nosso presidente”, afirmou Damares.

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O próprio Bolsonaro visitou Recife (PE) nesta semana, com os pastores Silas Malafaia, deputado Marco Feliciano (PL-SP) e senador eleito Magno Malta (PL-ES).

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A ideia é intensificar a presença no Nordeste para conseguir apresentar as realizações do atual governo. Um material de campanha exclusivo para a região, por exemplo, deve mostrar Bolsonaro como solução para alavancar o crescimento nos estados nordestinos e mitigar os índices de pobreza.

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Para isso, o plano é fazer uma comparação entre o Bolsa Família, criado nos governos do PT, e o Auxílio Brasil, que foi ampliado e paga atualmente R$ 600.

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A aposta da campanha é que no segundo turno aliados do presidente irão se empenhar mais na busca por votos. Isso porque, devido à liderança de Lula na região, muitos candidatos bolsonaristas deixaram de lado as imagens do presidente a fim de não perder votos petistas.

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Segundo Celina, a partir desta quarta (19) o grupo encabeçado por Michelle seguirá para o Sudeste -que terá prioridade na campanha por causa da quantidade de eleitores. A ideia é percorrer pelo menos as capitais dos quatro estados da região.

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O time bolsonarista deve ser reforçado ainda pelo vereador Nikolas Ferreira (PL-MG), candidato a deputado federal mais votado do país neste ano. Ele deve rodar seis capitais do Nordeste para ajudar o presidente, com um discurso voltado principalmente para os eleitores jovens. Nikolas publicou um vídeo nas redes sociais ao lado de Bolsonaro para convocar a militância.

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“A gente vai rodar de 20 a 27 o Nordeste inteiro para a gente virar os jovens, os votos deles, para poder realmente votar no presidente Bolsonaro. Juventude pelo Brasil”, afirmou Ferreira.

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Em outra frente, a campanha aposta no governador reeleito Romeu Zema (Novo) para virar o jogo em Minas Gerais. A avaliação é que a ajuda do governador mineiro pode ser fundamental para reverter a derrota sofrida para o petista no primeiro turno no estado.

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Menos de 48 horas após a divulgação do resultado das urnas, o governador de Minas desembarcou em Brasília e concedeu uma entrevista à imprensa ao lado de Bolsonaro para fazer a declaração de apoio.

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Além disso, ambos afinaram agendas conjuntas em Belo Horizonte e Zema tem ajudado a angariar apoio de prefeitos para a reeleição do presidente. A estratégia do mineiro para virar votos é lembrar os eleitores do estado a crise fiscal da época do governo de Fernando Pimentel (PT).

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Além de ser o segundo maior colégio eleitoral do país, o estado é uma espécie de espelho do Brasil e o resultado local costuma refletir o placar das urnas no plano nacional.

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Essa fama se confirmou novamente no primeiro turno deste ano. No geral, Lula fez 48,4% contra 43,2% de Bolsonaro, enquanto em Minas Gerais o resultado foi 48,29% para o petista contra 43,6% para o atual mandatário.

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Por isso, a análise na campanha de Bolsonaro é que uma virada em Minas seria essencial para o projeto de vencer as eleições.