{"id":1439993,"date":"2026-06-07T21:00:36","date_gmt":"2026-06-07T21:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1439993"},"modified":"2026-07-10T11:00:17","modified_gmt":"2026-07-10T14:00:17","slug":"filosofo-muculmano-antecipou-darwin-nao-e-bem-assim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1439993","title":{"rendered":"Fil\u00f3sofo mu\u00e7ulmano \u201cantecipou\u201d Darwin? N\u00e3o \u00e9 bem assim\u2026"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:center;margin:20px 0;\">\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\"\n     data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<\/div>\n<div class=\"box\"><span><\/span><\/p>\n<p> O texto abaixo foi publicado originalmente na Revista Quest\u00e3o de Ci\u00eancia <\/p>\n<\/div>\n<p>\u00c9 muito comum que julguemos as pessoas do passado pelos nossos crit\u00e9rios modernos de atitudes, sentimentos, moral e \u00e9tica. Se isso deveria ser feito \u00e9 quest\u00e3o de muito debate. Pessoalmente, como bom bi\u00f3logo, digo que \u201cdepende\u201d. Mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 julgamentos que lan\u00e7amos sobre o passado. N\u00e3o raro, tamb\u00e9m buscamos na hist\u00f3ria a antecipa\u00e7\u00e3o de ideias modernas, tentando tra\u00e7ar um pedigree. \u00c0s vezes os elos est\u00e3o l\u00e1; \u00e0s vezes, n\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"noreadme-audima ads video-ads\">\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext_video\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Na<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/darwin-online.org.uk\/content\/frameset?itemID=F381&amp;viewtype=text&amp;pageseq=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">terceira edi\u00e7\u00e3o<\/a><span>\u00a0<\/span>de sua obra magna (<em>A Origem das Esp\u00e9cies<\/em>, 1861), Charles Darwin, muito por conta do protesto de alguns leitores e cientistas, incluiu um \u201cesbo\u00e7o hist\u00f3rico\u201d, onde tentou apresentar um resumo \u201cpor\u00e9m imperfeito, da evolu\u00e7\u00e3o das opini\u00f5es sobre a<em>\u00a0Origem das Esp\u00e9cies<\/em>\u201d. Darwin cita diversos pensadores, de diferentes \u00e9pocas, mas geralmente europeus ou americanos.<\/p>\n<p>No esbo\u00e7o hist\u00f3rico presente na<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/darwin-online.org.uk\/content\/frameset?itemID=F385&amp;viewtype=text&amp;pageseq=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quarta edi\u00e7\u00e3o<\/a><span>\u00a0<\/span>de<span>\u00a0<\/span><em>A Origem das Esp\u00e9cies<\/em><span>\u00a0<\/span>(1866), Darwin adicionou uma nota de rodap\u00e9 sobre um autor cl\u00e1ssico: Arist\u00f3teles. Darwin pondera que o pensador grego do s\u00e9culo 4 AEC chegou a esbo\u00e7ar uma ideia pr\u00f3xima da sele\u00e7\u00e3o natural ao sugerir que estruturas corporais poderiam surgir sem prop\u00f3sito e que apenas as combina\u00e7\u00f5es funcionais seriam preservadas, enquanto as demais desapareceriam; ainda assim, Darwin ressalta que Arist\u00f3teles n\u00e3o compreendeu plenamente o princ\u00edpio, pois carecia de um mecanismo explicativo adequado, fazendo com que sua proposta permanecesse uma intui\u00e7\u00e3o vaga, e n\u00e3o uma teoria cient\u00edfica desenvolvida.<\/p>\n<p>Evidentemente, n\u00e3o se pode esperar que o esbo\u00e7o hist\u00f3rico escrito por Darwin fosse, em si, um tratado abrangente da hist\u00f3ria do tema. O recorte feito por ele \u00e9 deveras ocidental. Provavelmente porque era a literatura dispon\u00edvel da \u00e9poca. O fato \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 qualquer men\u00e7\u00e3o em seus escritos a pensadores, por exemplo, do mundo mu\u00e7ulmano que discorreram sobre assuntos que ele teria chamado de \u201cevolutivos\u201d.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode at\u00e9 perguntar: bem, mas existem pensadores mu\u00e7ulmanos pr\u00e9-Darwin que falaram sobre tais assuntos? Surpreendentemente, sim.