{"id":1494275,"date":"2022-04-09T08:20:00","date_gmt":"2022-04-09T11:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/2008\/02\/01\/peregrinacao-a-franca-crista\/"},"modified":"2022-04-09T08:20:00","modified_gmt":"2022-04-09T11:20:00","slug":"chartres-peregrinacao-a-franca-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1494275","title":{"rendered":"Chartres: peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Fran\u00e7a crist\u00e3"},"content":{"rendered":"<p>Quando se est\u00e1 diante da fachada da Catedral de Notre-Dame de Chartres n\u00e3o \u00e9 preciso ser especialista em arquitetura medieval crist\u00e3 para perceber que se trata de uma obra-prima. O interior da catedral \u00e9 mais que isso. Passado o portal, a vis\u00e3o dos enormes vitrais que filtram a luz do Sol e a interpretam em todas as cores do arco-\u00edris representa uma real imers\u00e3o no mist\u00e9rio da espiritualidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Constru\u00edda entre os s\u00e9culos 12 e 13, ela tem nove portas de madeira, com front\u00f5es esculpidos, que nos levam diretamente para os tempos medievais. Toda catedral digna desse nome \u00e9 uma express\u00e3o em pedra da religi\u00e3o cat\u00f3lica, mas Chartres \u00e9 mais que isso: \u00e9 um resumo de todas as igrejas atrav\u00e9s dos tempos.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<figure id=\"attachment_86276\" aria-describedby=\"caption-attachment-86276\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86276\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres2.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"807\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres2.jpg 800w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres2-768x775.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres2-696x702.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres2-416x420.jpg 416w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86276\" class=\"wp-caption-text\">As ab\u00f3badas do telhado, ligadas por nervuras de pedra aos pilares abaixo, combinadas com os arcobotantes exteriores permitem paredes mais finas, e a grande altura e grandes janelas da catedral. Cr\u00e9dito: MMensler\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<h4><strong>Templo celta<\/strong><\/h4>\n<p>n<\/p>\n<p>No alto da colina onde a igreja se situa, havia, em \u00e9poca pr\u00e9-crist\u00e3, um importante templo pag\u00e3o erigido pelos celtas. No s\u00e9culo 4, sobre as ru\u00ednas do templo pag\u00e3o, foi erguido um dos primeiros templos crist\u00e3os. Sabe-se muito pouco sobre ele, da mesma forma que sobre a maioria dos lugares de culto dos prim\u00f3rdios do cristianismo. Sua exist\u00eancia e localiza\u00e7\u00e3o costumavam ser cercadas de segredo, devido \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Apenas a partir do ano 312, o cristianismo se tornou religi\u00e3o oficial do Imp\u00e9rio Romano. Depois disso, no s\u00edtio de Chartres, v\u00e1rias outras constru\u00e7\u00f5es se sucederam: houve uma igreja em estilo medieval carol\u00edngio, destru\u00edda pelos vikings em 858; uma outra em estilo rom\u00e2nico, destru\u00edda em 1194 por um inc\u00eandio; at\u00e9 se chegar \u00e0 catedral atual, em estilo g\u00f3tico.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Chartres guarda v\u00e1rios relic\u00e1rios de santos e de grandes personagens da Igreja, inclusive o v\u00e9u que, segundo se afirma, foi usado por Nossa Senhora no momento da Anuncia\u00e7\u00e3o. Apesar desses tesouros, se a busca pessoal do visitante for por tranq\u00fcilidade, seu olhar ir\u00e1 seguramente convergir para os imensos vitrais. Eles cont\u00eam cerca de cinco mil figuras retratadas em 176 vitrais que cobrem uma \u00e1rea de 2.600 metros quadrados.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<figure id=\"attachment_86277\" aria-describedby=\"caption-attachment-86277\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86277\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres3.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1285\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres3.jpg 800w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres3-93x150.jpg 93w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres3-768x1234.