{"id":1493075,"date":"2022-06-01T15:54:33","date_gmt":"2022-06-01T18:54:33","guid":{"rendered":"https:\/\/placar.abril.com.br\/?p=139451"},"modified":"2022-06-01T15:54:33","modified_gmt":"2022-06-01T18:54:33","slug":"placar-de-junho-em-edicao-especial-os-40-anos-da-tragedia-do-sarria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1493075","title":{"rendered":"PLACAR de junho em edi\u00e7\u00e3o especial: os 40 anos da trag\u00e9dia do Sarri\u00e1"},"content":{"rendered":"<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/placar.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Capa.jpg\" \/><figcaption>Edi\u00e7\u00e3o de junho de 2022 de PLACAR: uma homenagem \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de 1982<span class=\"copyright\">PLACAR\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<p>O advogado Jos\u00e9 Carlos Vilela, 50 anos, define com a maestria de um passe de calcanhar de S\u00f3crates o que representou a derrota da <strong>sele\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong> para a It\u00e1lia na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. \u201c\u00c9 sin\u00f4nimo de fracasso, sim, mas tamb\u00e9m de como devemos enfrent\u00e1-lo, de cora\u00e7\u00e3o aberto e sinceridade\u201d. Quem vivenciou a trag\u00e9dia do Sarri\u00e1 certamente se lembra de Vilela. Era ele o garoto de 10 anos que, com um choro da mais sincera tristeza, estampou a capa do<em> Jornal da Tarde<\/em> que entrou para a hist\u00f3ria. Quarenta anos depois, o torcedor-s\u00edmbolo daquele esquadr\u00e3o \u00e9 um dos destaques da edi\u00e7\u00e3o especial de PLACAR que recorda e homenageia a equipe dirigida por Tel\u00ea Santana, com craques como Zico e Falc\u00e3o, sin\u00f4nimo de futebol arte. <strong>A revista digital de junho j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel em dispositivos <a href=\"https:\/\/apps.apple.com\/br\/app\/revista-placar\/id443610286\">iOS<\/a> e <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=com.newspaperdirect.abril.placar\">Android<\/a><\/strong>, e em breve chegar\u00e1 em sua vers\u00e3o f\u00edsica \u00e0s bancas de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/placar.abril.com.br\/ofertas\/?origem=sr_pl_cta_redacao&amp;utm_source=sites&amp;utm_medium=sr&amp;utm_campaign=sr_pl_cta_redacao\"><strong>Assine #PLACAR digital no app por apenas R$ 6,90\/m\u00eas. N\u00e3o perca!<\/strong><\/a><\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>O cartunista ga\u00facho Oberdan Machado \u00e9 autor do desenho de capa, que repetiu a chamada da edi\u00e7\u00e3o original da PLACAR de 1982 \u201cQue pena, Brasil\u201d. Nesta edi\u00e7\u00e3o especial\u00edssima, de colecionador, repassamos toda a campanha, desde a conturbada prepara\u00e7\u00e3o at\u00e9 a derradeira derrota em Barcelona, com gols do carrasco Paolo Rossi, sempre com bel\u00edssimas imagens de nossos arquivos.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Al\u00e9m do emocionante depoimento de Jos\u00e9 Carlos Vilela, que relembrou a viagem em fam\u00edlia naquele ver\u00e3o europeu, a PLACAR de junho traz uma novidade: um cap\u00edtulo do livro <em>1982 Brazil &#8211; The Glorious Failure<\/em>, do jornalista e historiador ingl\u00eas Stuart Horsfield. Ele tamb\u00e9m tinha apenas dez anos na \u00e9poca, mas a tristeza infantil n\u00e3o o impediu de alimentar o fasc\u00ednio pela Sele\u00e7\u00e3o de Tel\u00ea.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/placar.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1982.menino.jpg\" \/><figcaption>Antes e depois: a capa hist\u00f3rica e o advogado Jos\u00e9 Carlos Vilela J\u00fanior, hoje com 50 anos<span class=\"copyright\">PLACAR\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<p>S\u00f3crates, o capit\u00e3o daquela sele\u00e7\u00e3o, \u00e9 destaque. Em 1982, a pedido de PLACAR, o Doutor escreveu um di\u00e1rio da Copa, com o cotidiano<br \/>ndo que via e sentia nos gramados espanh\u00f3is e nos bastidores da concentra\u00e7\u00e3o. A derradeira anota\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi como ele imaginava, mas pouco importa&#8230;<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Juca Kfouri, diretor de reda\u00e7\u00e3o de PLACAR na \u00e9poca, foi quem teve a ideia de chamar S\u00f3crates para escrever o di\u00e1rio. O craque anotava \u00e0 m\u00e3o e depois de cada partida entregava as folhas de papel pautado cuidadosamente anotadas. Diz Kfouri, olhando para quatro d\u00e9cadas atr\u00e1s: \u201cFoi o trabalho mais f\u00e1cil de minha vida \u2014 como datil\u00f3grafo\u201d. O texto de S\u00f3crates t\u00eam inestim\u00e1vel valor hist\u00f3rico, e foi reproduzido na \u00edntegra nesta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\"><span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<p>n<\/p>\n<div id=\"abrAD_rectangle2\" class=\"abrAD\" data-ad-sizes=\"300x250\"><\/div>\n<p>n<\/p><\/div>\n<p>n<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/placar.