{"id":1252021,"date":"2020-12-14T09:56:37","date_gmt":"2020-12-14T12:56:37","guid":{"rendered":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1252021"},"modified":"2026-04-14T15:14:46","modified_gmt":"2026-04-14T18:14:46","slug":"uma-semana-com-daniken-no-peru-por-lalla-barretto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bocudo.com\/?p=1252021","title":{"rendered":"Uma semana com D\u00e4niken no Peru, por Lall\u00e1 Barretto."},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1295188\" src=\"https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-scaled.webp\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1703\" srcset=\"https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-scaled.webp 2560w, https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-600x399.webp 600w, https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-1024x681.webp 1024w, https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-768x511.webp 768w, https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-1536x1022.webp 1536w, https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/9910c50bd3db54485ed68f93f5254e9f-240995368-30621490-data-2048x1363.webp 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\"><em>O artigo das p\u00e1ginas seguintes \u00e9 o relato oferecido por uma participante da viagem, a historiadora Lall\u00e1 Barretto, que tamb\u00e9m \u00e9 consultora da Revista UFO. Ela descreve as principais atividades realizadas pelo grupo ao lado de D\u00e4niken, que, mesmo com 80 anos de idade e sem nunca ter feito algo semelhante, achou a aventura inesquec\u00edvel. Como todos os demais.<\/em><\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">A Viagem de Explora\u00e7\u00e3o Ufo-arqueol\u00f3gica ao Peru, proposta pela Revista UFO em parceria com a Terra Inca Operadora de Turismo, foi um sucesso do come\u00e7o ao fim. Desde logo a expedi\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o de muita gente: seria um tour pelo Peru com visitas a Lima, a secular capital peruana; Ica, onde se encontra um persistente enigma da arqueologia, as famosas Pedras de Ica; Paracas, onde est\u00e1 a cultura dos cr\u00e2nios alongados, suspeitos de serem alien\u00edgenas; e finalmente Nazca, com suas linhas e desenhos inexplic\u00e1veis, divulgados por Erich von D\u00e4niken em seu primeiro bestseller mundial, Eram os Deuses Astronautas? [Edi\u00e7\u00f5es Melhoramentos, 1968].<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">O diferencial proposto por UFO e Terra Inca em seus an\u00fancios foi justamente a presen\u00e7a de von D\u00e4niken como guia e conferencista durante uma semana. O pacote tamb\u00e9m divulgava a presen\u00e7a do uf\u00f3logo A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO, e do escritor Alcione Giacomitti, diretor da Terra Inca. E ainda compareceram \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o o perito criminal Toni Inajar Kurowski e o folclorista e autor Walcyr Monteiro, ambos consultores da UFO, para n\u00e3o deixar d\u00favidas quanto \u00e0 seriedade do interesse ufol\u00f3gico da viagem. E como Ufologia rima com espiritualidade, o programa inclu\u00eda o xam\u00e3 M\u00e1rio Salomon C\u00e1ceres, ou apenas \u201cM\u00e1rio Puma\u201d, e sua filha Hiromy Gandhy C\u00e1ceres, como guias do grupo \u2014 sua experi\u00eancia nestas ocasi\u00f5es \u00e9 enorme. Sinceramente, pensei inicialmente que essa seria a parte chata da viagem, com a realiza\u00e7\u00e3o de rituais sagrados mais ou menos \u201cencomendados para turistas\u201d. Mas os xam\u00e3s existem de verdade e eu nem imaginava que tinham um poder t\u00e3o eficaz.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Assim, o programa era imperd\u00edvel para as 50 pessoas que se encontraram na madrugada de 15 de agosto no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ponto de partida da expedi\u00e7\u00e3o, rumo a Lima, capital do Peru e primeira etapa da viagem. L\u00e1 chegando, o xam\u00e3 M\u00e1rio Puma nos recebeu e logo mostrou as fun\u00e7\u00f5es que desempenharia, colocando em movimento uma poderosa energia ao chamar a todos de \u201clinda gente\u201d, express\u00e3o que usaria sempre ao se dirigir ao grupo \u2014 ela se tornou uma identifica\u00e7\u00e3o ou palavra-chave para n\u00f3s, como um mantra. A\u00ed ocorreu o que raramente acontece: o congra\u00e7amento entre as pessoas presentes, que imprimiu uma magia a mais ao que j\u00e1 prometia ser uma viagem inesquec\u00edvel. Todos os participantes inscritos foram despertados ou interpelados de alguma forma pela publica\u00e7\u00e3o de Eram os Deuses Astronautas? e livros subsequentes de Erich von D\u00e4niken, que levaram ao surgimento de incont\u00e1veis uf\u00f3logos mundo afora e abriu uma nova era de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a hip\u00f3tese da presen\u00e7a extraterrestre em nosso passado.