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>O assunto \u00e9 discutido desde o s\u00e9culo 19, inclusive. No livro<span>\u00a0<\/span><em>History of the Conflict between Religion and Science<\/em><span>\u00a0<\/span>(\u201cHist\u00f3ria do Conflito entre Religi\u00e3o e Ci\u00eancia\u201d), John William Draper, cientista contempor\u00e2neo de Darwin, refletiu, em 1875, sobre a ignor\u00e2ncia ocidental a respeito das realiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas dos mu\u00e7ulmanos: \u201cTenho de lamentar a maneira sistem\u00e1tica pela qual a literatura europeia conseguiu obscurecer nossas obriga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para com os mu\u00e7ulmanos\u2026 A injusti\u00e7a fundada no rancor religioso e na vaidade nacional n\u00e3o pode ser perpetuada para sempre\u201d.<\/p>\n<p>No que tange aos assuntos \u201cevolutivos\u201d, Draper (1875) comentou:<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes, n\u00e3o sem surpresa, deparamo-nos com ideias que nos orgulhamos de considerar como originadas em nossa pr\u00f3pria \u00e9poca. Assim, nossas modernas doutrinas de evolu\u00e7\u00e3o e desenvolvimento j\u00e1 eram ensinadas em suas escolas [mu\u00e7ulmanas]. Na verdade, eles as levaram muito mais longe do que estamos dispostos a fazer, estendendo-as at\u00e9 mesmo a coisas inorg\u00e2nicas e minerais\u201d.<\/p>\n<p>Os historiadores da ci\u00eancia, claro, n\u00e3o se esqueceram desse assunto. Em 2018, por exemplo, Malik e colaboradores publicaram o<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/00219266.2016.1268190\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo<\/a><span>\u00a0<\/span>\u201c<em>Uma hist\u00f3ria n\u00e3o contada na biologia: a continuidade hist\u00f3rica das ideias evolutivas de estudiosos mu\u00e7ulmanos do s\u00e9culo 8 at\u00e9 a \u00e9poca de Darwin<\/em>\u201d. Eventualmente, esse conhecimento hist\u00f3rico veio a ser difundido para um p\u00fablico mais amplo. E n\u00e3o deu muito certo.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Recentemente, voltou a viralizar nas redes sociais uma mat\u00e9ria da<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-47577118\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BBC<\/a>, publicada originalmente mar\u00e7o de 2019, que tem por t\u00edtulo \u201cO fil\u00f3sofo mu\u00e7ulmano que formulou teoria da evolu\u00e7\u00e3o mil anos antes de Darwin\u201d. Esse fil\u00f3sofo \u00e9 Al-Jahiz (776\u2013868), que nasceu na regi\u00e3o que hoje \u00e9 o sul do Iraque.<\/p>\n<p>Segundo a BBC, \u201ccerca de mil anos antes de Darwin, um fil\u00f3sofo mu\u00e7ulmano que vivia no Iraque, conhecido como Al-Jahiz, escreveu um livro sobre como os animais mudam atrav\u00e9s de um processo que tamb\u00e9m chamou de sele\u00e7\u00e3o natural\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 onde pude apurar, n\u00e3o \u00e9 verdade que Al-Jahiz \u201ctamb\u00e9m chamou de sele\u00e7\u00e3o natural\u201d. Por exemplo, no artigo de 2018, uma publica\u00e7\u00e3o formal sobre hist\u00f3ria da ci\u00eancia, n\u00e3o consta uma afirma\u00e7\u00e3o do tipo; nem na literatura mais antiga que consultei. Sim, no artigo de 2018 o time de autores diz que \u201cAl-Jahiz descreveu um processo de \u2018sele\u00e7\u00e3o natural\u2019\u201d, mas as aspas simples indicam que os autores est\u00e3o apenas enfatizando uma similaridade, n\u00e3o afirmando que Al-Jahiz usou o termo. O que Al-Jahiz fez foi tecer alguns coment\u00e1rios que hoje soam bastante interessantes aos nossos ouvidos treinados (por vezes, pobremente) em biologia evolutiva. Aqui v\u00e3o alguns trechos:<\/p>\n<p>\u201cOs animais est\u00e3o envolvidos numa luta pela exist\u00eancia e pelos recursos, para evitar serem comidos, e se reproduzir\u201d.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cOs fatores ambientais influenciam os organismos fazendo com que desenvolvam novas caracter\u00edsticas para assegurar a sobreviv\u00eancia, transformando-os assim em novas esp\u00e9cies\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs animais que sobrevivem para se reproduzir podem transmitir suas caracter\u00edsticas exitosas a seus descendentes\u201d.