14/09/2026

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Mortes no Brasil ainda superam patamar pré-pandemia; pneumonia dá salto

MÔNICA BERGAMO (FOLHAPRESS) – Um levantamento inédito feito junto a Cartórios de Registro Civil de todo o Brasil revela que o número de mortes registradas no país ainda não retornou ao patamar anterior à chegada da Covid-19. Até outubro deste ano, o índice de óbitos foi 12,7% maior do que o observado no mesmo período de 2019.

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De acordo com a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que reúne os dados em seu Portal de Transparência do Registro Civil, o dado sugere que os efeitos da Covid-19 ainda podem ser sentidos por pessoas com sequelas ou enfraquecidas pela doença.

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Um indicativo dessa hipótese seriam as mortes por pneumonia, que tiveram um aumento de 33,6% entre janeiro e outubro deste ano, quando comparadas ao mesmo período de 2021.

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Com o aumento da vacinação e a redução da taxa de transmissão do vírus, a Covid-19 deixou de liderar o ranking de mortes por doenças no país, registrando até agora uma queda de 88% em relação ao ano passado. Mas o aumento de óbitos por outras doenças acende o sinal amarelo.

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Além da pneumonia, o levantamento da Arpen-Brasil aponta para a ocorrência expressiva de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que pode ser provocada por diversos vírus.

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Ainda que tenha ocorrido uma redução de 43,9% em relação ao mesmo período de 2021, o índice de óbitos por SRAG em 2022 se mantém elevado quando comparado a 2019: naquele ano, foram contabilizadas 1.298 mortes causadas pela síndrome. Já nos primeiros dez meses deste ano, elas somam 6.596.

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“Os números dos Cartórios de Registro Civil mostram mais uma vez, em tempo quase que real, o retrato fidedigno do que acontece com a população brasileira. Embora haja uma diminuição nos óbitos por Covid-19, notamos crescimento de óbitos de outras doenças [que podem estar relacionadas a ela]”, afirma o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.

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O Portal de Transparência do Registro Civil é abastecido em tempo real com atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados por 7.658 cartórios de todos os municípios brasileiros.

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Embora não tenha retornado ao patamar de 2019 e seja parecido com os registros de 2020, o número de óbitos nos dez primeiros meses deste ano caíram em relação a 2021, quando o país alcançou os piores números da Covid-19.

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Em comparação com o ano passado, quando morreram 1.519.511 pessoas entre janeiro e outubro, houve uma redução de 17,8% no número total de óbitos por toda e qualquer causa, inclusive acidentes. No mesmo período de 2022, morreram 1.247.819 pessoas no Brasil.