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\"><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Troca de informa\u00e7\u00f5es<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">O grupo foi formado por pessoas de todo o pa\u00eds e com interesses variados dentro da Ufologia e \u00e1reas conexas. Havia aqueles egressos da Ufologia Cient\u00edfica e, tamb\u00e9m, muitos interessados pela vertente espiritualista do Fen\u00f4meno UFO, o que conferiu \u00e0 viagem uma grande e rica troca de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos. A expedi\u00e7\u00e3o foi definida como de estudo, mas tamb\u00e9m foi de lazer. Passeamos por Lima, descobrindo a parte hist\u00f3rica da cidade, e tamb\u00e9m a gastronomia peruana no primeiro almo\u00e7o realizado no bel\u00edssimo restaurante Rosa N\u00e1utica, instalado em um p\u00eder que avan\u00e7a sobre o Oceano Pac\u00edfico. Naquela e na noite seguinte dormimos no Hotel Sheraton.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">No Rosa N\u00e1utica, entre as especialidades oferecidas a todos estavam o ceviche, feito de peixe cru marinado, que entrou definitivamente no card\u00e1pio do grupo, e o pisco sauer, bebida t\u00edpica \u00e0 base de uma aguardente, o pisco, feita de uva. Foi logo adotado como o aperitivo oficial do grupo. Mas o Peru tamb\u00e9m \u00e9 terra de vinhos, que o editor Gevaerd pesquisou e apresentou durante a viagem, dando \u00f3timas dicas para os n\u00e3o especialistas.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1326\" src=\"https:\/\/lallabarretto.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/1-5.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"221\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Algumas das impressionantes linhas de Nazca: o Beija- Flor. Os sinais s\u00e3o feitos sobre areia e rocha do plat\u00f4 de Jumana, sem que se saiba como s\u00e3o conservados h\u00e1 s\u00e9culos. (cr\u00e9dito: ARQUIVO TERRA INCA)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Entre piscos e ceviches, a viagem foi ficando cada hora mais animada conforme o grupo se unia e novos lugares eram conhecidos. Muita alegria e desejo de conhecimento tomaram os presentes do come\u00e7o ao fim, pois foram in\u00fameras as possibilidades de conversas e trocas de informa\u00e7\u00f5es durante os longos trajetos de \u00f4nibus, nas refei\u00e7\u00f5es e visitas aos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos peruanos. Nos hot\u00e9is em que ficamos, todos de primeira linha, tivemos palestras e debates pol\u00eamicos com von D\u00e4niken e ainda os com Gevaerd, Giacomitti e Kurowski a respeito de temas atuais da Ufologia.<\/p>\n<p>Ainda em Lima, logo na primeira noite, nosso grupo foi recebido para um jantar de confraterniza\u00e7\u00e3o no Clube da Aeron\u00e1utica, por militares da ativa e da reserva da For\u00e7a A\u00e9rea Peruana (FAP), que participam ativamente das pesquisas ufol\u00f3gicas oficiais do Fen\u00f4meno UFO no pa\u00eds, J\u00falio Chamorro Flores e Ricardo Ceballos. Acompanhando-nos na ocasi\u00e3o tamb\u00e9m estavam o contatado As\u00eds e o advogado Anthony Choy, correspondente internacional da Revista UFO em seu pa\u00eds. O jantar foi uma atividade formal da viagem, para que os participantes conhecessem como s\u00e3o realizadas as investiga\u00e7\u00f5es de avistamentos ufol\u00f3gicos por civis e militares no pa\u00eds. Erich von D\u00e4niken tamb\u00e9m se dirigiu ao grupo com entusiasmo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\"><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Noite de estrelas<\/span><\/strong><\/p>\n<p>No dia seguinte seguimos de \u00f4nibus ao sul do Peru, precisamente a Ica, onde a viagem teve momentos de grande emo\u00e7\u00e3o. L\u00e1, um dos pontos altos da grande aventura foi outro jantar, este organizado sobre as areias do Deserto de Ica, em uma noite coalhada de estrelas e com um buffet maravilhoso preparado pela equipe de chefs do Hotel Las Dunas, onde nos hospedamos. Chegamos ao topo das intermin\u00e1veis dunas em buggies que ondulavam a toda velocidade sobre as areias do deserto. Durante o jantar, um conjunto de m\u00fasicos peruanos animou a noite com um repert\u00f3rio de m\u00fasicas tradicionais ao som de flautas e, abrindo a percep\u00e7\u00e3o de mundos invis\u00edveis, todos dan\u00e7aram e conversaram muito, aprofundando as rela\u00e7\u00f5es de amizade.