{"id":1495276,"date":"2022-09-01T09:30:00","date_gmt":"2022-09-01T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/ultima-hora\/1930183\/adolescentes-e-videogames-saiba-como-identificar-uso-excessivo?utm_source=rss-tech&amp;amp;utm_medium=rss&amp;amp;utm_campaign=rssfeed"},"modified":"2022-09-01T09:30:00","modified_gmt":"2022-09-01T12:30:00","slug":"adolescentes-e-videogames-saiba-como-identificar-uso-excessivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1495276","title":{"rendered":"Adolescentes e videogames: saiba como identificar uso excessivo"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) identificou que a cada quatro adolescentes, um apresenta uma rela\u00e7\u00e3o excessiva com videogames e jogos eletr\u00f4nicos. O estudo entrevistou mais de 7,5 mil estudantes, a maioria entre 12 e 14 anos, e constatou que 85% da amostra \u00e9 adepta dos games. Contudo, 28% dos entrevistados, de acordo com a pesquisa, atingiu os crit\u00e9rios do Transtorno de Jogo pela Internet (TJI), recentemente classificado como doen\u00e7a pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p><p>A psic\u00f3loga Luiza Chagas Brand\u00e3o, doutora em Psicologia Cl\u00ednica pelo IP e autora do estudo, explica que embora o costume de jogar videogame no Pa\u00eds, em geral, seja parecido com a m\u00e9dia mundial, o uso problem\u00e1tico \u00e9 mais alto no Brasil em compara\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses, onde essa m\u00e9dia oscila entre 1,3% a 19,9%. Ela sup\u00f5e que isso se justifica pela dificuldade de os brasileiros se envolverem com outras atividades por conta da falta de acesso a servi\u00e7os de lazer e esportes p\u00fablicos e pelos altos \u00edndices de viol\u00eancia que afetam os encontros presenciais.<\/p>\n<p><p>De acordo com os especialistas, tanto o manual psiqui\u00e1trico da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria como a OMS categorizam o transtorno de jogos pela internet como transtorno psiqui\u00e1trico, mas n\u00e3o estabelecem par\u00e2metros absolutos para a constata\u00e7\u00e3o do problema. Ou seja, a identifica\u00e7\u00e3o do uso excessivo n\u00e3o passa apenas por crit\u00e9rios objetivos, mas subjetivos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 um limite de horas em que a gente pode pensar que n\u00e3o h\u00e1 risco, porque existem fatores etiol\u00f3gicos (causas de doen\u00e7as) que podem ter influ\u00eancia&#8221;, diz o psic\u00f3logo cl\u00ednico Igor Lins Lemos, especialista em depend\u00eancias tecnol\u00f3gicas da Universidade de Pernambuco (UPE).<\/p>\n<p><p>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio observar se a fam\u00edlia do garoto tem disfun\u00e7\u00f5es a n\u00edvel comportamental, problemas de relacionamento familiar, brigas, agress\u00f5es, superprote\u00e7\u00e3o, abandono, viol\u00eancia dom\u00e9stica. Se h\u00e1 alguma base gen\u00e9tica de transtorno psiqui\u00e1trico, tudo isso deve estar em pauta antes de se pensar, por exemplo, que cada faixa et\u00e1ria tenha um uso delimitado. Quanto mais vulnerabilidade, menor deve ser o uso&#8221;, afirma Lemos. <\/p>\n<p><p><b>Como perceber os sinais do uso excessivo de videogames:<\/p>\n<p><p>Perda de interesse<\/b><\/p>\n<p><p>Um dos sinais mais evidentes \u00e9 a perda de interesse e empolga\u00e7\u00e3o por atividades, antes vistas como prazerosas, para ficar mais tempo no celular. Isso inclui desde a pr\u00e1tica de esportes e hobbies, at\u00e9 momentos em fam\u00edlia. <\/p>\n<p><p><b>Perda de qualidade<\/b><\/p>\n<p><p>Al\u00e9m do interesse,  \u00e9 importante observar se h\u00e1 perda e queda na qualidade sobre algo que \u00e9 realizado cotidianamente, como trabalhos escolares, li\u00e7\u00e3o de casa, ou demais obriga\u00e7\u00f5es extracurriculares, como atividades esportivas e art\u00edsticas.<\/p>\n<p><p><b>Irritabilidade<\/b><\/p>\n<p><p>Demonstra\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00e3o, irritabilidade e tristeza por parte da crian\u00e7a e do adolescente quando se pede a eles que interrompam o jogo e se afastem dos aparelhos eletr\u00f4nicos tamb\u00e9m \u00e9 um sinal de que os videogames podem estar sendo praticados de forma excessiva.