12/09/2026

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Brasil quer Ilan Goldfajn, ex-presidente do BC, no comando do BID

(FOLHAPRESS) – O governo brasileiro quer emplacar na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central e hoje diretor de Hemisfério Ocidental no FMI (Fundo Monetário Internacional).

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou o nome de Goldfajn à secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, na sexta-feira (14), segundo fontes em Washington, o qual teria sido recebido de forma positiva.

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Guedes foi à capital americana participar dos encontros anuais do FMI e do Banco Mundial, e aproveitou a viagem para tentar angariar apoio a um nome brasileiro na chefia do BID –ele tratou do assunto também com os ministros das finanças do Chile, da Argentina e da Colômbia.

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Se aprovado, Goldfajn será o primeiro brasileiro no comando da instituição, que financia projetos na América Latina. Presidente do Banco Central entre 2016 e 2019, indicado no governo Michel Temer (MDB), ele foi também economista-chefe e sócio do Itaú. Em 2021, foi nomeado diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI.

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Ao longo da semana, Guedes já havia afirmado que apostava em uma pessoa com sólida experiência tanto no setor público quanto no setor privado para indicar para o BID, e que defende que o novo presidente da instituição fique no cargo por apenas um mandato de 5 anos, e não por vários mandatos como ocorreu antes.

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“Eu conversei com Argentina, conversei com Chile –que vai lançar candidato–, e estou tentando fazer uma aliança com a Colômbia, foi uma boa reunião. Com a Yellen [secretária do Tesouro dos EUA], eu puxei para um canto, conversei, adiantei um nome para ela, ela aparentemente gostou, mas não há compromisso, disse que seria favorável se fosse consultada”, disse Guedes a jornalistas na sexta, sem revelar quem seria o indicado.

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Questionado se haveria resistência de outros países a apoiar um nome indicado pelo governo Jair Bolsonaro (PL) tão próximo à eleição presidencial, Guedes afirmou que houve a preocupação de sugerir alguém menos alinhado a um ou outro político.

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“Estou sugerindo alguém que esteja mais ou menos fora da política, que seja conhecido em Washington, que ninguém vai dizer que é do lado A, B, C ou D. É na verdade um quadro típico de Washington, um perfil típico da burocracia internacional, no bom sentido. Ele tem chance”, afirmou na sexta.

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A vaga da presidência do BID está aberta desde que Mauricio Claver-Carone, o último eleito ao cargo, foi deposto em setembro antes de concluir seu mandato de 5 anos após ser acusado de envolvimento amoroso com uma subordinada.

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O Brasil teve outra oportunidade de indicar alguém à presidência, em 2020, mas desistiu após o então presidente dos EUA, Donald Trump, pedir diretamente a Bolsonaro que apoiasse Carone. Na época foram cotados Marcos Troyjo (hoje no Novo Banco do Desenvolvimento) e o banqueiro Rodrigo Xavier.