<\/p>\n<p>Aos poucos fomos descobrindo Erich von D\u00e4niken, uma surpreendente lenda viva, com milh\u00f5es de livros publicados e f\u00e3s em todo o mundo. \u201cErich\u201d, dizia ele. \u201cChamem-me apenas de Erich\u201d. Apesar dos 80 anos de idade, em nada ele parecia um idoso: chegava a ter mais f\u00f4lego para caminhar sobre os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos do que aqueles que tinham metade de sua idade. O su\u00ed\u00e7o, que realiza mais de 60 palestras por ano em in\u00fameros pa\u00edses, revelou que era a primeira vez em sua vida que fazia uma excurs\u00e3o com um grupo como o nosso para locais de interesse ufoarqueol\u00f3gico. Quando soubemos disso, sentimo-nos ainda mais privilegiados com sua companhia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">O grupo foi formado por pessoas de todo o pa\u00eds e com interesses variados dentro da Ufologia e \u00e1reas conexas. Havia aqueles egressos da Ufologia Cient\u00edfica e, tamb\u00e9m, muitos interessados pela vertente espiritualista do Fen\u00f4meno UFO<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Ao contr\u00e1rio do que se poderia esperar de um vision\u00e1rio, desbravador do passado e anunciador do futuro da humanidade, Erich se mostrou um homem pragm\u00e1tico, com os p\u00e9s bem fincados no ch\u00e3o e um vulc\u00e3o em erup\u00e7\u00e3o o tempo todo. Homem forte, atarracado, com olhos grandes e bem abertos, ocupado por uma atividade mental em constante e vis\u00edvel ebuli\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 um not\u00edvago e aparecia para o grupo geralmente depois do meio-dia. Nosso mais jovem companheiro de viagem, Felipe Marcel, do Rio de Janeiro, experimentou o lado sistem\u00e1tico dele logo no come\u00e7o da expedi\u00e7\u00e3o. Ge\u00f3grafo rec\u00e9m-formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcel exibia sua \u00e2nsia de conhecimento fervilhando de perguntas e ideias tratadas com Erich.<\/p>\n<p>Ele sentou-se certa tarde com o su\u00ed\u00e7o, que lhe disse, sem rodeios, que devia fazer a barba e ir trabalhar, \u201cporque Ufologia n\u00e3o d\u00e1 camisa a ningu\u00e9m\u201d. Marcel se surpreendeu, mas Erich ent\u00e3o continuou contando que, antes de herdar uma cadeia de hot\u00e9is, trabalhou como porteiro, faxineiro, camareiro e cozinheiro, exercendo todas as fun\u00e7\u00f5es at\u00e9 ficar apto a dirigir a heran\u00e7a familiar. Nosso amigo carioca, entre surpreso e divertido, fez a barba no dia seguinte e tirou as consequ\u00eancias do conselho: entendeu que faz parte da paix\u00e3o pelo conhecimento promover os meios materiais de seu estudo e pesquisa, incluindo a sobreviv\u00eancia do pesquisador.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Swiss time<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Com Erich von D\u00e4niken dando o tom da viagem, tudo foi dentro de seu pontual\u00edssimo swiss time \u2014 nada de atrasos ou imprevistos. \u201cRel\u00f3gios s\u00e3o para serem usados\u201d, disse mostrando o seu pr\u00f3prio, que ganhou do astronauta norte-americano Buzz Aldrin e no qual est\u00e1 gravado \u201cApollo 11, 1969\u201d. Mas ao lado deste pragmatismo e desta vis\u00e3o terrena das coisas, a paix\u00e3o de questionar verdades estabelecidas \u00e9 o que mais caracteriza Erich. Ele conta que sua obsess\u00e3o pela Ufoarqueologia apareceu ainda na inf\u00e2ncia, no internato jesu\u00edta onde foi educado. Ali aprendeu grego e latim traduzindo trechos da B\u00edblia. Sendo uma crian\u00e7a religiosa, o pequeno tinha sua pr\u00f3pria ideia sobre Deus, que deveria possuir certos atributos, como n\u00e3o mentir ou n\u00e3o errar. Por\u00e9m, alguma coisa n\u00e3o estava certa para ele. \u201cPor que esse Deus todo-poderoso precisaria mandar Mois\u00e9s construir muralhas para proteger os homens do perigo de um contato direto com ele?\u201d, insistia em suas palestras ao nosso grupo.<\/p>\n<p>A partir desse questionamento, logo em sua inf\u00e2ncia, toda sua leitura da B\u00edblia foi modificada e o levou a ver outros livros sagrados da humanidade sob um ponto de vista totalmente novo, culminando na famosa Teoria dos Antigos Astronautas \u2014 logo na adolesc\u00eancia ele passou a recolher evid\u00eancias em todo o mundo que comprovariam a origem extraterrestre da humanidade e da cultura humana, e nunca mais parou. \u00c9 justamente esta paix\u00e3o de questionar que ele quer transmitir a quem o ouve. Para Erich von D\u00e4niken, n\u00e3o \u00e9 importante que sua teoria esteja certa. O que importa \u00e9 ousar fazer novas rela\u00e7\u00f5es sobre os vest\u00edgios deixados pelos homens no passado remoto da humanidade. Por isso acha que todas as hip\u00f3teses existentes s\u00e3o boas, pois sempre trazem \u00e0 luz aspectos diferentes da origem extraterrestre do homem.<\/p>\n<p>Ele tem a sua, na qual acredita firmemente e transmite rigorosamente. Ao longo da viagem, entre Lima, Ica e Nazca, foram cinco palestras interessant\u00edssimas e esclarecedoras oferecidas por Erich von D\u00e4niken ao nosso grupo, todas ilustradas abundantemente com fotografias e filmes sensacionais alicer\u00e7ando sua teoria. Todas as suas fontes de consulta s\u00e3o rigorosamente indicadas, sejam as pir\u00e2mides maias ou eg\u00edpcias, o Livro de Enoch ou o Mahabarata, s\u00f3 para citar algumas. E todas as suas afirma\u00e7\u00f5es podem ser verificadas, primeira exig\u00eancia do rigor cient\u00edfico.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">\u201cMas de onde tirei isso?