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres3-696x1118.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres3-261x420.jpg 261w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86277\" class=\"wp-caption-text\">Detalhe do vitral dedicado \u00e0 Notre-Dame de la Belle-Verri\u00e8re. Cr\u00e9dito: Vassil\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<h4><strong>Um tom especial de azul<\/strong><\/h4>\n<p>n<\/p>\n<p>Os vitrais mais representativos s\u00e3o os das ros\u00e1ceas da porta principal, que ilustram o Ju\u00edzo Final, e o da capela norte, que representa a Glorifica\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. A cor azul \u00e9 onipresente nesses vitrais, mas trata-se de um azul especial, o azul da &#8220;Notre-Dame-de-la-Belle-Verri\u00e8re&#8221;, cuja irradiante tonalidade celeste foi conseguida adicionando-se \u00f3xido de cobalto \u00e0 pasta de vidro. A tonalidade \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como &#8220;azul de Chartres&#8221;.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Quando faltam as palavras, falam as imagens. Na Idade M\u00e9dia, quando 95% da popula\u00e7\u00e3o mundial era analfabeta, os vitrais funcionavam como livros. Na Catedral de Chartres, eles constituem uma verdadeira B\u00edblia em vidro. Mas Chartres n\u00e3o \u00e9 famosa apenas pelos seus vitrais. Conta-se que outrora a porta sul da catedral s\u00f3 era aberta aos cavaleiros que alcan\u00e7assem um elevado n\u00edvel espiritual de conhecimento.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Ao entrar no templo, suas cabe\u00e7as ficavam na altura dos p\u00e9s da imagem de Cristo. Nesse \u00e2ngulo de vis\u00e3o, a ros\u00e1cea luminosa do vitral ao fundo parece flutuar ao redor dessa imagem de Jesus, conferindo a ela uma aura tremeluzente. Cristo cercado por uma mandala de luz multicolorida: uma vis\u00e3o de estontear.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<figure id=\"attachment_86278\" aria-describedby=\"caption-attachment-86278\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86278\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres4.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1200\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres4.jpg 800w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres4-100x150.jpg 100w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres4-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres4-696x1044.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres4-280x420.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86278\" class=\"wp-caption-text\">Interior de Chartres, em alto estilo g\u00f3tico. Cr\u00e9dito: Marianne Casamance\/Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<h4><strong>Requisitos precisos<\/strong><\/h4>\n<p>n<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil, hoje, compreender por quais raz\u00f5es Chartres \u00e9 considerado um lugar m\u00e1gico e santificado. A catedral oferece aos olhos dos visitantes mais de quatro mil imagens e est\u00e1tuas, muitas delas ainda n\u00e3o identificadas. Mas, na \u00e9poca pr\u00e9-crist\u00e3, por qual raz\u00e3o os druidas, sacerdotes celtas, escolheram essa mesma colina onde hoje se erige a catedral como lugar sagrado?<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Para todas as religi\u00f5es, a escolha do local de um templo corresponde a requisitos bem precisos. Pode ser, por exemplo, a exist\u00eancia de uma nascente de \u00e1gua, o ru\u00eddo do vento nas folhagens, a forma ins\u00f3lita de um rochedo, e at\u00e9 mesmo o sil\u00eancio. Diante de sensa\u00e7\u00f5es ou de fen\u00f4menos da natureza que n\u00e3o pode explicar, o homem julga perceber a presen\u00e7a divina. E, nesses lugares, constr\u00f3i seus santu\u00e1rios.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>No subsolo da Catedral de Chartres correm veios d&#8217;\u00e1gua que, segundo radiestesistas, formam campos de forte energia tel\u00farica. Na cripta do templo existe um po\u00e7o profundo ao redor do qual, at\u00e9 hoje, algumas pessoas se prostram em ora\u00e7\u00e3o. At\u00e9 o s\u00e9culo 16, os peregrinos vinham beber \u00e1gua dessa fonte, cultuada desde os tempos pr\u00e9crist\u00e3os, atribuindo a ela poderes curativos e milagrosos.