{"id":1372575,"date":"2023-07-17T00:02:02","date_gmt":"2023-07-17T00:02:02","guid":{"rendered":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1372575"},"modified":"2026-03-19T15:36:18","modified_gmt":"2026-03-19T18:36:18","slug":"a-noite-em-que-auroras-foram-vistas-no-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1372575","title":{"rendered":"A noite em que auroras foram vistas no Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n<p>O fen\u00f4meno das <strong>auroras boreais ou austrais<\/strong> \u00e9 fant\u00e1stico. Luzes esverdeadas emanam da alta atmosfera e criam um cen\u00e1rio \u00fanico. Infelizmente, as auroras n\u00e3o ocorrem em latitudes pr\u00f3ximas ao equador, o que quer dizer que n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis do Brasil comumente.<\/p>\n<p>Elas acontecem devido a jun\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos ainda pouco compreendidos da intera\u00e7\u00e3o envolvendo o vento solar e a magnetosfera da Terra. Tudo come\u00e7a ainda no Sol, quando a nossa estrela envia para o espa\u00e7o uma tempestade geomagn\u00e9tica. Uma nuvem de plasma gigantesca vai em dire\u00e7\u00e3o ao sistema solar mais distante viajando a mais de 2 mil km\/s, at\u00e9 que alcan\u00e7am a Terra em tr\u00eas dias.<\/p>\n<p>Aas auroras acontecem quando uma explos\u00e3o solar tem for\u00e7a suficiente para ionizar o ar acima de nossas cabe\u00e7as e na camada atmosf\u00e9rica que conhecemos como ionosfera. Os pr\u00f3tons e el\u00e9trons s\u00e3o canalizados e acelerados pelas linhas do campo magn\u00e9tico terrestre, colidindo com os gases atmosf\u00e9ricos em at\u00e9 400 quil\u00f4metros de altitude.<\/p>\n<p><strong>Por que n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis do Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>As linhas do campo magn\u00e9tico emergem a partir dos polos do planeta e, quando as part\u00edculas do vindas do Sol chegam at\u00e9 aqui, elas espilaram em dire\u00e7\u00e3o aos polos, funcionando como uma porta de entrada para a energia que chega da estrela. Em outras palavras, acima do Brasil, n\u00e3o h\u00e1 campo magn\u00e9tico emergindo do solo, mas existe uma esp\u00e9cie de manta magn\u00e9tica nos cobrindo e impedindo a intera\u00e7\u00e3o com as mol\u00e9culas do ar acima de n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Quando elas foram vis\u00edveis do Rio de Janeiro?<\/strong><\/p>\n<p>Ao vasculhar reportagens do antigo jornal carioca chamado \u201cJornal do Com\u00e9rcio\u201d, <strong>os pesquisadores da NASA, Jap\u00e3o e Reino Unido<\/strong>, incluindo at\u00e9 um brasileiro chamado Denny Oliveira, acharam uma reportagem onde o astr\u00f4nomo franc\u00eas Emanuel Liais relatava observa\u00e7\u00f5es de auroras no Rio de Janeiro na noite de 15 de fevereiro de 1875.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, Emanuel foi diretor do Observat\u00f3rio Imperial naquele mesmo ano, tendo sido nomeado diretamente pelo imperador do Brasil na \u00e9poca, o Pedro II, onde realizava pesquisas sobre movimentos planet\u00e1rios e cometas.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-8176\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8176\" src=\"https:\/\/www.misteriosdoespaco.blog.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/aurorasrio.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1080\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c0s 19h45 (hora local), o observador notou a aurora, uma luz branca alinhada com o campo magn\u00e9tico terrestre. Posteriormente, os raios de luz vari\u00e1veis moveram-se de oeste para leste, assumindo tonalidades avermelhadas na parte inferior e esverdeadas na parte superior. Aparentemente, o fen\u00f4meno durou aproximadamente 40 minutos at\u00e9 desaparecer completamente.<\/p>\n<p>Os pesquisadores dizem que devemos tomar cuidado com relatos desse tipo, j\u00e1 que existem <strong>fen\u00f4menos atmosf\u00e9ricos<\/strong> que podem enganar, mas h\u00e1 alguns ind\u00edcios de que as observa\u00e7\u00f5es de Emanuel foram reais. Primeiro, ele menciona que algumas nuvens passaram por baixo das auroras e, bom, ele sabia que o fen\u00f4meno teria a obriga\u00e7\u00e3o de ocorrer acima das nuvens devido a altitude. Em segundo lugar, o fen\u00f4meno surgiu da dire\u00e7\u00e3o da inclina\u00e7\u00e3o da agulha magn\u00e9tica e gerou listras brancas na dire\u00e7\u00e3o da fonte do campo.<\/p>\n<p>Para deixar a observa\u00e7\u00e3o ainda mais incontest\u00e1vel, o astr\u00f4nomo ainda observou as auroras atrav\u00e9s de um espectr\u00f3grafo, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de aparelho capaz de dividir a luz e obter o espectro do que voc\u00ea est\u00e1 observando. Os espectros aurorais mostram linhas de emiss\u00e3o, enquanto os espectros de luzes solares refletidas mostram linhas de absor\u00e7\u00e3o e o astr\u00f4nomo diz que encontrou evid\u00eancias da primeira op\u00e7\u00e3o naquela noite.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores chamam o fen\u00f4meno de \u201caurora espor\u00e1dica\u201d e parece que elas podem ocorrer mesmo em momentos de baixa atividade geomagn\u00e9tica. Ali\u00e1s, a pesquisa ainda mostra que essa n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que auroras s\u00e3o relatadas no Rio de Janeiro. H\u00e1 ind\u00edcios de que o astr\u00f4nomo portugu\u00eas Sanches Dort teria avistado essas luzes no c\u00e9u entre 1781 e 1788. Devem ter ocorrido em \u00e9pocas de elevada atividade magn\u00e9tica, mas n\u00e3o h\u00e1 como afirmar com confiabilidade de que eram realmente auroras.<\/p>\n<p>De qualquer forma, \u00e9 muito legal imaginar que as auroras j\u00e1 puderam ser vistas aqui mesmo no Brasil. Hoje em dia, a polui\u00e7\u00e3o luminosa exagerada dificultaria a vis\u00e3o, mas que seria interessante ver algo assim, seria demais.<\/p>\n<p>fonte: <a href=\"https:\/\/www.misteriosdoespaco.blog.br\/\">Mist\u00e9rios do Espa\u00e7o<\/a>.<\/p>\n<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fen\u00f4meno das auroras boreais ou austrais \u00e9 fant\u00e1stico. 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