\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A paix\u00e3o pelo conhecimento leva Erich a dar uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 transmiss\u00e3o de sua teoria. A intera\u00e7\u00e3o que estabeleceu com Carlos Casalicchio, consultor da Revista UFO e tradutor de suas palestras, deixava claro que ele controlava a fidelidade das tradu\u00e7\u00f5es. Casalicchio aceitou com intelig\u00eancia e sensibilidade o desafio de converter para o portugu\u00eas suas confer\u00eancias e bate-papos informais. O su\u00ed\u00e7o \u00e9 poliglota, fala o dialeto su\u00ed\u00e7o-alem\u00e3o, o alem\u00e3o, franc\u00eas e o ingl\u00eas, al\u00e9m de grego e latim. \u00c9 capaz de perceber quando uma tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fiel, o que n\u00e3o foi o caso com Casalicchio, mas ficou o tempo todo atento.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1327\" src=\"https:\/\/lallabarretto.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/2-3.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"440\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>D\u00e4niken segura uma edi\u00e7\u00e3o da Revista UFO, publica\u00e7\u00e3o da qual ele foi um dos grandes inspiradores, e constata a sua qualidade gr\u00e1fica. (cr\u00e9dito: ARQUIVO UFO)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Erich von D\u00e4niken tamb\u00e9m disse que l\u00ea todas as tradu\u00e7\u00f5es de seus livros, que s\u00e3o in\u00fameras. Quando perguntei a ele se se considerava um contatado, disse-me, entre outras coisas, que frequentemente, ao reler suas obras traduzidas, ficava se perguntando como p\u00f4de ter tais ideias e se pergunta: \u201cMas de onde eu tirei isso?\u201d [Veja box]. Ele informa que suas fontes s\u00e3o as mesmas de outros investigadores do passado da humanidade, mas as rela\u00e7\u00f5es que estabelece entre elas \u00e9 que s\u00e3o diferentes \u2014 e, \u00e0s vezes, n\u00e3o sabe bem como. Depois das palestras, geralmente nos fins da tarde, Erich se sentava em algum lugar agrad\u00e1vel dos \u00f3timos hot\u00e9is em que ficamos hospedados.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Permanecia ali tomando vinho e fumando com Wera Boss, sua tradutora em viagens anteriores e tamb\u00e9m participante do grupo, e Ram\u00f3n Zuercher, seu secret\u00e1rio particular, que ele faz quest\u00e3o que o acompanhe a qualquer viagem. A presen\u00e7a permanente de Wera ao seu lado demonstrou ainda mais a import\u00e2ncia dada por D\u00e4niken \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o com o grupo. Qualquer um poderia se sentar e conversar com ele, pois l\u00e1 estava Wera, al\u00e9m de Casalicchio, para ajudar. E Zuercher, sempre pronto para facilitar todas as trocas com D\u00e4niken. Entrementes, \u00edamos fazendo as visitas previstas e imprevistas aos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, outros grandes objetivos da viagem.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">As Pedras de Ica<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Ainda em Ica, visitamos o incomum Museu Cient\u00edfico Javier Cabrera Darqu\u00e9a, nome do m\u00e9dico e cirurgi\u00e3o peruano que estudou as famosas Pedras de Ica durante 35 anos, em meio a uma pol\u00eamica que persiste at\u00e9 hoje. O doutor Cabrera reuniu mais de 5.000 artefatos gravados de maneira inusitada, guardados at\u00e9 hoje de forma prec\u00e1ria no pequeno e apertado museu, mantido por seu filho, Ernesto Cabrera. Este nos recebeu calorosamente no ex\u00edguo espa\u00e7o e fez uma palestra interessant\u00edssima sobre as pedras e a pol\u00eamica que envolve sua autenticidade e antiguidade.<\/p>\n<p>As famosas Pedras de Ica fazem parte do riqu\u00edssimo patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico do Peru e come\u00e7aram a aparecer em 1961, j\u00e1 carregadas do mist\u00e9rio, at\u00e9 hoje n\u00e3o resolvido, sobre quem as teria feito, com qual prop\u00f3sito e quando. Esse enigma tem tudo a ver com Ufologia, na medida em que as pedras parecem indicar a presen\u00e7a na Terra de seres vindos do espa\u00e7o e vivendo em intera\u00e7\u00e3o com seres humanos criados por eles. \u00c9 algo que praticamente toda a tradi\u00e7\u00e3o oral e a antiga mitologia pr\u00e9-colombiana indicam: a exist\u00eancia de numerosas culturas que a\u00ed floresceram e morreram, frequentemente associadas \u00e0 casu\u00edstica ufol\u00f3gica. H\u00e1 at\u00e9 mesmo a hip\u00f3tese da exist\u00eancia de uma humanidade pr\u00e9-diluviana descrita nas pedras, que as descobertas arqueol\u00f3gicas dos \u00faltimos 20 anos n\u00e3o param de corroborar. Tais informa\u00e7\u00f5es as Pedras de Ica, se forem mesmo aut\u00eanticas, relatam desde a d\u00e9cada de 60 aos ouvidos surdos da arqueologia oficial.