{"id":1374603,"date":"2024-03-31T21:39:46","date_gmt":"2024-03-31T21:39:46","guid":{"rendered":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1374603"},"modified":"2026-03-25T16:21:47","modified_gmt":"2026-03-25T19:21:47","slug":"minha-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1374603","title":{"rendered":"Minha hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/vigilia.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/20240331_141055_0000.jpg\" \/><\/p>\n<p>Atualmente moro em um chal\u00e9, dentro de uma zona reflorestada em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental. \u00c9 um pequeno peda\u00e7o de para\u00edso para aqueles que, assim como eu, gostam de manter o m\u00e1ximo de contato com a natureza. \u00c9 quase como estar acampado, mas mantendo as comodidades da vida urbana como uber, internet e m\u00e1quina de lavar roupas.<\/p>\n<p>A flora do lugar \u00e9 rica, com algumas \u00e1rvores chegando aos 30 metros de altura e uma densa cobertura verde. Sem contar as frut\u00edferas, nos poucos meses que estou aqui j\u00e1 pude saborear jabuticabas, abiu, pitaya e outras. As bananas, n\u00e3o consegui, pois assim que ficaram amarelas os micos fizeram uma farra, refestelando-se em um banquete que n\u00e3o parecia ter fim.<\/p>\n<p>Sim. A fauna \u00e9 outro espet\u00e1culo, a fam\u00edlia de micos vem diariamente, com alguns que j\u00e1 atendem at\u00e9 pelo nome. As araras j\u00e1 quase acertaram minha cabe\u00e7a com uma noz pec\u00e3, pude conhecer o p\u00e1ssaro alma de gato e entender seu nome e tamb\u00e9m descobri que existe um pica-pau id\u00eantico ao do velho desenho animado. Isso sem contar os gamb\u00e1s, tatus, maracaj\u00e1s e a promessa de capivaras durante o inverno.<\/p>\n<p>As capivaras, segundo os locais, v\u00eam pelo rio que fica a cerca de 100 metros da minha casa. Foi justamente ali que algo muito curioso me aconteceu h\u00e1 cerca de pelo menos um m\u00eas. N\u00e3o digo que seja algo fora de alguma explica\u00e7\u00e3o corriqueira, mas ainda assim acredito que valha o registro.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, uma amiga de longa data estava nos visitando, n\u00e3o me lembro como chegamos ao assunto, mas ela e minha esposa terminaram fazendo o famoso teste de abdu\u00e7\u00e3o. Aquele com cerca de 60 perguntas e que indicaria a possibilidade que uma pessoa tem de j\u00e1 ter sido abduzida.<\/p>\n<p>Emendamos os resultados, surpreendentes ali\u00e1s, em uma discuss\u00e3o j\u00e1 nos limites entre a especula\u00e7\u00e3o e a fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Expliquei para elas as teorias do David Jacobs e minha esposa terminou por elaborar sua pr\u00f3pria explica\u00e7\u00e3o correlacionando o aumento de nascimento de autistas com poss\u00edveis hibridiza\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas entre humanos e sabe-se l\u00e1 quem quer que esteja por tr\u00e1s das supostas abdu\u00e7\u00f5es. Depois de tudo isso, fomos dormir tarde, com a imagina\u00e7\u00e3o recheada de divaga\u00e7\u00f5es, causos e hist\u00f3rias estimulantes.<\/p>\n<p>N\u00e3o demorou para que o sono viesse, por\u00e9m a sensa\u00e7\u00e3o fora de ter piscado os olhos. Depois de poucas horas, acordei e meu primeiro pensamento foi: \u201cs\u00f3 falta ser a hora do dem\u00f4nio\u201d. Embora eu tenha me antecipado \u00e0 surpresa, me espantei quando ainda na cama olhei o celular e pude ver na tela de bloqueio o rel\u00f3gio em formato 24h virar de 02:59 para 03:00. \u201cO que mais me aguarda?\u201d pensei antes de tratar das necessidades que me fizeram levantar.<\/p>\n<p>O banheiro foi meu primeiro destino, o qual alcancei acendendo as luzes de todos os c\u00f4modos e corredores pelo caminho, depois fiz o mesmo rumo \u00e0 cozinha at\u00e9 chegar \u00e0 geladeira e matar minha sede. Deparei-me ent\u00e3o com o momento mais dif\u00edcil: o de sair para a varanda e fumar um cigarro. Juro, que naquele momento quase abandonei o h\u00e1bito e deixei enfim de ser fumante.