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>A cripta tamb\u00e9m cont\u00e9m um santu\u00e1rio dedicado a Nossa Senhora do Subterr\u00e2neo, com uma bela imagem dessa Madona, de cor negra e de olhos fechados. Cat\u00f3licos sugerem que ela estaria dizendo: &#8220;Prestem aten\u00e7\u00e3o ao Menino que carrego, n\u00e3o em mim.&#8221;<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>n<\/p>\n<figure id=\"attachment_86279\" aria-describedby=\"caption-attachment-86279\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-86279\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres5.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres5.jpg 500w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres5-150x113.jpg 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres5-80x60.jpg 80w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2008\/02\/chartres5-265x198.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-86279\" class=\"wp-caption-text\">Caminhando pelo labirinto da catedral. Cr\u00e9dito: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<h4><strong>Met\u00e1fora da peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m<\/strong><\/h4>\n<p>n<\/p>\n<p>Para muitos estudiosos, no entanto, essa santa est\u00e1 ligada \u00e0 antiga tradi\u00e7\u00e3o das virgens negras. Madonas com essa cor podem ser encontradas em muitos templos crist\u00e3os europeus. Elas correspondem ao antigo culto celta \u00e0 Grande M\u00e3e Terra, que foi assimilado pela Igreja nos primeiros tempos do cristianismo.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Outra singularidade da catedral \u00e9 o labirinto gravado nas pedras do seu piso. Com di\u00e2metro de 12,6 metros, esse labirinto \u00e9 uma proje\u00e7\u00e3o da ros\u00e1cea principal rebatida no ch\u00e3o. Desenhos de labirintos tra\u00e7ados no solo de muitas igrejas medievais eram comuns. Os fi\u00e9is caminhavam sobre eles, percorrendo-os em ora\u00e7\u00e3o, com o objetivo simb\u00f3lico de libertar o esp\u00edrito e encontrar a paz. Caminhar at\u00e9 o centro desses labirintos espiralados era uma met\u00e1fora da peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m Celeste, a ilumina\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Se em Chartres interagimos com o Divino sem poder v\u00ea-lo, nas cidades de Nevers e de Paray-le-Monial &#8211; etapas seguintes do nosso itiner\u00e1rio de visita &#8211; podemos perceber centelhas divinas encarnadas em personagens humanos. Em Nevers, a religiosidade se ancora na figura de Bernadette Soubirous, a jovem novi\u00e7a de 14 anos que durante seis meses, em 1858, viu apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora, na gruta de Massabielle, em Lourdes. Em Paray-le-Monial, uma surpresa: Joana D&#8217;Arc, que todos pensam ser a santa xod\u00f3 dos franceses, \u00e9 menos cultuada que Marguerite-Marie Alacoque. Marguerite, por seu lado, teve diversas vis\u00f5es do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus em Paray-le-Monial, entre 1673-75.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<h4><strong>Equil\u00edbrio entre dimens\u00f5es<\/strong><\/h4>\n<p>n<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o basta v\u00ea-la, tenho de ganh\u00e1-la&#8221;, dizia Bernadette Soubirous, quando as outras novi\u00e7as lhe perguntavam por que, na sua opini\u00e3o, tinha sido a escolhida. Quando ela morreu, em 1879, aos 35 anos, ap\u00f3s quatro meses de muito sofrimento, seu corpo estava coberto de chagas. Ao ser desenterrada, no entanto, 40 anos depois, seu corpo estava intacto e ela parecia juvenil, serena e bela. Assim ela pode ser vista at\u00e9 hoje, em uma capela localizada no interior do Convento das Irm\u00e3s da Caridade, em Nevers.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil seguir os passos de Bernadette durante os anos que viveu em Nevers. Num \u00fanico espa\u00e7o re\u00fanem-se o convento, onde ela passou os \u00faltimos 13 anos de sua vida, a enfermaria onde faleceu, o museu com suas cartas e seus poucos objetos e uma r\u00e9plica da Gruta de Massabielle. &#8220;Com exce\u00e7\u00e3o da gruta, tudo aqui foi preservado e pode ser visto exatamente como os olhos de Bernadette viam&#8221;, sintetiza irm\u00e3 Genevi\u00e8ve, diretora do Espa\u00e7o Bernadette.