{"id":1371283,"date":"2024-04-10T19:22:46","date_gmt":"2024-04-10T19:22:46","guid":{"rendered":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1371283"},"modified":"2026-03-25T16:33:24","modified_gmt":"2026-03-25T19:33:24","slug":"mulheres-e-poder-i-superando-dificuldades-mulheres-chefiam-maioria-dos-lares-goianienses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1371283","title":{"rendered":"Mulheres chefiam maioria dos lares goianienses"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n<p>Mais de 48% dos lares brasileiros t\u00eam mulheres como chefes de fam\u00edlia, isto \u00e9, como as principais respons\u00e1veis pelo sustento da casa e dos filhos. Em Goi\u00e2nia, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior do que a m\u00e9dia nacional: 53,3%; o que representa mais que o dobro do \u00edndice em 1995, quando a porcentagem de lares chefiados pela figura feminina era de apenas 25%. Os dados s\u00e3o do \u00faltimo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Apesar de a maioria dos domic\u00edlios goianienses serem chefiados por mulheres, elas ganham menos que os homens, sofrem maiores viol\u00eancias e continuam ocupando menos espa\u00e7os de poder. Pesquisadores entrevistados pelo\u00a0<strong>Jornal Op\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0explicam que o fen\u00f4meno pode ser explicado pelo desmerecimento da import\u00e2ncia, capacidade e autonomia feminina, em uma vis\u00e3o ainda atrelada a valores do passado.<\/p>\n<p>Denise Cristiane Gomes \u00e9 m\u00e3e solteira, tem uma filha de 12 anos, e conta como \u00e9 conciliar a carreira, os trabalhos dom\u00e9sticos e a cria\u00e7\u00e3o da filha. Ela mora em Hidrol\u00e2ndia, mas trabalha em Goi\u00e2nia. \u201cEu trabalho de segunda \u00e0 segunda. Dependo de uma tia, que \u00e9 a \u00fanica pessoa que tenho, e que me ajuda ficando com minha filha nos dias sem aula. Estou sempre muito cansada porque eu chego em casa \u00e0s 22h da noite, e apenas depois disso vou verificar como vai minha filha. O pai mora em outro pa\u00eds e s\u00f3 liga para reclamar de algo\u201d, conta.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7708\" src=\"https:\/\/entorno.jornalopcao.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Denise-Cristiane-Gomes-mae-solo-e-moradora-de-Hidrolandia-Foto-Arquivo.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Denise Cristiane Gomes, m\u00e3e solo e moradora de Hidrol\u00e2ndia. Foto: Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAo inv\u00e9s de auxiliar na educa\u00e7\u00e3o, o pai a dificulta\u201d, afirma Denise Cristine. \u201cQuando nos separamos, ele ficava com a guarda de minha filha a cada 15 dias, mas, desde que se casou novamente, tem sido ausente. Minha filha sempre reclamou por sentir saudades do pai.\u201d Apesar das dificuldades, Denise Cristiane Gomes \u00e9 uma amostra da enorme porcentagem de mulheres que chefiam o lar e criam os filhos sozinha.<\/p>\n<p>O IBGE divulgou tamb\u00e9m o n\u00famero m\u00e9dio de horas semanais dedicadas aos cuidados de pessoas e afazeres dom\u00e9sticos das pessoas a partir de 14 anos. Em Goi\u00e1s, homens dedicam pouco mais de 10 horas por dia (10,6), enquanto as mulheres t\u00eam quase o dobro de suas horas ocupadas (18,4). Al\u00e9m disso, as mulheres negras representam um percentual ainda maior, tendo quase 20 horas semanais dedicadas aos afazeres dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Ana Cristina Nassif Soares \u00e9 psic\u00f3loga cl\u00ednica e docente aposentada da Faculdade de Ci\u00eancias Humanas e Sociais (UNESP). Ela explica: \u201cO machismo come\u00e7ou quando se concretizou a propriedade privada da terra, no come\u00e7o da agricultura e pecu\u00e1ria, e quando os seres humanos deixam de ser n\u00f4mades e se fixam em estabelecimentos fixos. Nesse momento de revolu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, os homens come\u00e7am controlar a fertilidade das mulheres e passaram a ter recursos suficientes para se impor sobre suas vidas sexuais e reprodutivas. O objetivo final era evitar que suas heran\u00e7as e esfor\u00e7os fossem dedicados a criar um filho bastardo. Nesse momento, o homem come\u00e7a a se sentir dono da mulher e da prole\u201d, explica<\/p>\n<p>Estudiosa das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, ela explica que a monogamia come\u00e7a por uma quest\u00e3o meramente econ\u00f4mica e com o passar do tempo vai sendo abarcada pelas religi\u00f5es e pelo moralismo, dando origem ao patriarcado. \u201cEm geral, as religi\u00f5es perpetuam esses lugares, esses pap\u00e9is de que cabe ao homem manter a casa financeiramente e mandar nessa casa, tendo sempre a primeira e a \u00faltima palavra, nesse sentido de que ele sempre vai colocar ordem na casa. E a mulher, cabe a ela o lugar de criar os filhos, de cuidar da casa e cuidar desse marido\u201d.