<\/p>\n<p>Esses elementos mostram que havia, de fato, uma percep\u00e7\u00e3o sofisticada de padr\u00f5es naturais muito antes de Darwin. Contudo, como argumentei em<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/youtu.be\/IeXcRd0AzLo?si=X3Y5kjz-UOYwXTNh\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">outro lugar<\/a>, isso n\u00e3o justifica as acusa\u00e7\u00f5es de pl\u00e1gio que apareceram nas redes sociais.<\/p>\n<p>Reconhecer essas contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o implica equipar\u00e1-las \u00e0 teoria da evolu\u00e7\u00e3o por sele\u00e7\u00e3o natural tal como formulada por Darwin. A diferen\u00e7a central est\u00e1 no papel causal atribu\u00eddo aos processos naturais. Em Al-Jahiz, o ambiente aparece como um agente direto que molda os organismos, levando-os a desenvolver novas caracter\u00edsticas para garantir sobreviv\u00eancia. Esse tipo de explica\u00e7\u00e3o aproxima-se mais de uma vis\u00e3o em que a adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 induzida externamente. Nesse sentido, se aproxima mais das ideias de<span>\u00a0<\/span><a href=\"https:\/\/www.encyclopedie-environnement.org\/en\/life\/lamarck-and-darwin-two-divergent-visions-of-living-world-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lamarck<\/a>.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 em Darwin, a l\u00f3gica \u00e9 outra: varia\u00e7\u00f5es surgem (em grande parte independentemente de sua utilidade imediata), e a sele\u00e7\u00e3o natural atua como um filtro cumulativo ao longo de gera\u00e7\u00f5es, preservando as varia\u00e7\u00f5es que conferem vantagem. Assim, no esquema darwiniano h\u00e1 muito espa\u00e7o para a aleatoriedade. Adicionalmente, a sele\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o \u00e9 apenas um processo negativo de elimina\u00e7\u00e3o, mas um mecanismo criativo capaz de gerar adapta\u00e7\u00f5es complexas ao longo do tempo. Al\u00e9m disso, Darwin dificilmente concordaria com Al-Jahiz a respeito da import\u00e2ncia geral das condi\u00e7\u00f5es externas na produ\u00e7\u00e3o de adapta\u00e7\u00f5es. Em<span>\u00a0<\/span><em>A Origem das Esp\u00e9cies<\/em>, Darwin escreveu:<\/p>\n<p>\u201cOs naturalistas referem-se continuamente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es externas, como clima, alimenta\u00e7\u00e3o etc., como a \u00fanica causa poss\u00edvel de varia\u00e7\u00e3o. Em um sentido muito limitado, como veremos adiante, isso pode ser verdade;<span>\u00a0<\/span><strong><em>mas \u00e9 absurdo atribuir a meras condi\u00e7\u00f5es externas<\/em><\/strong><span>\u00a0<\/span>a estrutura, por exemplo, do pica-pau, com seus p\u00e9s, cauda, bico e l\u00edngua, t\u00e3o admiravelmente adaptados para capturar insetos sob a casca das \u00e1rvores\u2026\u201d [\u00eanfase minha]<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma diferen\u00e7a importante no enquadramento te\u00f3rico. Em Al-Jahiz, para a surpresa de ningu\u00e9m, as ideias sobre a natureza est\u00e3o inseridas em uma vis\u00e3o teleol\u00f3gica e teol\u00f3gica, na qual Deus desempenha um papel ativo na ordem e no desenvolvimento dos seres vivos. Isso n\u00e3o \u00e9 um detalhe menor: significa que n\u00e3o se trata de uma teoria naturalista da origem e da diversifica\u00e7\u00e3o da vida. Em contraste, a proposta de Darwin \u00e9 explicitamente naturalista, buscando explicar a biodiversidade por meio de causas naturais cont\u00ednuas, sem recorrer a interven\u00e7\u00f5es divinas.