<\/p>\n<p>Poucos achados arqueol\u00f3gicos sofreram tanto com a gan\u00e2ncia e a vaidade humanas quanto as Pedras de Ica. A legisla\u00e7\u00e3o peruana, no cuidado de proteger seu tesouro, pro\u00edbe o com\u00e9rcio de artefatos encontrados em seu subsolo \u2014 quem vender itens desta natureza incorre em grave delito e se arrisca \u00e0 pris\u00e3o. Mesmo assim, os camponeses da regi\u00e3o comercializavam as pedras livremente com colecionadores e interessados de v\u00e1rios pa\u00edses. Logo foram surgindo as c\u00f3pias, feitas por habilidosos \u2014 e \u00e0s vezes nem tanto \u2014 artes\u00f5es locais. Assim, coniv\u00eancias e cumplicidades preferiram fazer \u201cvistas grossas\u201d quanto \u00e0s falsifica\u00e7\u00f5es para evitar a comercializa\u00e7\u00e3o indevida do patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Humanidade anterior \u00e0 nossa<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A Arqueologia Peruana \u00e9 uma das melhores do mundo e vem evitando entrar na pol\u00eamica. Nunca se pronunciou oficialmente sobre a autenticidade das Pedras de Ica e nunca reconheceu publicamente seu valor arqueol\u00f3gico. Com a campanha de descr\u00e9dito dos artefatos, ficou combinado que eles haviam sido feitos por um campon\u00eas \u2014 ele teria produzido mais de 10.000 pedras com s\u00edmbolos e desenhos veiculando um conhecimento cient\u00edfico avan\u00e7ado em todas as \u00e1reas do saber humano. S\u00f3 que n\u00e3o. Ora, se assim fosse, e se n\u00e3o fosse por mais nada, o suposto ex\u00edmio artes\u00e3o deveria ter estudado muito a natureza humana pela surpreendente capacidade t\u00e9cnica e art\u00edstica demonstrada. Mas \u00e9 claro que n\u00e3o \u00e9 por a\u00ed.<\/p>\n<p>O resultado desta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 que as Pedras de Ica s\u00f3 foram estudadas mesmo por Cabrera Darqu\u00e9a e nunca foram objeto de qualquer projeto de pesquisa, embora diversas an\u00e1lises das mesmas venham afirmando, ao longo dos tempos, sua autenticidade. Que as pedras tenham milhares ou milh\u00f5es de anos, pouco importa. O que fica claro \u00e9 que, em algum momento ainda a ser definido, uma civiliza\u00e7\u00e3o desaparecida, ou seus descendentes, acharam necess\u00e1rio deixar o testemunho de uma humanidade anterior \u00e0 nossa vivendo em um momento em que a Terra era bem diferente do planeta que conhecemos hoje.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">As pedras de Ica fazem parte do riqu\u00edssimo patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico do Peru e come\u00e7aram a aparecer em 1961, j\u00e1 carregadas do mist\u00e9rio, at\u00e9 hoje n\u00e3o resolvido, sobre quem as teria feito, com qual prop\u00f3sito e quando. Elas t\u00eam tudo a ver com Ufologia.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">O principal problema da data\u00e7\u00e3o e autenticidade das Pedras de Ica reside no fato de que as figuras humanas retratadas mostram uma conforma\u00e7\u00e3o f\u00edsica diferente da do homem atual, ao mesmo tempo em que apresentam animais h\u00e1 muito tempo extintos no planeta, como dinossauros, retratados em plena conviv\u00eancia com o homem. Esse dado sugere que os artefatos foram gravados na Era Mesozoica, quando os estranhos animais apresentados viviam no planeta e ainda n\u00e3o havia homens por aqui, e revelam conhecimento sobre sua biologia, comprovados pela paleontologia atualmente.<\/p>\n<p>A leitura feita pelo doutor Javier Cabrera Darqu\u00e9a demonstra que o Homem gliptol\u00edtico, como chamava a humanidade que deixou seu testemunho nas pedras, tinha um funcionamento mental diferente do nosso Homem p\u00f3s-diluviano. Eles exploravam capacidades cognitivas do c\u00e9rebro humano que deixamos de usar, desenvolvendo outras capacidades talvez desconhecidas para eles \u2014 teria sido uma humanidade diferente da nossa. Lembremos que, at\u00e9 os incas, tais sociedades ignoravam a roda e desenvolveram sem ela um conhecimento cient\u00edfico menos mec\u00e2nico, mais ligado a uma capacidade \u2014 que Cabrera sugere como cerebral \u2014 de controlar e manipular energias, notadamente a solar.<\/p>\n<p>Examinando as Pedras de Ica, Cabrera Darqu\u00e9a descobriu, pela repeti\u00e7\u00e3o dos motivos representados, que os temas s\u00e3o tratados em s\u00e9ries consecutivas, como p\u00e1ginas de um livro. O Homem gliptol\u00edtico teria comunicado \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras o seu conhecimento de astronomia, biologia, medicina etc naqueles artefatos, inclusive com informa\u00e7\u00f5es estarrecedoras sobre transplantes de \u00f3rg\u00e3os, bot\u00e2nica, antropologia, astronomia, geografia, s\u00f3 para citar algumas \u00e1reas.