{"id":1439189,"date":"2026-06-02T08:00:00","date_gmt":"2026-06-02T08:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1439189"},"modified":"2026-06-24T09:59:23","modified_gmt":"2026-06-24T12:59:23","slug":"longa-filmado-em-brasilia-revisita-o-caso-ana-lidia-em-thriller-sobre-memoria-e-impunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1439189","title":{"rendered":"Longa filmado em Bras\u00edlia revisita o caso Ana L\u00eddia em thriller sobre mem\u00f3ria e impunidade"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script> <ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins> <script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script><\/div>\r\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldebrasilia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/02051245\/PHOTO-2026-05-04-08-25-35.jpg\" alt=\"photo 2026 05 04 08 25 35\" width=\"1600\" height=\"1066\" \/><\/p>\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com as grava\u00e7\u00f5es conclu\u00eddas na capital federal, <em>Cerrado Seco<\/em> chega como um dos projetos mais ambiciosos do cinema brasiliense nos \u00faltimos anos. Inspirado no assassinato da menina Ana L\u00eddia, ocorrido em 1973 e ainda sem resolu\u00e7\u00e3o definitiva, o longa-metragem de Bruno Caldas transita entre o thriller psicol\u00f3gico e o drama para falar daquilo que permanece quando a justi\u00e7a n\u00e3o vem: a mem\u00f3ria, o sil\u00eancio e a revolta. Com equipe majoritariamente brasiliense e fomento da Lei Paulo Gustavo, o filme tem planos de circular em festivais nacionais e internacionais.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bruno Caldas n\u00e3o hesita ao explicar como chegou a esse projeto. Ao <strong>Jornal de Bras\u00edlia<\/strong>, o diretor contou que &#8220;essa hist\u00f3ria creio que tenha me escolhido, pois n\u00e3o \u00e9 meu \u00fanico projeto e por muito tempo era o que eu mais tinha medo que andasse.&#8221; O cineasta, que tem em seu curr\u00edculo curtas-metragens de forte carga emocional como <em>Colapso<\/em> e os document\u00e1rios <em>Utopia Distopia<\/em> e A <em>Terceira Margem<\/em>, encontrou no caso Ana L\u00eddia uma mat\u00e9ria-prima que dialoga diretamente com temas que sempre o moveram: a perda familiar, a reden\u00e7\u00e3o e o peso da puni\u00e7\u00e3o que n\u00e3o chega. Para estruturar sua vis\u00e3o, contou com o roteirista Rafael Leal. \u201cBusquei os fatos nos autos e preenchi com a hist\u00f3ria que eu gostaria de assistir, me desprendi do compromisso de me tornar um document\u00e1rio e trouxe muito de mim e de v\u00e1rias camadas que Bras\u00edlia tem no seu escopo pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social, com uma verdade pr\u00f3pria enraizada na mem\u00f3ria coletiva\u201d, afirma o diretor.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3417300\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldebrasilia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/02051233\/IMG_8060-1024x682.jpg\" alt=\"img 8060\" \/>\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Isabele Luise (@iluisephoto)<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado \u00e9 um filme que n\u00e3o quer dar respostas f\u00e1ceis. Ao deslocar o foco do crime para suas consequ\u00eancias, <em>Cerrado Seco<\/em> prop\u00f5e uma experi\u00eancia em que mem\u00f3ria, poder e desejo por vingan\u00e7a se entrela\u00e7am ao longo de duas \u00e9pocas, 1973 e 2005, revelando como o passado enterrado de uma elite pode transformar v\u00edtimas em suspeitos e a verdade em perigo. \u201cEspero que o filme leve uma sensa\u00e7\u00e3o de revolta, questionamentos, que as pessoas partam para suas pr\u00f3prias pesquisas e que, com o nosso filme, visualizem essa absurda situa\u00e7\u00e3o dessa fam\u00edlia. Que se coloquem em seu lugar e provoquem respostas reais para o caso\u201d, diz Caldas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Uma cidade que fala antes de qualquer personagem<\/h4>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se h\u00e1 um elemento que une todos os envolvidos na produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 Bras\u00edlia. N\u00e3o como pano de fundo, mas como argumento, tens\u00e3o e s\u00edmbolo. O diretor foi preciso ao explicar como traduziu a arquitetura modernista em linguagem cinematogr\u00e1fica. \u201cL\u00facio Costa, Oscar Niemeyer e Burle Marx trouxeram paletas e formas com propostas lingu\u00edsticas. Entend\u00ea-las me permitiu trabalhar com elas como cen\u00e1rio. O espa\u00e7o vazio entre os monumentos traz a solid\u00e3o, os vitrais de Marianne Peretti com cores vermelho-sangue exaltam a paix\u00e3o. Em uma cena de conflito, o verde dos bosques com o c\u00e9u infinito imprime a doen\u00e7a sob o azul da paz, flambada pela enorme bandeira do Brasil que fala sobre a institucionalidade. Tudo \u00e9 linguagem que se adequa ao nosso recorte dram\u00e1tico.