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7709\" src=\"https:\/\/entorno.jornalopcao.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Ana-Cristina-Nassif-Soares-psicologa-clinica-e-pesquisadora-das-relacoes-de-genero-Foto-Arquivo.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"509\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Cristina Nassif Soares, psic\u00f3loga cl\u00ednica e pesquisadora das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. | Foto: Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2022, o Instituto Mauro Borges (IMB) fez uma pesquisa sobre o perfil da mulher goiana. A popula\u00e7\u00e3o feminina em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade de Goi\u00e1s \u00e9 predominantemente negra (75% s\u00e3o de cor parda ou preta) e jovem (60% t\u00eam at\u00e9 34 anos). Do mesmo modo, a maioria das chefes de fam\u00edlia \u00e9 negra ou parda, com idade de 25 e 34 anos, e com pouco ou nenhum acesso ao ensino escolar. A baixa escolaridade reflete diretamente nas oportunidades de emprego.<\/p>\n<p>O IBGE tamb\u00e9m tra\u00e7ou o rendimento habitual dos trabalhos e raz\u00e3o de rendimentos das pessoas a partir de 14 anos. No Brasil, a m\u00e9dia salarial dos homens \u00e9 de R$ 2.920,00, enquanto das mulheres \u00e9 de R$ 2.303,00. Considerando as mulheres negras, a disparidade ainda \u00e9 maior porque elas recebem cerca de R$ 1.781,00.menta sobre a import\u00e2ncia de se reparar o que foi desmontado nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desigualdade no mercado de trabalho<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), em todos os anos da s\u00e9rie hist\u00f3rica, as mulheres apresentaram taxas de desocupa\u00e7\u00e3o mais altas, mas esse indicador tem ca\u00eddo, o que revela a entrada das mulheres no mercado de trabalho. Em 2012, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o feminina era de 6,5%, enquanto a masculina se situava em 4,0%.<\/p>\n<p>A partir de 2015, observa-se um aumento gradual da desocupa\u00e7\u00e3o em ambos os g\u00eaneros, intensificado a partir de 2020 com a pandemia da COVID-19. Em 2022, em termos relativos, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o feminina caiu de maneira mais intensa que a masculina, refletindo tamb\u00e9m na redu\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre os g\u00eaneros, que nesse caso foi de 3,3 pontos percentuais, a menor desde 2013. Em 2012, apenas 2,8% das mulheres ocupavam cargos de poder ou eram empregadoras; em 2022, a propor\u00e7\u00e3o saltou para 3,3%.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de jovens mulheres goianas entre 15 e 24 anos que n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham<br \/>\ne n\u00e3o participam de treinamentos apresentou tamb\u00e9m caiu significativa entre 2016 e 2022. Em 2016, a taxa feminina em quest\u00e3o, em Goi\u00e1s, era de 26,9%, enquanto a masculina se situava em 12,0%, uma diferen\u00e7a de 14,9 pontos percentuais (p.p.). Ao longo dos anos subsequentes, a propor\u00e7\u00e3o de jovens mulheres goianas entre 15 e 24 anos que n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham e n\u00e3o participam de treinamentos apresentou uma trajet\u00f3ria descendente, chegando a 19,5% em 2022, a menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7710\" src=\"https:\/\/entorno.jornalopcao.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Grafico_Proporcao-de-pessoas-de-15-a-24-anos-de-idade.