{"id":1495679,"date":"2022-10-14T18:00:00","date_gmt":"2022-10-14T21:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1955101\/medicos-fazem-alerta-sobre-risco-de-saude-cardiovascular-em-mulheres?utm_source=rss-lifestyle&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed"},"modified":"2022-10-14T18:00:00","modified_gmt":"2022-10-14T21:00:00","slug":"medicos-fazem-alerta-sobre-risco-de-saude-cardiovascular-em-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1495679","title":{"rendered":"M\u00e9dicos fazem alerta sobre risco de sa\u00fade cardiovascular em mulheres"},"content":{"rendered":"<p>A cada seis minutos, uma brasileira morre v\u00edtima de doen\u00e7a cardiovascular. Essas enfermidades, incluindo AVC e enfarte, matam mais mulheres do que todos os tipos de c\u00e2ncer somados. Alguns fatores de risco espec\u00edficos &#8211; como gravidez e anticoncepcional &#8211; influenciam. Somados a isso est\u00e3o a menor representatividade em estudos cl\u00ednicos e o menor acesso a exames, que elevam o risco de subdiagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<div class=\"dummyPub\"><\/div>\n<p>n<\/p>\n<p>Por causa disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lan\u00e7a nesta quinta-feira um documento de alerta sobre o problema. No manifesto, a entidade prop\u00f5e reduzir a mortalidade feminina decorrente de doen\u00e7as cardiol\u00f3gicas em 30% at\u00e9 2030. &#8220;Na mortalidade proporcional das mulheres (que considera todas as causas de morte), as doen\u00e7as cardiovasculares t\u00eam propor\u00e7\u00e3o maior do que nos homens&#8221;, diz Glaucia Moraes de Oliveira, diretora da SBC. Entre brasileiras, essa taxa era de 30,4% em 2019, ante 26,4% entre homens. Segundo Glaucia, a preval\u00eancia das doen\u00e7as cardiovasculares tem crescido entre jovens e mulheres no p\u00f3s-menopausa.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Para frear esse avan\u00e7o, uma das medidas \u00e9 conscientizar as mulheres sobre uma rotina de exames peri\u00f3dicos, como na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama e de \u00fatero. &#8220;Mulheres s\u00e3o subdiagnosticadas e subtratadas. Muitas vezes, n\u00e3o valorizam seus sintomas e n\u00e3o procuram m\u00e9dico.&#8221; Como pol\u00edtica p\u00fablica, recomenda-se incluir indicadores de sa\u00fade cardiovascular em programas de Assist\u00eancia Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade (APS), no atendimento pr\u00e9-natal e na transi\u00e7\u00e3o da menopausa.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p><strong>RISCOS<\/strong><\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Fatores de risco tradicionais para doen\u00e7as cardiovasculares s\u00e3o os mesmos para homens e mulheres. Alguns exemplos s\u00e3o hipertens\u00e3o, diabete, obesidade, tabagismo, altos n\u00edveis de gordura no sangue e sedentarismo. Mas, para um diagn\u00f3stico mais preciso, \u00e9 preciso considerar tamb\u00e9m fatores de risco espec\u00edficos delas. Conforme Glaucia, o funcionamento hormonal \u00e9 o que faz com que aspectos psicossociais sejam mais determinantes. &#8220;Os horm\u00f4nios femininos agem em diversos receptores em que a testosterona n\u00e3o funciona. O estresse nas mulheres leva a maior taquicardia, mais consumo de oxig\u00eanio. As mulheres n\u00e3o t\u00eam muitas doen\u00e7as obstrutivas cr\u00f4nicas, mas t\u00eam mais disfun\u00e7\u00e3o endotelial (membrana que reveste parte do cora\u00e7\u00e3o e os vasos sangu\u00edneos)&#8221;, explica.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as coron\u00e1rias (art\u00e9rias que nutrem o m\u00fasculo card\u00edaco) femininas s\u00e3o mais finas, o que eleva a tend\u00eancia de bloqueios arteriais. J\u00e1 a menopausa faz com que a fabrica\u00e7\u00e3o de estrog\u00eanio diminua, fazendo com que o cora\u00e7\u00e3o perca prote\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>E at\u00e9 a pobreza pesa mais para a mulher. A SBC estima que cerca de metade da mortalidade por doen\u00e7as cardiovasculares antes dos 65 anos pode ser atribu\u00edda a desigualdades sociais, ligadas a fatores como alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, \u00e1lcool, tabagismo, instabilidade econ\u00f4mica e falta de suporte social e acesso \u00e0 sa\u00fade. Al\u00e9m disso, influencia negativamente o ac\u00famulo de estresse e burnout, sobrecarga frequentemente relacionada ao papel social feminino e agravada na pandemia, com situa\u00e7\u00f5es como o trabalho remoto e a suspens\u00e3o de aulas presenciais.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>&#8220;O que percebemos, principalmente nos \u00faltimos cinco anos, \u00e9 um olhar voltado para mulheres que tratam mulheres&#8221;, diz Ieda Jatene, presidente da Sociedade de Cardiologia de S\u00e3o Paulo. Ela e mais dez cardiologistas do HCor, h\u00e1 um ano, se re\u00fanem mensalmente para debater artigos e compartilhar informa\u00e7\u00f5es. Agora, a ideia \u00e9 transformar a unidade de medicina diagn\u00f3stica do HCor Cidade Jardim em um espa\u00e7o voltado para a sa\u00fade feminina, com atendimento inteiramente feito por mulheres. Segundo Salete Nacif, tamb\u00e9m do HCor, h\u00e1 relatos e evid\u00eancias de que mulheres com doen\u00e7a cardiovascular, quando atendidas por mulheres, costumam ser menos negligenciadas nos seus sintomas.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p><strong>ANIVERS\u00c1RIO 2 VEZES NO ANO<\/strong><\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>A gerente de relacionamento com o cliente de um banco Bernadete Abi-Diwan, de 56 anos, viveu na pr\u00e1tica os efeitos da falta de acompanhamento cardiol\u00f3gico. H\u00e1 sete anos, conta que &#8220;nasceu de novo&#8221;, ap\u00f3s descobrir uma obstru\u00e7\u00e3o arterial quase completa. &#8220;Hoje comemoro o anivers\u00e1rio duas vezes no ano&#8221;, diz ela, que mora em Belo Horizonte. O quadro permanece sem diagn\u00f3stico preciso. N\u00e3o se sabe o que causou a obstru\u00e7\u00e3o de uma paciente sem hist\u00f3rico familiar de doen\u00e7a cardiovascular.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada seis minutos, uma brasileira morre v\u00edtima de doen\u00e7a cardiovascular. 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