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Em meio a uma série de revisões positivas para dados de atividade deste ano, as previsões para 2023 indicam o caminho inverso.
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No começo do ano, o mercado esperava que a economia brasileira registrasse crescimento de 0,28% em 2022, segundo boletim semanal Focus divulgado pelo Banco Central. No levantamento mais recente, da última segunda-feira, essa expectativa apontava para alta de 2,71%.
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Quando olhamos para 2023, o cenário se inverte. As expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) foram de alta de 1,8% para 0,6% no período. A explicação está nos gastos das contas públicas e na questão fiscal.
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Uma pesquisa do Bank of America divulgada na véspera mostra que 80% dos principais gestores de fundos da América Latina estão preocupados com a questão fiscal após as eleições brasileiras. O banco entrevistou 32 fundos latino americanos que, juntos, administram US$ 76 bilhões.
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A preocupação fiscal reflete uma série de incentivos que jogaram um grande valor de recursos na economia neste ano, entre aumento do valor do Auxílio Brasil, auxílios a caminhoneiros, taxistas, adiantamento do décimo terceiro salário de aposentados, além de cortes de impostos. Os incentivos explicam os indicadores positivos mais recentes, mas trazem projeção de ano mais difícil em 2023.
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Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.
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*Publicado por Ligia Tuon
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Este conteúdo foi originalmente publicado em Cenário fiscal pós-eleições preocupa 80% do mercado, mostra pesquisa no site CNN Brasil.
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