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Cr\u00e2nios alongados<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Saindo do Museu Cient\u00edfico Javier Cabrera Darqu\u00e9a, fomos direto ao Museu Regional de Ica, onde se encontram os enigm\u00e1ticos cr\u00e2nios alongados que t\u00eam causado muita pol\u00eamica na arqueologia. Tais cr\u00e2nios est\u00e3o associados \u00e0 Cultura Paracas, que floresceu naquela regi\u00e3o peruana entre 700 a.C. e 200 d.C. e seriam o resultado de uma deforma\u00e7\u00e3o proposital e possivelmente ritual\u00edstica do cr\u00e2nio humano, segundo a arqueologia oficial. \u00c9 bem verdade que algumas outras culturas terrestres tamb\u00e9m praticavam o alongamento do cr\u00e2nio. Mas isso s\u00f3 refor\u00e7a a hip\u00f3tese da presen\u00e7a extraterrestre na Terra para o costume, na medida em que o alongamento seria feito para imitar os colonizadores alien\u00edgenas que chegavam ao planeta naqueles tempos, tidos como deuses pelos homens pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Dentre os cr\u00e2nios encontrados em Paracas estariam tamb\u00e9m os de alien\u00edgenas? Ainda n\u00e3o sabemos, pois nenhuma an\u00e1lise de DNA apresentou resultados de proced\u00eancia inequ\u00edvoca \u2014 muitos afirmam que testes foram feitos atestando a origem n\u00e3o-humana dos cr\u00e2nios, mas n\u00e3o comprovam os resultados mostrando documentos laboratoriais. Por\u00e9m, no citado museu encontramos a prova material de que a ci\u00eancia cir\u00fargica comunicada pelo Homem gliptol\u00edtico de Cabrera Darqu\u00e9a nas Pedras de Ica foi efetivamente praticada. Cr\u00e2nios foram encontrados com marcas de cirurgia no c\u00e9rebro e indica\u00e7\u00f5es de sobrevida do paciente ap\u00f3s as opera\u00e7\u00f5es. Sem d\u00favidas, a visita a ambos os museus, guiada pelo xam\u00e3 M\u00e1rio Puma, mostrou ao grupo uma impressionante intera\u00e7\u00e3o entre as culturas.<\/p>\n<p>A viagem a Paracas, 100 km a leste de Ica, nas margens do Oceano Pac\u00edfico, tamb\u00e9m valeu por outro ponto alto da expedi\u00e7\u00e3o: o m\u00e1gico passeio feito em velozes lanchas at\u00e9 as Ilhas Ballestas, um santu\u00e1rio de vida marinha na costa peruana. No caminho tivemos o primeiro contato com um geoglifo, o famoso Candelabro, um monumental desenho de 170 m de largura por cerca de 250 m de altura gravado no flanco de uma montanha que afunda no oceano e que se observa a partir do mar. A beleza da obra, cuja origem tamb\u00e9m tem seus mist\u00e9rios, combinou-se com a encanto natural da regi\u00e3o, tornando o passeio extasiante e \u00fanico. Mar adentro, chegamos \u00e0s ilhas e nelas vimos pelicanos, le\u00f5es marinhos, focas e pinguins dentre as mais de 200 esp\u00e9cies de aves que l\u00e1 vivem. O parque de prote\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 tamb\u00e9m o local onde se produz o guano, fertilizante natural explorado pelo governo peruano.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Linhas de Nazca<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Dias depois a viagem continuaria at\u00e9 seu destino final, Nazca, 150 km a oeste de Ica, onde est\u00e3o as famosas Linhas de Nazca, descobertas encravadas no \u00e1rido solo de areia e rochas pela pesquisadora alem\u00e3 Maria Reiche, quase que por acidente. As linhas s\u00e3o um conjunto de geoglifos antigos localizados no Deserto de Nazca \u2014 ou Nasca, como grafam os peruanos. Eles foram designados como patrim\u00f4nio mundial da humanidade pela Unesco em 1994. O planalto onde est\u00e3o se estende por mais de 80 km entre as cidades de Nazca e Palpa, nos Pampas de Jumana, cerca de 400 km ao sul de Lima. Embora alguns geoglifos locais lembrem a Cultura Paracas, estudiosos acreditam que as linhas foram criadas pela Civiliza\u00e7\u00e3o Nazca entre 400 e 650 d.C.<\/p>\n<p>Elas s\u00e3o desenhos rasos feitos no ch\u00e3o, removendo-se as pedras avermelhadas onipresentes na regi\u00e3o e descobrindo o solo esbranqui\u00e7ado abaixo. Centenas s\u00e3o simples linhas ou formas geom\u00e9tricas, com mais de 70 desenhos de animais, aves, peixes ou figuras humanas \u2014 os maiores t\u00eam mais de 200 m de di\u00e2metro. Estudiosos divergem quanto \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o dos efeitos dos projetos, mas geralmente lhes atribuem significado religioso. Devido ao clima seco, sem vento e est\u00e1vel, a maior parte das linhas foi preservada. Extremamente raras, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem alterar temporariamente os projetos em geral, mas eles voltam ao normal.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1328\" src=\"https:\/\/lallabarretto.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3-3.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"248\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>O contatado peruano As\u00eds relata suas experi\u00eancias ufol\u00f3gicas no jantar com o grupo no Clube da Aeron\u00e1utica. (cr\u00e9dito: ARQUIVO UFO)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Chegar, finalmente, ao objetivo maior da viagem foi um \u00eaxtase para o grupo. Viemos para ver e sobrevoar as Linhas de Nazca, mas descobrimos tamb\u00e9m outros s\u00edtios arqueol\u00f3gicos fora do programa, que quisemos visitar no tempo livre antes do sobrevoo, que se deu com grupos de cerca de 15 pessoas por vez, capacidade m\u00e1xima dos avi\u00f5es Cessna Super Caravan, de asas altas, usados para a observa\u00e7\u00e3o dos impressionantes geoglifos. As centenas de figuras individuais variam em complexidade a partir de simples linhas at\u00e9 beija-flores estilizados, aranhas, macacos, peixes, tubar\u00f5es ou orcas, lhamas e lagartos. Mas pudemos ver apenas umas duas d\u00fazias de sinais no solo, durante os 45 minutos de dura\u00e7\u00e3o do voo.