<\/p>\n<p>Outro ponto crucial \u00e9 que Al-Jahiz n\u00e3o parece ter constru\u00eddo uma teoria sistem\u00e1tica e coesa para explicar a origem das esp\u00e9cies. Seus escritos cont\u00eam insights valiosos e observa\u00e7\u00f5es pertinentes, incluindo no\u00e7\u00f5es que hoje associar\u00edamos \u00e0 ecologia, como a interconex\u00e3o entre os organismos, mas esses elementos n\u00e3o s\u00e3o integrados em um modelo explicativo abrangente. Mesmo quando h\u00e1 sugest\u00f5es de descend\u00eancia entre formas de vida, elas aparecem de maneira pontual e limitada, sem a generaliza\u00e7\u00e3o para uma ancestralidade comum universal, nem um mecanismo bem definido que sustente essa transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"ads post-ads noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Continua ap\u00f3s a publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Portanto, embora seja fundamental reconhecer a import\u00e2ncia hist\u00f3rica de pensadores como Al-Jahiz e o quanto suas ideias antecipam certos aspectos do pensamento evolutivo, isso n\u00e3o equivale a dizer que formularam a teoria da evolu\u00e7\u00e3o por sele\u00e7\u00e3o natural no sentido moderno, nem que Darwin teria simplesmente \u201ccopiado\u201d essas ideias. O que Darwin fez foi algo qualitativamente diferente: reuniu diversos elementos dispersos, organizou-os em um arcabou\u00e7o te\u00f3rico consistente e, sobretudo, identificou um mecanismo plaus\u00edvel, a sele\u00e7\u00e3o natural, capaz de explicar, de forma unificada, a origem das adapta\u00e7\u00f5es e a diversidade da vida. Sem o dedo de Deus.<\/p>\n<section class=\"noreadme-audima block newsletter  single-newsletter\">\n<div class=\"noreadme-audima title-newsletter\">AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"noreadme-audima col-s-12 col-l-12 newsletter-single-desc\">\n                            <span class=\"description\">Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    <span class=\"noreadme-audima btn-newsletter-assine\">Inscreva-se aqui<\/span><br \/>\n                                <\/strong><br \/>\n                            <\/span>\n                        <\/div>\n<div class=\"noreadme-audima sib_embed_signup col-s-12 col-l-12 content-newsletter\" data-form=\"the_form_SUPER391\">\n<fieldset>\n<div class=\"sib_loading_gif_area\">\n                                    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/super.abril.com.br\/wp-content\/themes\/abril-master2\/inc\/images\/ajax-loader.gif\" class=\"noreadme-audima widget-newsletter-loading-img\" alt=\"Carregando\">\n                                <\/div>\n<div class=\"noreadme-audima widget-newsletter-white-transparent\"><\/div>\n<p>                                <i class=\"icon exclamation-outline\"><\/i><\/p>\n<\/fieldset>\n<div class=\"abril-offers\">\n<p>                                    <label for=\"ABRIL_OFFERS_SUPER391\">Aceito receber ofertas produtos e servi\u00e7os do Grupo Abril.<\/label>\n                                <\/div>\n<div class=\"sib-container\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"msg-return\">\n<h2>Cadastro efetuado com sucesso!<\/h2>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/section>\n<p><em>Jo\u00e3o Lucas da Silva \u00e9 mestre em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Federal do Pampa, e atualmente doutorando em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas na mesma universidade<\/em><\/p>\n<div class=\"ads after-text noreadme-audima\">\n    <span class=\"title\">Publicidade<\/span><\/p>\n<div class=\"abrAD\" data-format=\"aftertext\" data-mapping=\"intext\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align:center;margin:20px 0;\">\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\"\n     data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto abaixo foi publicado originalmente na Revista Quest\u00e3o de Ci\u00eancia \u00c9 muito comum que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[18746],"tags":[],"class_list":["post-1439993","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1439993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1439993"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1439993\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1473457,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1439993\/revisions\/1473457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1439993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1439993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1439993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}