
Uma imagem ultrassecreta, que chegou a ser considerada “a foto mais espetacular de um óvni já capturada”, finalmente foi revelada depois de 32 anos de segredo. Trata-se da imagem de Calvine e ela parece tudo aquilo que foi dito dela. Ou não.
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O segredo esteve guardado nos últimos 32 anos nos arquivos do MoD, o Ministério da Defesa britânico. E, ao menos tecnicamente, ele ainda está. Na última leva de liberações de documentos secretos sobre UFOs pelo Reino Unido, em 2020, esta e outras supostas cinco imagens do óvni, assim como toda a informação em torno delas, foram reclassificadas para mais 54 anos de segredo.
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Is this the original “Calvine Photo”? @UAPMediaUK is reporting it is, and they have the scoop.
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Here is the full story: https://t.co/54iPcjj3py #UFOTwitter #UAPTwitter #UFOs #UAP pic.twitter.com/Rh8WEFEY4F
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— John Greenewald, Jr. (@blackvaultcom) August 12, 2022
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O vazamento se deu pelas mãos do ex-assessor de imprensa da Força Aérea Real (RAF) Craig Lindsay, um dos primeiros militares a conversar com os autores das imagens.
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“Espero que alguém entre em contato sobre isso há mais de 30 anos”, disse Lindsay a David Clarke para uma matéria no site britânico The Mail.
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A imagem mostra exatamente o que Nick Pope — ex-funcionário do MoD encarregado de catalogar episódios relacionados a óvnis — descreveu que mostraria: um objeto em forma de diamante, enorme, pairando no céu, enquanto é observado pelo que parece ser um avião a jato modelo Harrier, provavelmente uma variante GR.3 ou GR5, ambas em uso pela RAF à época.
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Pope contou que já tinha visto pessoalmente a imagem e foi um dos que reclamou quando o Reino Unido declarou já ter “liberado todos os segredos que detinha” sobre óvnis.
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Na verdade, já se suspeitava da boa definição da fotografia. Numa das liberações de documentos secretos, uma espécie de fac-símile, ou fotocópia de qualidade baixa, já havia aparecido entre outros papeis. Um especialista em imagens digitais, com a orientação de Nick Pope, chegou inclusive a recriar uma versão em cores da mesma cena, a partir da fotocópia, para uma reportagem de TV britânica.
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Lugar certo, na hora certa: mas todos os passos errados depois
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Era 4 agosto de 1990. A região de Calvine fica no condado de Highland Perthshire, na Escócia. E por ali passavam duas testemunhas que tiveram a atenção despertada pelo gigantesco objeto metálico no céu. Como um deles portava uma câmera, tratou de começar a registrar o avistamento, enquanto podiam ouvir e observar dois aviões a jato passarem próximos ao objeto.
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A estrutura metálica, em forma de diamante, a princípio era imóvel e silenciosa. Mas isso durou apenas alguns minutos antes que ela se elevasse verticalmente e desaparecesse no céu.
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As testemunhas foram diretamente ao Daily Record, um jornal local. Contaram sua aventura e entregaram seus negativos. E este foi o começo do fim da história, até agora. O jornal — especula-se que devido a supostas relações de seu então editor com o serviço secreto — encaminhou todas as ampliações e negativos aos militares.
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Foi quando chegaram às mãos de Craig Lindsay, assessor de imprensa militar que fazia a ponte entre a RAF e o Daily Record. Ele chegou a conversar com uma das testemunhas para ouvir diretamente dela como tudo tinha ocorrido. Lindsay disse, na entrevista a David Clarke, acreditar que a testemunha contava a verdade.
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Depois disso, o material subiu para esferas superiores na estrutura militar. Mas Lindsay ficou tão impressionando com a fotografia, que escondeu em sua mesa e guardou para si nos últimos 322 anos uma das ampliações enviadas pelo Daily Record.
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Diversas teorias e um debate aberto sobre Calvine
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David Clarke, especialista em arquivos do MoD e entusiasta da pesquisa dos óvnis com uma visão mais crítica que a média, convenceu Lindsay a doar a fotografia original aos arquivos da Universidade Sheffield Hallam. Desde então o material foi analisado por Andrew Robinson, professor sênior de fotografia na Hallam. E ele está convencido de que é genuíno.
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O canal do youtube Disclosure Team publicou uma live onde os especialistas Clarke, Mattehew Illsley, Giles Stevens e Vinnie Adams, avaliam todos os aspectos da foto de Calvine em detalhes, a partir da análise assinada por Robinson.
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Apesar de tudo, não há consenso sobre o que poderia ser o objeto ou quanto à sua suposta origem extraterrestre. O próprio Clarke pondera a possibilidade de tratar-se de um raro registro do projeto secreto norte americano conhecido como Aurora, sobre o qual sempre existiram suspeitas de tratar-se de uma aeronave de formas pouco convencionais, geométricas.
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O Aurora seria uma aeronave de reconhecimento, silenciosa, supersônica, usada para missões de espionagem, o que justificaria o alto grau de segredo adotado pela inteligência britânica ao se deparar com a história toda.
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No forum Metabunk.org, coordenado pelo conhecido cético Mick West, há um intenso debate também sobre a possibilidade de as testemunhas terem registrado o reflexo de uma pequena ilha na água e apresentado ao jornal a versão invertida, propositalmente para causar confusão. Mas mesmo entre céticos essa possibilidade não é uma unanimidade.
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Já há uma pressão para a liberação das outras 5 imagens em poder do MoD e quem sabe dos negatívos originais, que poderiam ajudar a esclarecer a questão. Seja como for, a liberação da foto de Calvine está longe de encerrar o caso. Aparentemente será apenas o começo.
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Confira a interessante matéria produzida por David Clarke sobre o caso Calvine para o The Mail (em inglês) e o relatório de análise (também original, em inglês) do professor Andrew Robinson neste link. Vinnie Adams, do UAPMedia UK e Disclosure Team também contribuiu com a divulgação das análises neste excelente artigo em UAPMedia.uk.
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