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"333\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Propor\u00e7\u00e3o de pessoas de 15 a 24 anos de idade que n\u00e3o estudam, n\u00e3o est\u00e3o ocupados e n\u00e3o est\u00e3o em<br \/>\ntreinamento, por sexo, em Goi\u00e1s, 2016 a 2019 e 2022. | Foto: IBGE<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conselho estadual da mulher<\/strong><\/h2>\n<p>Rosi Guimar\u00e3es\u00a0\u00e9 presidente do Conselho Estadual da Mulher (Conem) em Goi\u00e1s e fala ao Jornal Op\u00e7\u00e3o sobre machismo estrutrual e medidas de combate \u00e0s viol\u00eancias e disparidades nas rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero. \u201cO machismo estrutural, \u00e9 a maneira pela qual as normas, valores, cren\u00e7as e institui\u00e7\u00f5es em uma sociedade s\u00e3o organizadas, perpetuando a desigualdade e os privil\u00e9gios masculinos em detrimento \u00e0s mulheres. Ele n\u00e3o se limita a atitudes individuais ou comportamentos espec\u00edficos, mas se refere a um sistema mais amplo que est\u00e1 arraigado nas estruturas sociais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e culturais\u201d.<\/p>\n<p>Como exemplo ela fala sobre o mercado de trabalho, onde os homens s\u00e3o vistos e j\u00e1 considerados como competitivos e dominantes, enquanto as mulheres devem ser passivas e voltadas para o cuidado com o lar e tarefas dom\u00e9sticas. Em casa, as mulheres ainda enfrentam uma divis\u00e3o desigual do trabalho dom\u00e9stico e de cuidados.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7711\" src=\"https:\/\/entorno.jornalopcao.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Rosi-Guimaraes-e-presidente-do-Conselho-Estadual-da-Mulher-Foto-Arquivo.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"412\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rosi Guimar\u00e3es\u00a0\u00e9 presidente do Conselho Estadual da Mulher. | Foto: Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAs mulheres que trabalham fora, quando chegam em casa, cabem a elas a tarefa dom\u00e9stica, sendo colocado ao parceiro, a quest\u00e3o de uma \u201cajuda\u201d, e n\u00e3o como uma divis\u00e3o de responsabilidades. Cabe \u00e0s m\u00e3es o trabalho de educar os filhos, irem \u00e0s reuni\u00f5es escolares, auxiliar nos deveres de casa, etc. N\u00e3o estou generalizando, mas sim colocando uma quest\u00e3o naturalizada e tida como refer\u00eancia na maioria dos lares\u201d, explica Rosi.<\/p>\n<p>De acordo com ela, o desafio enfrentado por mulheres chefes de fam\u00edlia \u00e9 a discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, dificuldade de concilia\u00e7\u00e3o trabalho-fam\u00edlia podem limitar as op\u00e7\u00f5es de emprego dispon\u00edveis para essas mulheres, bem como suas oportunidades de avan\u00e7o na carreira, por dificuldade em encontrarem empregos flex\u00edveis ou hor\u00e1rios de trabalho compat\u00edveis com suas responsabilidades familiares.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres chefes de fam\u00edlia frequentemente enfrentam quest\u00f5es de disparidades salariais e podem estar em maior risco de inseguran\u00e7a financeira devido \u00e0 falta de apoio adequado (pensa quando as crian\u00e7as adoecem; a aus\u00eancia de uma rede social bem como de pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas \u2013 creches p\u00fablicas ou dentro das empresas) e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o no local de trabalho. Isso pode tornar mais dif\u00edcil para elas sustentar suas fam\u00edlias e proporcionar um padr\u00e3o de vida adequado para seus filhos\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Para as maes solo, ou seja, mulheres que s\u00e3o as \u00fancias provedoras e cuidadoras de seus filhos, essa carga pode ser ainda mais intensa e desafiadora. \u201cVemos constantemente e precisamos falar sobre isso, o estresse e a exaust\u00e3o. Quando atribu\u00edmos a esta m\u00e3e, o recorte de m\u00e3es at\u00edpicas, fica mais profunda \u00e0 discuss\u00e3o; falta de tempo para si mesmas; press\u00e3o financeira e isolamento social tamb\u00e9m s\u00e3o problemas do dia-a-dia\u201d, pontua Rosi.