<\/p>\n<p><p><b>Cansa\u00e7o ao acordar<\/b><\/p>\n<p><p>\u00c9 comum os adolescentes usarem a madrugada para jogar, os que faz os especialistas entenderem que uma demonstra\u00e7\u00e3o constante de cansa\u00e7o ao acordar pode indicar que o jovem tem substituido horas de sono e descanso pelos videogames. Trocar os momentos de dormir e de repouso, sobretudo em dias de semana, tamb\u00e9m apontam para uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel com os jogos.<\/p>\n<p><p><b>O que fazer para h\u00e1bito n\u00e3o se tornar excessivo<\/p>\n<p><p>0 a 3 anos: Longe das telas<\/b><\/p>\n<p><p>Para os especialistas, \u00e9 importante que crian\u00e7as de zero a dois ou tr\u00eas anos n\u00e3o fa\u00e7am nenhum uso de telas ou tecnologia, em fun\u00e7\u00e3o dos dist\u00farbios que isso pode causar no desenvolvimento do pequeno.<\/p>\n<p><p><b>Uso supervisionado<\/b><\/p>\n<p><p>Igor Lins entende que, a partir dos 4 anos, uma hora de uso de videogames n\u00e3o \u00e9 contraindicado, mas desde que seja supervisionado. O psic\u00f3logo acredita que deve se dar maior liberdade a partir dos seis anos, mas ainda restringindo o tempo de jogos eletr\u00f4nicos para uma hora.<\/p>\n<p><p>&#8220;Quando passa dos 4 aos 6 anos, uma hora de uso supervisionado est\u00e1 OK. Dali aos 10 anos, mant\u00e9m-se uma hora, com mais liberdade. Dos 11 aos 14 anos, duas horas para entretenimento por dia s\u00e3o aceit\u00e1veis. No final da adolesc\u00eancia, o adulto jovem pode ter at\u00e9 tr\u00eas horas de uso para os jogos. N\u00e3o h\u00e1 um limite de horas em que a gente pode pensar que n\u00e3o h\u00e1 risco porque existem aqueles fatores etiol\u00f3gicos que devem ser considerados&#8221;, diz Lins.<\/p>\n<p><p><b>Controle parental<\/b><\/p>\n<p><p>Outra medida pr\u00e1tica \u00e9 usar aplicativos de controle parental e de bloqueio por tempo, como o family link. As ferramentas ajudam a impedir o jogar excessivo. Os pais podem tamb\u00e9m combinar com os filhos de ter acesso ao aparelho celular sempre que necess\u00e1rio. <\/p>\n<p><p><b>Estabelecer combinados<\/b><\/p>\n<p><p>Os especialistas afirmam que, apesar da fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante evitar abordagens que sejam violentas, totalit\u00e1rias, e pautadas em discuss\u00f5es acaloradas. &#8220;Devemos lembrar que um dos motivos que levam esses jovens para os jogos no celular, como indicou a pesquisa, \u00e9 para aliviar problemas da vida real. Quanto mais a vida familiar for aversiva, h\u00e1 uma tend\u00eancia de que esses jovens v\u00e3o para o jogo&#8221;, alerta Luiza Chagas, psic\u00f3loga autora do estudo.<\/p>\n<p><p><b>Vida familiar harmoniosa<\/b><\/p>\n<p><p>Buscar ter uma vida familiar harmoniosa, e que apresente aos adolescentes outras possibilidades de atividades e interesses, tamb\u00e9m contribui para manter o h\u00e1bito do jogo saud\u00e1vel, e n\u00e3o excessivo. E, caso os pais considerem que as estrat\u00e9gias n\u00e3o estejam funcionando, \u00e9 importante considerar tamb\u00e9m ajuda profissional e especializada.<\/p>\n<p><p>&#8220;Os amigos com quem (os adolescentes) jogam tendem a jogar muito tamb\u00e9m, ent\u00e3o eles ficam sem par\u00e2metro, por isso, se h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o de um quadro mais grave, a ajuda de um profissional de sa\u00fade mental torna-se necess\u00e1ria.&#8221;, diz a psic\u00f3loga .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) identificou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20062],"tags":[],"class_list":["post-1495276","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tech"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1495276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1495276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1495276\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1495276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1495276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1495276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}