<\/p>\n<p>Entre os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos explorados fora do programa da expedi\u00e7\u00e3o estavam, primeiro, um enorme aqueduto Nazca que desce da Cordilheira dos Andes. \u00c9 muito anterior aos pr\u00f3prios incas, datando de 2.000 a.C., e uma impressionante obra de engenharia da mesma civiliza\u00e7\u00e3o que fez as linhas, datada de 2.000 a.C. e que forneceu \u00e1gua \u00e0 regi\u00e3o at\u00e9 1950. A tecnologia empregada em sua constru\u00e7\u00e3o envolve conhecimentos avan\u00e7ados de matem\u00e1tica e geologia, um sonho ecol\u00f3gico. Ele deixou de ser usado para abastecimento da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o porque o aqueduto tivesse ficado obsoleto, mas porque a \u00e1gua tem cada vez menos volume. A prop\u00f3sito, a cidade de Nazca, de cerca de 30.000 habitantes, s\u00f3 tem fornecimento do l\u00edquido durante uma hora por dia. Este problema, no entanto, n\u00e3o tivemos no confort\u00e1vel Hotel Nuevo Cantalloc, onde nos hospedamos e nos servimos de refei\u00e7\u00f5es t\u00edpicas daquela regi\u00e3o do Peru.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Cidade no deserto<\/span><\/strong><\/p>\n<p>E da mesma Civiliza\u00e7\u00e3o Nazca fomos visitar a pir\u00e2mide de Cahuachi, uma constru\u00e7\u00e3o enorme que mais parece uma cidade. Ela j\u00e1 est\u00e1 parcialmente restaurada, mas \u00e9 apenas uma de 36 outras a escavar na regi\u00e3o. Pir\u00e2mides, em qualquer lugar do mundo, s\u00e3o sempre explicadas como santu\u00e1rios, uma verdade estabelecida que ningu\u00e9m ousava muito questionar antes de Eram os Deuses Astronautas? Mas a de Cahuati \u00e9 diferente e teve com certeza outro objetivo, al\u00e9m do religioso.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">As linhas s\u00e3o desenhos no ch\u00e3o, removendo-se as pedras avermelhadas da regi\u00e3o e descobrindo o solo esbranqui\u00e7ado abaixo. S\u00e3o simples tra\u00e7os ou formas geom\u00e9tricas, com mais de 70 desenhos de animais, aves, peixes ou figuras humanas<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">O dia seguinte era o do sobrevoo das Linhas de Nazca, como descrevi acima. Naquela noite, em uma de suas palestras, Erich von D\u00e4niken descreveu sua teoria sobre as linhas. Para ele, o Sistema Solar teria sido visitado porque seres de planetas extrassolares precisavam de min\u00e9rios. Ent\u00e3o, uma enorme nave-m\u00e3e teria estacionado no Cintur\u00e3o de Asteroides e mandado pequenas naves \u00e0 Terra para a extra\u00e7\u00e3o destes recursos. As linhas seriam, assim, vest\u00edgios desta aterrissagem programada e, depois, continuariam a ser feitas pelos homens para propiciar o retorno daqueles que consideraram como deuses. Simples assim. O grande mist\u00e9rio de Nazca, para ele, n\u00e3o s\u00e3o os desenhos, que considera feitos pelos homens, mas os incont\u00e1veis quil\u00f4metros de linhas que v\u00e3o a lugar nenhum.<\/p>\n<p><strong><span class=\"has-inline-background\" style=\"background-color: #8ed1fc;\">Um incr\u00edvel filme<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Demoramos um pouco para come\u00e7ar o sobrevoo naquele 21 de agosto, data programada, pois o dia amanheceu com uma neblina que s\u00f3 come\u00e7ou a levantar no final da manh\u00e3. \u00c0 beira do p\u00e2nico, ao ver o avi\u00e3o em que far\u00edamos a aventura, subi finalmente no aparelho. Salvaram-me a respira\u00e7\u00e3o iogue e a calma profissional dos dois pilotos que, \u201cpor la derecha\u201d e \u201cpor la izquierda\u201d, iam rodeando os desenhos, exibindo as imagens como em um incr\u00edvel filme. A rea\u00e7\u00e3o aos chacoalhos da aeronave foi diferente para cada um, assim como a capacidade de ver as linhas. N\u00e3o consegui enxergar dois desenhos, a baleia e o cachorro. Todos os coment\u00e1rios dos participantes quanto ao sobrevoo giravam em torno de ver ou n\u00e3o ver as figuras, o que era realmente dif\u00edcil \u00e0quela hora do dia. Muitas pessoas n\u00e3o puderam observar alguns desenhos ou n\u00e3o conseguiram fotografar as imagens do solo. Mas a emocionante figura do chamado Astronauta, acenando para n\u00f3s, foi vista por todos \u2014 parece uma crian\u00e7a alien\u00edgena.