<\/p>\n<p>Infelizmente o v\u00edcio falou mais alto. Parei em frente \u00e0 porta de madeira e visualizei em minha mente o cen\u00e1rio do lado de fora. De dia, deslumbrante com suas \u00e1rvores e v\u00e1rios tons de verde reluzente. \u00c0 noite, aterrorizante com suas sombras, escurid\u00e3o profunda e sons indistingu\u00edveis.<\/p>\n<p>L\u00e1 fui eu. Ao sair, tudo parecia em ordem. Peguei o cigarro que se encontrava sobre a mesinha, fechei a porta atr\u00e1s de mim para evitar que qualquer cheiro entrasse em casa e me coloquei a fumar.<\/p>\n<p>J\u00e1 depois da metade do cigarro, mais tranquilo e relaxado, um pouco pela nicotina outro tanto por me convencer que n\u00e3o havia nada demais naquela noite, percebi uma estranha luz entre as \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Ela parecia flutuar sobre o rio. Minha pele eri\u00e7ou-se e meu cora\u00e7\u00e3o acelerou descompassadamente como agora ao lembrar do epis\u00f3dio. Detive minha aten\u00e7\u00e3o tentando controlar o medo que subia pelas costas me colocando em estado de alerta. Reparei na forte intensidade que chegava a iluminar o caminho que ela percorria por dentro da floresta que, tipicamente, enfraquece e engole as luzes das lanternas e mesmo as mais fortes como as de carros. Outra coisa que me chamou a aten\u00e7\u00e3o era seu amarelo muito dourado e fechado, bem distinto das luzes que normalmente vemos dessa cor.<\/p>\n<p>Percorri toda a extens\u00e3o da varanda indo e vindo procurando me posicionar para enxerg\u00e1-la da melhor forma poss\u00edvel. Foi durante esse movimento lateral de vai e vem que determinei n\u00e3o se tratar de bal\u00e3o, drone, helic\u00f3ptero ou avi\u00e3o. Isso porque ela estava absolutamente estacionada e n\u00e3o havia qualquer som que eu pudesse perceber.<\/p>\n<p>Pensei em pegar o celular e atravessar o caminho sinuoso at\u00e9 a beira do rio para ter uma melhor vis\u00e3o e uma boa filmagem daquela luz. Fui imediatamente desmotivado dessa aventura pelo bom senso e pela total despretens\u00e3o de me tornar um candidato ao Darwin Awards, o maior pr\u00eamio de Evolu\u00e7\u00e3o da Esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Depois de algum tempo, a luz n\u00e3o se moveu, mas eu sim, para dentro de casa. Deixei para tentar solucionar o caso no dia seguinte, o que n\u00e3o aconteceu. Minha melhor explica\u00e7\u00e3o era a lua, mas depois de uma simples pesquisa descobri que ela havia se posto muito antes das 3 da manh\u00e3. Al\u00e9m disso, o amarelo que eu vi, n\u00e3o condizia com os tons desta cor que eventualmente a lua exibe. Outro problema dessa explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que o relevo do terreno que se estende ap\u00f3s a outra margem do rio a esconde muito antes da altura em que eu vi o objeto, a poucos graus da linha dos olhos.<\/p>\n<p>O que me resta \u00e9 apelar para a imagina\u00e7\u00e3o sugestionada pelas conversas e teorias visitadas antes de dormir. O problema \u00e9 que sei muito bem distinguir o que \u00e9 imagina\u00e7\u00e3o do que \u00e9 um objeto concreto flutuando e brilhando na minha frente.<\/p>\n<p>E voc\u00ea, caro leitor, j\u00e1 teve alguma experi\u00eancia semelhante? Divida conosco nos coment\u00e1rios.<\/p>\n<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente moro em um chal\u00e9, dentro de uma zona reflorestada em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1379998,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8197,8270,8271],"tags":[],"class_list":["post-1374603","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conhecimento-e-curiosidades","category-misterios-conhecimento-e-curiosidades","category-ufologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1374603","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1374603"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1374603\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1379999,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1374603\/revisions\/1379999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1379998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1374603"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1374603"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1374603"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}