\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3417303\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldebrasilia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/02051310\/PHOTO-2026-05-04-08-25-41-1-682x1024.jpg\" alt=\"photo 2026 05 04 08 25 41 (1)\" \/>\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Isabele Luise (@iluisephoto)<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa leitura da cidade atravessou tamb\u00e9m o trabalho de Carmem San Thiago, diretora de arte que estreia em longas-metragens ap\u00f3s quinze curtas. Junto com o diretor de fotografia Elder Miranda Jr. e o pr\u00f3prio Caldas, ela construiu uma Bras\u00edlia menos tur\u00edstica e mais cotidiana. \u201cHavia uma mem\u00f3ria muito viva nos relatos, nos objetos guardados, nas pequenas hist\u00f3rias do cotidiano. Muitas pessoas trouxeram m\u00f3veis, fotografias e objetos pessoais, ajudando a construir espa\u00e7os carregados de lembran\u00e7as e verdade\u201d, conta ela ao <strong>JBr<\/strong>, que recebeu o desafio de diferenciar visualmente as duas \u00e9pocas do filme. &#8220;Em 1973, buscamos essa Bras\u00edlia mais silenciosa, ainda em forma\u00e7\u00e3o, enquanto 2005 j\u00e1 traz outra ocupa\u00e7\u00e3o da cidade, outro ritmo e outra rela\u00e7\u00e3o com os espa\u00e7os.&#8221;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A paleta de cores n\u00e3o foi uma escolha aleat\u00f3ria. Caldas trouxe desde o in\u00edcio a narrativa visual como base da dire\u00e7\u00e3o de arte. \u201cO amarelo aparece ligado \u00e0 culpa, o verde \u00e0 doen\u00e7a e ao desconforto, o vermelho ao perigo e \u00e0 paix\u00e3o, enquanto o azul, muito presente no figurino da protagonista Lidiana, representa uma certa pureza e delicadeza dentro daquele universo mais denso\u201d, explica Carmem. A fotografia fecha esse tri\u00e2ngulo com refer\u00eancias expl\u00edcitas ao cinema noir, nos contrastes, nas sombras, nos vazios que ampliam a sensa\u00e7\u00e3o de mist\u00e9rio e inquieta\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3417302\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldebrasilia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/02051256\/PHOTO-2026-05-04-08-25-39-1024x682.jpg\" alt=\"photo 2026 05 04 08 25 39\" \/>\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Isabele Luise (@iluisephoto)<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rafael Vitti, que interpreta o protagonista Cl\u00e1udio jovem em 1973, sentiu a for\u00e7a da cidade na pr\u00f3pria prepara\u00e7\u00e3o. \u201cBras\u00edlia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o cen\u00e1rio, ela \u00e9 um personagem silencioso. A arquitetura monumental, aquele horizonte infinito e a secura do Cerrado trazem uma sensa\u00e7\u00e3o de isolamento e exposi\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo\u201d, diz o ator, que foi al\u00e9m dos sets para se conectar \u00e0 cidade. \u201cBusquei ter muitas viv\u00eancias enquanto estive em Bras\u00edlia: fui ao lago, a cachoeiras, andei de skate no Eixo Monumental, visitei o Parque Ana L\u00eddia. Eu, particularmente, me apaixonei. E essa conex\u00e3o com a cidade foi muito importante para a execu\u00e7\u00e3o do filme.\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Pai e filho, um personagem, duas \u00e9pocas<\/h4>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das apostas mais ousadas de <em>Cerrado Seco<\/em> \u00e9 escalar Rafael Vitti e seu pai Jo\u00e3o Vitti para interpretar o mesmo personagem em fases distintas da vida, 1973 e 2005 respectivamente. A semelhan\u00e7a f\u00edsica entre pai e filho deixou de ser detalhe e virou argumento narrativo. Os dois dividem o peso emocional de Cl\u00e1udio irm\u00e3o da protagonista, o agente provocador de uma trag\u00e9dia familiar cujas consequ\u00eancias atravessam d\u00e9cadas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Vitti foi preciso ao descrever a natureza in\u00e9dita da experi\u00eancia. \u201cNa verdade, n\u00f3s n\u00e3o contracenamos juntos, e sim, dividimos o mesmo personagem. Essa experi\u00eancia, profissionalmente, \u00e9 in\u00e9dita para n\u00f3s e, no \u00e2mbito pessoal, o personagem Cl\u00e1udio expandiu ainda mais nosso espa\u00e7o de di\u00e1logo como pai e filho, como parceiros de vida e como colegas de profiss\u00e3o.