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/1982-socrates.jpg\" \/><figcaption>O di\u00e1rio de S\u00f3crates, escrito especialmente para PLACAR, h\u00e1 40 anos<span class=\"copyright\">PLACAR\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o termina com um p\u00f4ster da equipe formada por Waldir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e J\u00fanior; Cerezo, Falc\u00e3o, S\u00f3crates, Zico, \u00c9der e Serginho, al\u00e9m de belas imagens da demoli\u00e7\u00e3o do Sarri\u00e1, em 1997, e do choro dos italianos com a morte de Rossi, autor dos tr\u00eas gols diante do Brasil e her\u00f3i do tetra. Confira, abaixo, a carta ao leitor:<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p><strong>Aqueles dias de inverno<\/strong><\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Houve 1950, o 2 a 1 para o Uruguai transformado no Maracanazo e no trauma de uma gera\u00e7\u00e3o. Pel\u00e9, que tinha apenas dez anos, conta ter ficado chocado com o choro do pai, para ent\u00e3o prometer que um dia ganharia uma Copa do Mundo para o Brasil. Houve 2014, a historia repetida como farsa, o 7 a 1 para a Alemanha no Mineir\u00e3o, e que s\u00f3 n\u00e3o ficou t\u00e3o tristemente carimbada talvez porque tenha soado inveross\u00edmil, mais afeito a risos nervosos do que l\u00e1grimas. As duas maiores derrotas brasileiras nas Copas realizadas em casa s\u00e3o marcos indel\u00e9veis \u2014 da primeira se pode dizer que serviu de atalho para a reconstru\u00e7\u00e3o que culminaria com o t\u00edtulo de 1958, e o fim do complexo de vira-lata a que se referia Nelson Rodrigues. Depois da segunda, e foi outro dia mesmo, n\u00e3o h\u00e1 li\u00e7\u00e3o que possa ser extra\u00edda. Uma outra decep\u00e7\u00e3o deveria estar sempre na ribalta \u2014 a de 1982, aquele 3 a 2 contra a It\u00e1lia, no Sarri\u00e1, que completa agora 40 anos.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>N\u00e3o foi numa final, como em 1950, nem tampouco numa semifinal, como em 2014, mas deixou um travo amargo. Virou h\u00e1bito dizer que o fracasso daquele equipe de Tel\u00ea Santana, com S\u00f3crates, Zico, Falc\u00e3o, J\u00fanior e cia., marcou o fim do entusiasmo com o chamado futebol-arte, pe\u00e7a inaugural para um estilo mais fechado, calculista e retranqueiro. O distanciamento autoriza, hoje, a pensar de modo diferente: nunca fomos t\u00e3o felizes, apesar da dor. Aquele grupo n\u00e3o ergueu a ta\u00e7a, mas n\u00e3o seria exagero dizer que tem relev\u00e2ncia equivalente \u2014 ou mesmo maior \u2014 aos que em 1994 e 2002 voltaram com festa em cima do caminh\u00e3o do corpo de bombeiros. Um modo de medir a for\u00e7a daquele escrete, gloriosamente vencido, \u00e9 perceber como ele ainda emociona \u2014 e por isso merece uma edi\u00e7\u00e3o inteira e hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Quando a reda\u00e7\u00e3o de PLACAR come\u00e7ou a imagin\u00e1-la, uma das ideias foi buscar textos de jornalistas de fora do Brasil, de modo a entendermos como repercute a canarinho que disputou o Mundial na Espanha. O ingl\u00eas Stuart Horsfield, autor do livro 1982 Brazil: The Glorious Failure, atendeu com raro interesse o convite para ceder um dos cap\u00edtulos de seu trabalho. \u201cMarcou minha inf\u00e2ncia, ser\u00e1 uma honra estar na p\u00e1ginas de PLACAR\u201d, disse por telefone, minutos depois de receber uma mensagem. Horsfield ficou t\u00e3o animado que pediu a uma colega, a ilustradora Julie Barber, um desenho que ajudasse a iluminar suas tristes impress\u00f5es daqueles dias, como se v\u00ea na abertura da reportagem da p\u00e1g. 55.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<p>Entusiasmo igual foi o que demonstrou o cartunista ga\u00facho Oberdan Machado, autor do desenho de capa, que n\u00e3o por acaso recebeu a mesm\u00edssima chamada edi\u00e7\u00e3o de PLACAR publicada logo depois da elimina\u00e7\u00e3o, em 1982 \u201cQue pena, Brasil\u201d. Que aqueles dias de ver\u00e3o europeu, inverno no Brasil, sejam eternizados. Ou, como diz o advogado Jos\u00e9 Carlos Vilela, o menino em prantos da ic\u00f4nica capa do Jornal da Tarde, ao rever a si mesmo na inf\u00e2ncia: \u201c\u00c9 sin\u00f4nimo de fracasso, sim, mas tamb\u00e9m de como devemos enfrent\u00e1-lo, de cora\u00e7\u00e3o aberto e sinceridade\u201d.<\/p>\n<p>n<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/placar.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/placar1982.jpg\" \/><figcaption>&lt;\/p&gt;n&lt;p&gt;<span class=\"copyright\">PLACAR\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>n<\/p>\n<div class=\"ads post-ads\"><span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<p>n<\/p>\n<div id=\"abrAD_rectangle3\" class=\"abrAD\" data-ad-sizes=\"300x250\"><\/div>\n<p>n<\/p><\/div>\n<p>n<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edi\u00e7\u00e3o de junho de 2022 de PLACAR: uma homenagem \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de 1982PLACAR\/Reprodu\u00e7\u00e3o n O&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1493075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1493075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1493075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1493075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1493075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1493075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1493075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}