<\/p>\n<p>Em Goi\u00e1s, o Conselho Estadual da Mulher tem acompanhado os Programas sociais que buscam alcan\u00e7ar as mulheres consideradas em vulnerabilidade social, que se recorrem aos programas assistenciais por meio do cadastro \u00fanico envolvendo indicadores sociais. Rosi destaca o Goi\u00e1s Social, onde por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social apresenta o Programa M\u00e3es de Goi\u00e1s, que concede uma transfer\u00eancia de renda no valor de R$ 250,00, \u00e0s mulheres que possuem filhos em idade at\u00e9 07 anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cita o Programa Cr\u00e9dito Social desenvolvido pela Secretaria da Retomada, que qualifica profissionalmente e estimula que estas m\u00e3es em perfil social vulner\u00e1vel possam empreender e obterem uma renda dentro da sua pr\u00f3pria casa ou de forma a contemplar e deixar compat\u00edveis o hor\u00e1rio, esta gera\u00e7\u00e3o de renda e cuidados domest\u00edcos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mulheres negras<\/strong><\/h2>\n<p>Sonia Cleide mora em Goi\u00e2nia, \u00e9 m\u00e3e do Daniel, fundadora do Grupo de Mulheres Negras Malunga (1998), uma das fundadoras da Articula\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e foi Superintendente de Igualdade Racial de Goi\u00e1s de 2009 a 2011. Hoje \u00e9 candidata a vereadora pela cidade de Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>\u201cSou uma mulher preta, l\u00e9sbica, sou casada e estou cotidianamente na luta antirracista e antimachista. Na pol\u00edtica, enfrentei uma barra muito grande com essa quest\u00e3o de n\u00e3o ter uma fam\u00edlia tradicional. Fiz um v\u00eddeo mostrando minha fam\u00edlia, que \u00e9 meu filho e minha companheira, e muitas pessoas criticaram. Elas acham que a mulher precisa sempre ter um homem ao lado, um marido. Parece que voc\u00ea s\u00f3 \u00e9 mulher quando \u00e9 acompanhada de um homem\u201d, conta Sonia.<\/p>\n<p>Ela conta tamb\u00e9m que \u00e9 constantemente criticada por ter um filho gay. \u201cMuitas dizem que meu filho virou gay porque n\u00e3o tinha uma refer\u00eancia de homem em casa. Eu tenho que explicar que ningu\u00e9m vira gay, mas nasce assim. Ent\u00e3o, esse preconceito \u00e9 algo que pesa muito e tenho combatido dia-a-dia. Porque a gente pode ser o que a gente quer. A mulher pode ser o que quer, casar com quem quiser e viver como achar melhor\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Sonia, foram muitas as amea\u00e7as e viol\u00eancias, tendo que recoler \u00e0 Pol\u00edcia Civil para registrar um boletim de ocorr\u00eancia. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio levar informa\u00e7\u00e3o e estar sempre conversando com essas mulheres. A forma\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 nossa ferramenta de mudan\u00e7a para que as mulheres ocupem cada vez mais esses espa\u00e7os\u201d, conclui. <strong><em>(Giovanna Campos)<\/em><\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-7712\" src=\"https:\/\/entorno.jornalopcao.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Sonia-Cleide-fundadora-do-Grupo-de-Mulheres-Negras-Malunga-Foto-Arquivo.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"465\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sonia Cleide, fundadora do Grupo de Mulheres Negras Malunga | Foto: Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/entorno.jornalopcao.com.br\/\">Jornal Op\u00e7\u00e3o | Entorno<\/a>.<\/p>\n<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 48% dos lares brasileiros t\u00eam mulheres como chefes de fam\u00edlia, isto \u00e9, como&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1380014,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8229,8197,8215],"tags":[],"class_list":["post-1371283","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comportamento","category-conhecimento-e-curiosidades","category-pessoas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1371283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1371283"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1371283\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1380015,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1371283\/revisions\/1380015"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1380014"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1371283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1371283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1371283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}