\u201d A prepara\u00e7\u00e3o foi intensa e anterior \u00e0s filmagens. \u201cH\u00e1 um intervalo de 32 anos entre a fase representada pelo Rafael e a minha. Desde o momento em que recebemos o roteiro, viemos conversando e trocando impress\u00f5es sobre o Cl\u00e1udio. Antes do in\u00edcio das filmagens, durante uma semana, trabalhamos com o diretor improvisando cenas, investigando e definindo algumas conex\u00f5es entre os dois Cl\u00e1dios. Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos desprezar a semelhan\u00e7a f\u00edsica que existe entre n\u00f3s nessa ascens\u00e3o e queda do personagem.\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3417299\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldebrasilia.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/02051225\/IMG_8051-1024x682.jpg\" alt=\"img 8051\" \/>\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Isabele Luise (@iluisephoto)<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Rafael, a troca com o pai funcionou como b\u00fassola emocional. \u201cO que ele vive na juventude \u00e9 o que molda o homem que meu pai interpreta depois. Trocamos muita figurinha sobre o peso que esse personagem carrega. Eu plantei as sementes da ang\u00fastia e ele colheu os frutos do amargor. Ter esse espelho gen\u00e9tico ajudou muito na verossimilhan\u00e7a.\u201d O ator tamb\u00e9m falou sobre o desafio de habitar o universo noir. &#8220;No noir, o sil\u00eancio e o olhar dizem muito mais do que o texto. Eu vinha de trabalhos com uma energia mais solar ou din\u00e2mica, ent\u00e3o precisei abaixar o volume da atua\u00e7\u00e3o, buscar uma densidade mais sombria. O Bruno Caldas tem uma vis\u00e3o est\u00e9tica muito clara, e o uso das sombras ajudou a esconder e revelar as fragilidades do personagem no tempo certo.\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A responsabilidade com a mem\u00f3ria real tamb\u00e9m pesou sobre o elenco. \u201cEstamos tocando em uma ferida que ainda n\u00e3o cicatrizou no imagin\u00e1rio de Bras\u00edlia. O caso Ana L\u00eddia exige um respeito absoluto \u00e0 mem\u00f3ria da v\u00edtima e \u00e0 dor das pessoas envolvidas\u201d, afirma Rafael ao<strong> JBr<\/strong>. Jo\u00e3o, por sua vez, situou o crime no contexto da ditadura para explicar o que o filme tem a dizer sobre o presente. \u201cEm 1973 viv\u00edamos uma ditadura militar, regime onde imperava a opress\u00e3o e a repress\u00e3o, e cujo modus operandi recorrente era o silenciamento e o apagamento de pessoas e narrativas que amea\u00e7avam o status quo. O mais triste \u00e9 que hoje, em 2026, parece que nada mudou, pois o poder e o dinheiro continuam silenciando a justi\u00e7a e apagando vidas em prol da impunidade.\u201d<\/p>\r\n\r\n<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\"\r\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script> <ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins> <script>\r\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\r\n<\/script><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as grava\u00e7\u00f5es conclu\u00eddas na capital federal, Cerrado Seco chega como um dos projetos mais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1454388,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8308,8196,8305],"tags":[],"class_list":["post-1439189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cinema","category-entretenimento","category-filmes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1439189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1439189"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1439189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1454389,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1439189\/revisions\/1454389"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1454388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1439189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1439189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1439189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}