10/09/2026

Bocudo Caldas

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"Quer passagem barata? CEO da Latam Brasil revela o segredo

(FOLHAPRESS) – O engenheiro Jerome Cadier, 50, está feliz. Uma das duas perguntas que mais ouviu nos últimos tempos não precisa mais ser respondida. Todos queriam saber se a Latam -que em maio de 2020 aderiu à recuperação judicial no Estados Unidos (processo chamado de Chapter 11)- iria ser vendida para a Azul.

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A filial brasileira da Latam, presidida por Cadier, esteve por meses no alvo da Azul, rival comandada por John Rodgerson, que via na fusão das duas companhias a chance de despontar como um dos maiores grupos da aviação mundial.

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Mas no dia 3 de novembro a empresa aérea chilena-brasileira anunciou a sua saída do Chapter 11. “Deixamos esse processo mais fortes do que nunca, com um caixa de US$ 2,2 bilhões e uma dívida reduzida em US$ 3,6 bilhões”, disse Cadier. “Agora eu sou o maior pesadelo dos meus concorrentes.”

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Mas existe uma outra dúvida que o presidente da Latam Brasil não deve parar de ouvir tão cedo: o que fazer para comprar uma passagem aérea barata?

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“Tem gente que acha que precisa ficar acordado de madrugada, ou usar computadores diferentes, mas nada disso funciona”, afirmou o executivo à Folha de S.Paulo.

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“Compre antecipado ou aproveite uma promoção”, disse. “Se você sabe que vai ter promoção, espere. Se não sabe, compre logo. A cada dia que se aproxima a data da viagem, mais cara fica a tarifa. Avião mais cheio é mais caro, avião mais vazio é mais barato.”

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De acordo com Cadier, o preço das passagens só deve voltar à normalidade a longo prazo, depois que a crise do petróleo, detonada pela Guerra da Ucrânia, for contornada. O querosene de aviação (QAV) responde, sozinho, por 40% dos custos das companhias aéreas. E só em 2022 o preço desse combustível saltou 60%.

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A alta do QAV pesa mais no bolso do brasileiro do que de qualquer outro viajante mundial, afirma Cadier. “O Brasil tem o querosene de aviação mais caro do mundo”, diz o presidente da Latam Brasil.

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Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), o QAV brasileiro é entre 30% e 40% mais caro que o dos Estados Unidos, um dos maiores mercados de aviação doméstica do mundo, considerado referência global. O Brasil é único país do mundo que tributa o QAV, diz a entidade.

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Cadier espera que a questão já seja endereçada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Como dirigente de uma companhia aérea, eu não me importo se a Petrobras vai ser ou não privatizada. Mas eu me importo em ter um combustível mais barato, para oferecer uma tarifa mais baixa e transportar mais passageiros”, diz.

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Enquanto essa realidade não chega, a Latam Brasil promete promoções neste fim de ano. A alta temporada, nos meses de dezembro e janeiro, representa cerca de um terço de toda a demanda da companhia -serão 7 milhões de passageiros no período, que terá 3.200 voos extras, nacionais e internacionais.

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“Vamos oferecer passagens mais baratas para os próximos dois meses, mas dentro da realidade de alta temporada”, diz Cadier, garantindo que vão haver ofertas na Black Friday, dia 25.

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Na noite de sexta (11), a empresa aérea lançou o seu “Esquenta Black Friday”, com passagens a partir de R$ 169, para viajar entre janeiro e março de 2023. Os preços promocionais valem até quarta-feira (23).

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O executivo se mostra particularmente preocupado com a operação do aeroporto de Congonhas, na capital paulista -que, assim como o aeroporto de Guarulhos (SP), é um ponto “nevrálgico” na operação da Latam Brasil.

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“Todos os nossos aviões, em algum momento, passam por lá”, diz. Mas a Infraero decidiu aumentar em mais de 10% a capacidade do aeroporto no próximo mês de abril, afirma, antes dos investimentos previstos no plano de concessão da Aena, que venceu o leilão.

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“Você aumenta a quantidade de passageiros em um aeroporto que já opera no seu limite e dá o aval para o início de uma obra monstruosa de reforma. Imagina o caos!”, diz ele. “Foi uma medida pouco inteligente.”

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