11/09/2026

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Bombeiros buscam até 9 vítimas em desabamento de ponte na BR-319

VINICIUS SASSINE (FOLHAPRESS) – Mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Amazonas procuram de seis a nove pessoas que podem estar submersas no rio Curuçá, após desabamento de uma ponte na BR-319 na manhã de quarta-feira (28).

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As buscas já duram mais de 24 horas. O Corpo de Bombeiros trabalha com esse número com base nos relatos de familiares e testemunhas e na quantidade de carros afundados no rio. A estimativa, porém, é preliminar.

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Até agora, foram confirmadas três mortes e 14 pessoas feridas no desabamento. Duas pessoas seguem internadas num hospital em Manaus.

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A ponte é uma responsabilidade do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do Ministério da Infraestrutura. Nenhum dos dois órgãos respondeu aos questionamentos da Folha sobre: sobre a falta de monitoramento e reparação da ponte; sobre prevenção para que não houvesse o desabamento; e sobre reparação para as vítimas.

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O Dnit divulgou uma nota genérica. Segundo o órgão, uma ponte metálica será instalada no lugar, em parceria com o Exército. “O objetivo é restabelecer o tráfego no local o mais rápido possível. A autarquia já possui empresa contratada e mobilizada para execução dos desvios.”

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Já o Ministério da Infraestrutura disse que o titular da pasta, Marcelo Sampaio, determinou que o Dnit se mobilize com urgência para prestar socorro às vítimas, restabelecer o tráfego com balsas e reconstruir a ponte num curto prazo.

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A ponte que desabou fica no km 25 da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. A cidade mais próxima é Careiro, a pouco mais de 100 km de Manaus. O acidente foi a 96 km da capital do Amazonas.

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Ao todo, oito mergulhadores trabalham na busca por vítimas do desabamento. São, ao todo, 28 bombeiros.

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Os bombeiros constataram que sete veículos ficaram submersos após desabarem no rio. Dois já foram deslocados para serem retirados do Curuçá, entre eles uma Kombi. Não havia vítimas dentro dos veículos. O próximo veículo que será içado é um caminhão, também sem vítimas dentro.

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Carros ficaram empilhados no fundo do rio, um em cima do outro, após o desabamento.

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As buscas se concentram nos pontos onde a ponte ruiu, para depois prosseguirem por até 30 metros adiante, segundo os bombeiros. O rio é fundo, o que dificulta a procura.

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Candidato à reeleição, o governador Wilson Lima (União Brasil) centralizou as ações do governo para resgate de vítimas e divulgação de informações sobre as buscas e as tentativas de restabelecimento de tráfego.

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Um gabinete de crise foi criado para integrar as ações de órgãos do governo local no resgate.

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“O Estado está à disposição do Ministério da Infraestrutura e do Dnit para fazer o que for necessário para diminuir os transtornos causados pelo acidente”, afirmou o governo local, em nota. “O governo vai enviar balsas para fazer o deslocamento de carros no local, enquanto o governo federal refaz a ponte.”

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O governo do Amazonas afirmou que Ministério da Infraestrutura e Dnit são os responsáveis pela “construção, manutenção e fiscalização da BR-319”, onde ocorreu o desabamento, e disse colaborar com a fluidez e circulação de veículos na região, interrompida após a queda da ponte.