<\/p>\n<p>O final da expedi\u00e7\u00e3o foi como deixar um para\u00edso para tr\u00e1s, e longa foi a viagem de volta a Lima pelo deserto do sul do Peru, para embarcarmos ao Brasil naquela mesma noite de s\u00e1bado, dia 22. Viemos conversando nos dois \u00f4nibus que nos serviram durante todo o tempo, comandados por experientes motoristas que j\u00e1 atendem \u00e0 Terra Inca Operadora de Turismo h\u00e1 mais de 10 anos. Em um deles \u00eda o xam\u00e3 M\u00e1rio Puma e o uf\u00f3logo Gevaerd, dando-nos orienta\u00e7\u00f5es, e no outro seguia Hiromy C\u00e1ceres e Giacomitti, fazendo o mesmo. Os ve\u00edculos eram modernos, confort\u00e1veis e seu potente ar condicionado nos isolava do calor do deserto. As conversas, claro, giravam ao redor de temas relacionados ao nosso interesse: Ufologia, arqueologia, mestres ascencionados, outros planos da exist\u00eancia etc.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1329\" src=\"https:\/\/lallabarretto.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/4-3.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"248\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>A impressionante pir\u00e2mide de Cahuachi, n\u00e3o muito distante de Nazca, que \u00e9 parte de um imenso complexo ufoarqueol\u00f3gico. (cr\u00e9dito: SALOMON JARD\u00cdN)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"has-medium-font-size\">Era a segunda vez que eu ia ao Peru, depois de ter estudado muita coisa sobre sua cultura. \u00c9 um pa\u00eds amig\u00e1vel, de c\u00e9u azul-claro, poeira de areia acinzentada, montanhas ao fundo espalhadas pela costa do Pac\u00edfico. Este era o \u201cfilme\u201d que se via da janela de nossos \u00f4nibus. O lindo trajeto de volta tinha o deserto \u00e0 direita e o Pac\u00edfico \u00e0 esquerda, e foi a oportunidade de observar o que dizia o grande arque\u00f3logo peruano J\u00falio C\u00e9sar Tello \u2014 ali\u00e1s, tais montanhas tomaram seu nome, pois s\u00e3o chamadas tellos. Em outras regi\u00f5es andinas s\u00e3o denominados apus e l\u00e1 se diz que \u201cconversam entre si\u201d pelos barulhos que produzem. Por sua vez, Tello chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que muitos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos s\u00e3o encontrados aos seus p\u00e9s. De fato, quando o olhar come\u00e7a a ficar treinado com a paisagem, se v\u00ea claramente a quantidade de s\u00edtios inexplorados e insuspeitos que existem no solo peruano.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-justify has-medium-font-size\">Chegamos finalmente ao Aeroporto Internacional de Lima, exaustos ap\u00f3s 10 horas de viagem. Entramos no avi\u00e3o e deixamos o Peru para tr\u00e1s, embora inesquec\u00edvel. Da janela do moderno Boeing se via um horizonte esplendoroso, pr\u00f3prio daquela regi\u00e3o do mundo, quando sobrevoamos as Cordilheiras dos Andes. Sentei na janela e apreciei o mais lindo c\u00e9u estrelado, dele sobressaindo as Pl\u00eaiades e \u00d3rion, mais para a direita. As estrelas brilhavam como l\u00e2mpadas novas, um final apropriado para uma viagem hist\u00f3rica: a primeira de Erich von D\u00e4niken conduzindo um grupo a locais como aqueles descritos, uma oportunidade exclusiva em nossas vidas de seguir o grande mestre.<\/p>\n<ul>\n<li><i>Fonte:<\/i>\u00a0<a href=\"https:\/\/lallabarretto.com\">Lall\u00e1 Barretto<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1380021\" src=\"https:\/\/bocudo.com\/wp-content\/uploads\/2003\/04\/MINI-noticias-removebg.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: center; margin: 20px 0;\"><script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-4475525115208877\" crossorigin=\"anonymous\"><\/script><br \/>\n<ins class=\"adsbygoogle\" style=\"display: block; text-align: center;\" data-ad-layout=\"in-article\" data-ad-format=\"fluid\" data-ad-client=\"ca-pub-4475525115208877\" data-ad-slot=\"7970302005\"><\/ins><br \/>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo das p\u00e1ginas seguintes \u00e9 o relato oferecido por uma participante da viagem, a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1295188,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8197,8270,8271],"tags":[19428,2146,127,19427],"class_list":["post-1252021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-conhecimento-e-curiosidades","category-misterios-conhecimento-e-curiosidades","category-ufologia","tag-erich-von-daniken","tag-lima","tag-peru","tag-revista-ufo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1252021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1252021"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1252021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1388925,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1252021\/revisions\/1388925"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1295188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1252021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1252021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bocudo.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1252021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}