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Em um dos v\u00e1rios jardins internos do convento h\u00e1 uma imagem de Nossa Senhora das \u00c1guas, quase escondida na parede de um muro. Bernadette costumava rezar ali, em frente da imagem da santa. &#8220;Sua face era a que mais se parecia com o rosto da apari\u00e7\u00e3o&#8221;, dizia Bernadette.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Paray-le-Monial \u00e9 bem menor que Chartres e Nevers, mas nada lhes fica a dever em termos de resson\u00e2ncias crist\u00e3s. Esse timbre \u00e9 refor\u00e7ado pelo acervo do Museu Eucar\u00edstico de Hi\u00e9ron, \u00fanico no mundo do g\u00eanero. Padre \u00c9douard Marot, reitor do Santu\u00e1rio de Paray-le-Monial, estava certo quando disse que visitar o lugar era &#8220;fazer uma viagem que se equilibra entre duas dimens\u00f5es, a espiritual e a tur\u00edstica&#8221;.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<h4><strong>Universo interior<\/strong><\/h4>\n<p>n<\/p>\n<p>Marguerite-Marie Alacoque, o grande personagem de Paray-le-Monial, \u00e9 praticamente desconhecida no Brasil. Mas \u00e9 uma das santas cat\u00f3licas mais cultuadas na Fran\u00e7a. Suas vis\u00f5es do Cora\u00e7\u00e3o de Jesus causaram, na \u00e9poca, verdadeira como\u00e7\u00e3o em todo o mundo crist\u00e3o e influenciaram diversos movimentos centralizados na simbologia compassiva do Cora\u00e7\u00e3o. Para o padre Marot, sem essas apari\u00e7\u00f5es n\u00e3o ter\u00edamos hoje o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, tampouco a Igreja do Sacre Coeur, no bairro de Montmartre, em Paris. Ambos os monumentos s\u00e3o dedicados \u00e0 devo\u00e7\u00e3o do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Al\u00e9m da peregrina\u00e7\u00e3o aos lugares onde viveu Marguerite-Marie, Paray-le-Monial atrai visitantes tamb\u00e9m por outras atra\u00e7\u00f5es: sua bas\u00edlica em estilo rom\u00e2nico do s\u00e9culo 11; a Capela da Apari\u00e7\u00e3o, com seus belos murais que retratam a vis\u00e3o de Marguerite-Marie; as capelas de la Colombi\u00e8re e de S\u00e3o Jo\u00e3o; o monumental Museu Eucar\u00edstico Hi\u00e9ron. A luminosidade, no interior desse museu, \u00e9 densa e forte, como se quisesse expor os objetos e pinturas em sua for\u00e7a m\u00e1xima.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>&#8220;O museu mostra o tema da eucaristia a partir de diferentes pontos de vista no decorrer dos s\u00e9culos&#8221;, explica Dominique Dendrael, curadora do Hi\u00e9ron. Diferente de outros museus que nos transportam para o passado ou para o futuro, este nos conduz diretamente ao nosso universo interior. Da mesma forma que o fazem os outros dois lugares de peregrina\u00e7\u00e3o crist\u00e3 que visitamos na Fran\u00e7a: a Catedral de Chartres e os modestos aposentos onde viveu Bernadette Soubirous, em Nevers.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<h6><strong>PARA SABER MAIS<\/strong><\/h6>\n<p>n<\/p>\n<p>www.franceguide.com<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>www.sanctuaires-paray.com<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>www.musee-hieron.fr<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>www.sainte-bernadette-nevers.com<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>www.nevers-tourisme.com<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>www.chartres-tourisme.com<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/peregrinacao-a-franca-crista\/\">Chartres: peregrina\u00e7\u00e3o \u00e0 Fran\u00e7a crist\u00e3<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\">Planeta<\/a>.<\/p>\n<p>n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se est\u00e1 diante da fachada da Catedral de Notre-Dame de Chartres n\u00e3o \u00e9 preciso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1494275","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1494275","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1494275"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1494275\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1494275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1494275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1494275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}